00h. Ministério da Educação vai pagar aos professores classificadores
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Meia-noite em ponto. O Jornal da Meia-Noite, na Rádio Observador, é uma edição do Ricardo Loureiro. E Ricardo, a ex-diretora nacional da PJ garante não ter conhecimento do atrelado apreendido que acabou na sede da Constro Barcelos.
Luísa Proença, ex-diretora nacional da Polícia Judiciária, garante não ter conhecimento do atrelado apreendido que acabou na sede da Constro Barcelos. Recorde-se, Luísa Proença geriu os bens apreendidos até o início de 2026. Recorde-se que o empreiteiro acumulou 17 contratos com a Polícia Judiciária, realizava obras particulares para o agora ministro da Administração Interna, Luís Neves. Luísa Proença, que geriu os bens apreendidos, negou ter sido informada sobre a movimentação do atrelado que acabou na posse do empreiteiro e amigo Luís Neves. De resto, declarações quando questionada pela investigação da TVI e CNN Portugal.
E também a marcar esta noite de segunda-feira, a notícia de que o Ministério da Educação vai pagar aos professores classificadores €1 por resposta classificada e €12 por cada prova reapreciada.
Uma certeza deixada em comunicado, o ministério diz ser importante reconhecer o papel dos docentes no processo de avaliação externa. Já os professores que tiveram que classificar provas em papel, como nos casos de geometria descritiva e desenho A, vão receber €10. As provas-alvo de reclamação, neste caso, vão originar um pagamento de €18 aos classificadores. A medida aplica-se às provas classificadas na primeira e segunda fase, bem como na época especial.
E ainda pela atualidade nacional, agora pelos incêndios, é no distrito da Guarda, onde reside a maior preocupação, Ricardo, neste momento.
Tem três frentes ativas, o incêndio de Rochoso e Monte Margarida, chamas que estão a ser combatidas por 325 operacionais e perto de 100 meios terrestres. Mais a norte, no Conselho de Vila Verde, no distrito de Braga, são perto de 200 os operacionais que combatem as chamas e ainda em Almeirim, em Santarém, 50 meios terrestres são suporte a perto de 140 operacionais no terreno. No sul do país, em Évora, 92 operacionais e 27 terrestres combatem as chamas no Conselho de Mourão. Neste momento, há um total de 49 fogos ativos pelo país, 1500 operacionais no terreno, perto de 500 viaturas e ainda um meio aéreo.
E ainda falando de incêndios, em França e Espanha, a situação é igualmente preocupante e o governo confirma, Ricardo, não existem vítimas portuguesas.
É exatamente isso o que explica o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Emídio Sousa refere que a rede diplomática e consular ainda não recebeu qualquer pedido de ajuda e que o número de portugueses desalojados devido aos incêndios em França está ainda por conhecer.
Não temos vítimas, não temos dados nenhum e nenhuma referência. O número de desalojados é muito difícil, só por estimativa, porque as autoridades francesas são muito competentes, têm espaços de excelência para receber as pessoas, mas é naturalmente que à entrada não lhes perguntam se eles são portugueses ou se são espanhóis ou se são de outra nacionalidade qualquer. Sabemos que há portugueses que estão realojados temporariamente até que as coisas melhorem.
Emídio Sousa garante também que o Consulado-Geral de Portugal em Bordéus está a funcionar normalmente. Cerca de 3 mil portugueses e lusodescendentes foram transferidos para centros de acolhimento devido ao fogo que ameaça várias regiões perto da cidade francesa.
E Ricardo, assinalam-se seis meses da chegada da tempestade Cristina ao território português e o presidente da estrutura de missão para a reconstrução da região Centro, a região mais afetada, faz um balanço positivo.
Paulo Fernandes alerta, no entanto, para a demora na reconstrução de casas e infraestruturas por falta de mão de obra.
Há muita falta de empresas, no sentido que é preciso mais empresas, porque neste momento, financiadas habitações, são mais de 160 mil. Só que são 150 mil ou 160 mil intervenções de muita pequena intervenção, o que significa que nós precisamos de muito mais empresa, muito mais logística, ou seja, precisamos muito diferente organização, até do ponto de vista do que é essa tipologia de trabalhos, que é muito relevante na recuperação global e daquilo que é a oferta-procura na parte da construção civil, mas simultaneamente precisamos de muito mais mão de obra.
Palavras do líder da estrutura de missão, que explica ainda a forma como tem sido feita a fiscalização dos apoios.
Fiscalizações sucessivas por amostragem relativamente aos valores recebidos daquilo que é o programa que está praticamente a terminar das casas até €10 mil e também criámos com a entidade de supervisão de seguros, um modelo que está neste momento já a ser aplicado de partilha de informação sobre quem tem seguros e está a receber de seguros. E estamos também, obviamente, nessa partilha, iremos também fazer com o Banco de Fomento e com outras entidades, obviamente, da administração, que têm também linhas de apoio.
Paulo Fernandes, o presidente da estrutura de missão para a reconstrução da região Centro. Declarações ao Explicador da Rádio Observador.
Seis minutos para lá da meia-noite, vamos a outras notícias que importa destacar a esta hora, Ricardo Loureiro.
Foram interrompidas as buscas pelo jovem que desapareceu no mar na praia de Aljezur. Um jovem de 28 anos desapareceu hoje no mar enquanto praticava stand up paddle na praia da Arrifana, no Conselho de Aljezur. As autoridades marítimas nacionais explicaram que as investigações vão ser retomadas já para amanhã, nas primeiras horas. Neste caso, amanhã, nesta terça-feira, já com sete minutos, nas primeiras horas do dia. Lá por fora, Donald Trump afirma que vai derrotar o Irão, mas que está em negociações que considera amigáveis com o Irão. Informações que nos chegam pelo presidente dos Estados Unidos num comício nesta segunda-feira. Donald Trump afirmou que há a hipótese de que possa acontecer algo em relação a um acordo. No entanto, admitiu estar preparado para uma ação militar muito forte caso as negociações com o Irão não cheguem a bom porto. Uma alta patente do Ministério da Defesa de Israel afirma que a guerra no Médio Oriente está a ser um fracasso retumbante, estou a citar. É uma informação que nos chega, uma notícia que nos chega pela imprensa internacional. O antigo chefe do gabinete político-militar do ministério israelita diz que o conflito está a correr mal para Israel. Acrescenta que o prestígio internacional do país está, no momento, baixo. De saída, Vicente, uma notícia no mínimo inspiradora, principalmente para nós, europeus. O Banco Central Europeu lançou um inquérito público para escolher o novo design das notas de euro, marcando a primeira grande renovação estética e tecnológica da moeda única desde 2002. A presidente da instituição, Christine Lagarde, apresentou os desenhos pré-selecionados e convidou todos os cidadãos europeus a votar nas opções favoritas até 21 de setembro. São 10 os temas que serão selecionados até o final do ano. Temas que passam pela identidade humana e valores, história, cultura, conhecimento e natureza e sustentabilidade. As novas notas devem chegar aos bancos e caixas Multibanco a partir de 2029. Significa, por isso, Vicente, já podemos começar a pensar em gastar os euros que temos agora.
E oxalá cheguemos a 2019 também com capacidade de ir à caixa de Multibanco, que eu sei que isto está tudo a ficar um pouco mais digital, mas às vezes é nem que seja aquela visita arqueológica à caixa de Multibanco. Um grande abraço, Ricardo Loureiro, no fecho desta edição da meia-noite. Um grande abraço, foi um gosto, até amanhã.
Um abraço, bom descanso, Vicente.
As notícias estão de regresso à meia-noite e meia, já com edição do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. É com ele a madrugada informativa desta noite aqui na Rádio Observador.