00h. FC Porto vence Supertaça ao derrotar Torreense por 1-0 com golo de Victor Froholdt

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É meia-noite. As notícias com António José Soares.

Boa noite. O Futebol Clube do Porto venceu a Supertaça Cândido de Oliveira. Os Dragões derrotaram o Torreense por uma bola a zero, golo de Viktor Frydlekski. No final da partida, o treinador dos azuis-brancos, Francesco Farioli, admite que a vitória não foi fácil.

Foi uma partida muito difícil. Mérito total ao Torreense pela organização e pela qualidade de muitos jogadores. É uma equipa muito física, que complicou bastante a nossa vida, mas era importante vencer e conseguimos. Agora temos algumas horas para comemorar e depois foco total na próxima semana e no início do campeonato.

Declarações do treinador do Porto à Sport TV. Já o técnico do Torreense, Luís Tralhão, diz que apesar da derrota, sai da partida com muito orgulho.

Fazer o jogo que fizemos aqui hoje enche-me de orgulho. Fico muito entusiasmado também para o que aí vem. Por outro lado, já estou começado a habituar a ganhar taças e sentir que ficamos tão perto. Não existem vitórias morais, mas há aqui um sentimento agridoce. Muito orgulhoso pelo que fizemos em campo. Acho que o Futebol Clube do Porto e nós tivemos quase o mesmo número de oportunidades. Não tenho a estatística, mas sentimos que estivemos muito próximos de marcar. Obviamente, estamos a jogar com uma equipa de um poderio fantástico, uma intensidade brutal, mas honestamente, hoje acho que pelo menos era justíssimo ir para o prolongamento.

Declarações à Sport TV do treinador do Torreense, depois da derrota na Supertaça Cândido de Oliveira por uma bola a zero frente ao Futebol Clube do Porto. A partida, que marcou o arranque oficial da temporada 2026/27, decorreu esta noite no Estádio Cidade de Coimbra. Passamos agora à atualidade internacional. Na capital russa, uma explosão num restaurante causou pelo menos três mortos. Uma informação avançada pela polícia de Moscovo. As autoridades confirmaram ainda à agência de notícias estatal Ria Novosti que a ocorrência teve lugar cerca das 20h10 da noite locais, 18h10 da tarde, hora de Lisboa. A explosão foi provocada por um artefato improvisado. Além das três mortes, provocou pelo menos 21 feridos. Organizações não governamentais de Marrocos calculam que pelo menos 100 mil pessoas tenham tentado atravessar a fronteira e apontam o dedo a Rabat. Duas ONGs marroquinas de direitos humanos emitiram este sábado vários comunicados. Uma delas, o Observatório do Norte dos Direitos Humanos em Marrocos, estima, com base em avaliações preliminares, que pelo menos 100 mil pessoas provenientes de diferentes regiões do país tentaram atravessar a fronteira para Ceuta e dessas, cerca de 60 mil conseguiram fazê-lo com sucesso. O Observatório realça ainda a inação das forças de segurança marroquinas para impedir este êxodo. Já a Associação Marroquina dos Direitos Humanos lançou também um comunicado este sábado, uma nota onde expressa que esta crise reflete o bloqueio do horizonte social no país e evidencia a incapacidade do Estado marroquino de garantir o mínimo de dignidade humana à população. Esta mesma organização também acusa Rabat de instrumentalizar a migração para fins políticos, considerando que criou as condições catastróficas que levaram a este deslocamento em massa, semelhante ao que acontece em zonas de guerra e conflitos armados. A associação exige a abertura de uma investigação séria e independente. E o rei de Espanha demonstra indignação pelos graves acontecimentos em Ceuta e pede ao Estado espanhol para evitar que este cenário se repita. Felipe VI reagiu esta tarde aos acontecimentos dos últimos dois dias referentes à crise migratória causada pela entrada ilegal de milhares de cidadãos marroquinos naquele território espanhol. Felipe VI diz também ter estado em contacto com os presidentes de Ceuta e Melilha. O monarca lembrou ainda ao governo que o Estado deve zelar pela segurança destas duas cidades espanholas no norte de África. Entretanto, por cá, Luís Montenegro já veio dizer que apoia a iniciativa espanhola de reunir o Conselho da União Europeia de Ministros do Interior, uma posição assumida pelo primeiro-ministro português na rede social X. O encontro entre os ministros da Administração Interna dos 27 vai decorrer na próxima terça-feira por videochamada. Subiu para 136 o número de portugueses e lusodescendentes mortos pelo sismo que atingiu a Venezuela a 24 de junho. É o balanço mais recente do Ministério dos Negócios Estrangeiros português. Dos portugueses e lusodescendentes mortos, 108 eram adultos e 28 menores, e 116 tinham também nacionalidade venezuelana. Em relação aos desaparecidos, que na quinta-feira eram 10, são agora apenas cinco. A França diz que os fogos estão sob controle e prepara a reconstrução das zonas afetadas. Uma informação avançada pelo primeiro-ministro francês, que anunciou este sábado a criação de um coordenador-geral para liderar o projeto de reconstrução das zonas afetadas pelos incêndios dos últimos dias, que devastaram mais de 42 mil hectares. Entretanto, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas confirmou que há muitos portugueses que perderam a casa e o negócio devido aos incêndios na zona de Bordéus. Emídio Sousa explica, no entanto, que não recebeu qualquer pedido de ajuda.

Sabemos que há muitos portugueses que perderam as suas casas, as suas habitações, os seus negócios. Todavia, em França, as autoridades francesas funcionam bem. A evacuação resultou. Não houve feridos nem houve mortos portugueses, pelo menos que conheçamos. Estamos a acompanhar com os nossos serviços consulares, vamos falando com as pessoas. O nosso cônsul-geral até anda individualmente a procurar recolher opiniões e estaremos sempre disponíveis para ajudar os portugueses.

Declarações de Emídio Sousa aos jornalistas na fronteira de Vilar Formoso, na habitual receção aos imigrantes que chegam agora a Portugal. As autarquias que foram afetadas pelas tempestades do início do ano podem agora candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal. O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia e Coesão Territorial. Este fundo vai financiar até 60% da reparação, reconstrução e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos. As candidaturas devem ser apresentadas às respetivas CCDR até o fim do mês de novembro. O governo revela ainda que as autarquias também podem recorrer a uma linha de crédito que está a ser desenhada com o Banco Europeu de Investimento para financiar os restantes 40% dos prejuízos. Este é um apoio que surge numa altura em que há ainda, pelo menos, 25 pessoas desalojadas e estradas cortadas nos distritos de Lisboa e Leiria, com as câmaras municipais a alertarem ainda para a falta de apoio ou atrasos no processo. Teresa Freire.

Seis meses depois, ainda há, pelo menos, 25 pessoas desalojadas. O balanço é feito pela Agência Lusa, que contactou vários municípios. No distrito de Lisboa, há casos nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Cadaval, Mafra e Alenquer. Já em Leiria, ainda há pessoas desalojadas das suas casas nos concelhos de Alcobaça e Óbidos. Quanto às estradas, por esta altura ainda há seis cortadas nos mesmos distritos. Em Leiria, a circulação está proibida no IC9 e na Estrada Nacional 86, na zona de Alcobaça. Já a Estrada Nacional 8 mantém-se cortada nos dois distritos, na zona do Bombarral, em Leiria, e entre Torres Vedras e Mafra, em Lisboa. Por fim, a Estrada Nacional 115 também continua condicionada ao trânsito em duas zonas, entre Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço e entre o Cadaval e as Caldas da Rainha. Passados seis meses da tempestade Cristina, chegam à Agência Lusa queixas de vários municípios. As autarquias estão descontentes, consideram ser insuficientes as verbas que obtiveram do Estado a título de adiantamento. Têm, por isso, recorrido a meios financeiros próprios para avançar com a reparação dos danos causados em estradas, rios, equipamentos e praias. Destaque para os municípios da Arruda dos Vinhos e das Caldas da Rainha, que recorreram a empréstimos bancários.

A jornalista Teresa Freire, com o balanço feito pela Agência Lusa junto dos municípios mais afetados pelo comboio de tempestades que provocou danos na zona centro do país há seis meses. A informação está de regresso à Rádio Observador quando for meia-noite e meia, já com uma edição da jornalista Marta Caramelo Nobre. Eu estou de regresso amanhã, para mais uma noite informativa. Até lá, tenha a continuação de uma excelente madrugada. Boa noite.