00h. Donald Trump diz que está na altura de a Ucrânia ter um novo Presidente
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É meia-noite. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, vamos às notícias na Rádio Observador. Começamos na atualidade internacional. Pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas num ataque com mísseis contra o Aeroporto Internacional de Riade, na Arábia Saudita. As autoridades atribuíram a ação aos rebeldes houthis do Iêmen, que avançaram recentemente no oeste iemenita e mantêm um bloqueio naval no Mar Vermelho. Entre as vítimas mortais confirmadas estão quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, incluindo um norte-americano. Este ataque provocou danos materiais e a evacuação de um terminal no aeroporto, o Terminal 3, o que levou à suspensão temporária dos voos e ao desvio de ligações aéreas. Na resposta a este ataque, a coligação liderada pela Arábia Saudita anunciou uma operação militar em grande escala contra os houthis e o presidente norte-americano, Donald Trump, admite poder vir a juntar-se a estas ações militares. E continuamos precisamente a falar de Donald Trump, que critica Zelensky, diz que está na altura de a Ucrânia ter um novo presidente. Estas declarações surgem um dia depois de Trump ter assinado um entendimento com Vladimir Putin para aumentar o fornecimento de gasóleo russo nos mercados internacionais, isto numa altura em que a Casa Branca tem procurado aliviar os preços dos combustíveis. Trump sugere que será mais fácil chegar a um acordo para pôr fim à guerra se houver mudanças na liderança da Ucrânia.
Se eu fosse presidente, esta guerra nunca teria acontecido. Esta guerra nunca teria começado. Não havia motivo para que aquela guerra entre a Ucrânia e a Rússia tivesse começado. Começou devido à incompetência. Nunca deveria ter começado. Já não teriam perdido 30% do vosso país. Perderam 30% do vosso país e mais de 1 milhão de pessoas foram mortas. Entre os dois países, mais de 2 milhões de pessoas foram mortas. É uma guerra que nunca deveria ter começado e acho que está na hora da Ucrânia ter um novo presidente.
Trump deixa ainda um aviso direto ao presidente ucraniano, diz que é melhor Zelensky parar e depressa, ao mesmo tempo que critica os ataques de Kiev contra infraestruturas de energia. O presidente norte-americano volta também a responsabilizar Zelensky por ainda não ter chegado a um entendimento para terminar esta guerra. Depois das palavras de Trump, houve reações. A Rússia congratulou-se com o apelo do presidente norte-americano para a substituição do chefe de Estado da Ucrânia, mas do outro lado do conflito, a Ucrânia também se manifestou. Reagiu através do Ministro dos Negócios Estrangeiros, que sublinhou a popularidade do chefe de Estado. Diz que Zelensky conta com o apoio do povo ucraniano e tem o poder e também o direito de decidir. E seguimos com outra notícia. O antigo presidente norte-americano, Barack Obama, defende a necessidade de haver líderes que valorizem uma humanidade comum e respeitem os valores democráticos e a igualdade. Perante uma plateia de 10 mil pessoas no A Rena, em Lisboa, o ex-mandatário lamentou a nostalgia da América real e defendeu a renovação das instituições para responder com maior eficiência aos problemas dos cidadãos. Apesar de elogiar a União Europeia, Obama alertou que a lentidão dos processos democráticos pode impulsionar o recurso a líderes autoritários. Sem citar diretamente o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lembrou também que a Constituição norte-americana impede o chefe de Estado de iniciar uma guerra sem a aprovação prévia do Parlamento. O antigo líder recordou também a complexidade de decisões de um mandato que liderou, como a guerra na Síria e a gestão do arsenal nuclear, e sublinhou que a ação governamental exige intervenção humana e respeito pela lei internacional. Barack Obama esteve também esta tarde no Palácio de Belém. Foi chamado pelo presidente da República, António José Seguro, para uma conversa informal sobre atualidades internacionais. E por cá, na política, Paulo Raimundo diz que o Orçamento do Estado para o próximo ano é uma desgraça para o país. O secretário-geral do PCP participou esta tarde numa manifestação de solidariedade com a Palestina. Em declarações aos jornalistas, afirma que o governo tem as prioridades trocadas.
É um orçamento que faz opções. Quando o governo diz que não há margem no orçamento, desculpe a expressão da gíria grosseira, é uma treta, porque há margem. Porque o mesmo governo, se não gastar 1700 milhões de euros em benefícios fiscais, se não der 1700 milhões de euros também às parcerias público-privadas, se não pegar metade do orçamento do Serviço Nacional de Saúde e entregar àqueles que fazem da saúde um negócio, se em vez de reduzir 1% no IRC e querer aumentar as propinas em 3%, se fizesse outras opções, havia margem. Havia margem para custo de vida, havia margem para baixar os custos dos alimentos, dos combustíveis, da habitação. É uma questão de opção.
Paulo Raimundo, líder do Partido Comunista, aqui em registos captados pela RTP Notícias, e deixou também críticas aos partidos dispostos a deixar passar este orçamento. É o caso do PS, que já avançou que vai apostar pela abstenção. E o Bloco de Esquerda diz que o governo quer passar um cheque em branco aos portugueses com a apresentação deste Orçamento do Estado. O coordenador do partido, José Manuel Pureza, esteve hoje presente na manifestação contra o aumento do custo de vida e da habitação, um protesto promovido pela plataforma Não Dá Mais Para Viver Assim e que junta mais de 30 organizações, fez-se ouvir em várias cidades do país. O bloquista fala nesse cheque em branco passado aos portugueses.
Aquilo que está a trazer as pessoas pra rua em Portugal é o mesmo que está a trazer as pessoas pra rua em França, em Espanha, com as suas circunstâncias próprias, como é evidente, mas há muitas Mari Carmens em Portugal. Não nos enganemos sobre isso. Há um Orçamento do Estado que não dá resposta a nenhuma destas coisas. Há um Orçamento do Estado que é um verdadeiro cheque em branco à continuação daquilo que nos trouxe até aqui
As mesmas preocupações tem o LIVRE. A co-portavoz do partido, Isabel Mendes Lopes, acusa o governo de viver numa realidade paralela.
Achar que liberalizar o mercado do arrendamento, pedir cauções ilimitadas, pedir três rendas adiantadas, achar que uma renda moderada é uma renda de 2300 € é de quem não vive no mundo real, não vive no mundo em que a maior parte dos portugueses vive. Há pessoas que até ponderam se vale a pena ir trabalhar ou não, tal é o custo de ir trabalhar e pegar no carro.
São declarações de Isabel Mendes Lopes. Ouvimos também José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, em declarações captadas pela RTP Notícias. Ambos estiveram presentes nesta manifestação convocada pela plataforma Não Dá Mais para Viver Assim, que saiu à rua na defesa pelo controle do custo dos preços, do cabaz alimentar, dos combustíveis e da habitação, e para reclamar a taxação de lucros extraordinários de empresas de vários setores. E da política para o futebol. O Futebol Clube do Porto venceu o Marítimo por 2 x 1 no Funchal. Foi num jogo a contar para a oitava jornada. Depois de uma vitória no clássico, os Dragões jogaram na Madeira e saíram vencedores. Pelo Marítimo, Saja Salaj marcou o primeiro gol da partida aos 16 minutos, mas já no final da primeira parte, Frode Holth conseguiu o empate aos 42 minutos e Óskar Pietruszewski marcou o gol da vitória aos 84 minutos, bem perto do final. Depois de terminada a partida, o treinador dos Dragões, Francesco Farioli, deixa claro quem devia ser o vencedor deste jogo.
Quanto às dificuldades de vir jogar aqui, acho que ontem já estava a ter uma ideia bastante clara do que esperar. A equipe está muito bem organizada, são lutadores. Começam muito fortes, mas, mais uma vez, na avaliação global do jogo, acho que não há dúvida sobre qual a equipe que devia ter ganho este jogo.
As declarações de Francesco Farioli na flash interview da Sport TV. Já Mitchell van der Gaag, o treinador do Marítimo, assume a derrota, mas sem apontar erros à prestação dos jogadores.
Apesar da derrota, a minha equipe está de parabéns. Acho que o Marítimo está de parabéns, porque a casa esteve cheia outra vez, sempre a apoiar a equipe. Também é importante, mais uma vez, eu continuo a dizer a mesma coisa, aquela dinâmica é importante e nós temos que lutar e trabalhar por isso, e nós estamos a fazer e a equipe e os adeptos estão a reconhecer isso, e também é importante em termos do apoio. Eu acho que nós fizemos uma primeira parte muito bem conseguida. Claro que o Porto com mais posse de bola, mas sempre quando nós tivemos a bola a tentar jogar, criamos oportunidades, marcamos o primeiro gol.
O treinador do Marítimo na zona de entrevistas rápidas da Sport TV. Futebol Clube do Porto 2, Marítimo 1, foi este o resultado. Com a vitória, o Porto soma 24 pontos, mais seis do que o Sporting, que é, a esta altura, o segundo classificado. E amanhã é a vez de o Benfica entrar em campo, joga em casa contra o Vitória Sport Club. O jogo é no Estádio da Luz, a marcar o regresso de ambas as equipes à Liga de Portugal, depois da pausa para seleções de cerca de três semanas. Uma pausa que Marco Silva, o treinador das Águias, reconhece que pode fragilizar a equipe por haver muitos jogadores internacionais que estiveram ausentes.
Chegamos a ter só seis jogadores para trabalhar, juntamente com os jogadores da equipe B. Acabamos por ter mais de 17 dias, 16, 17, 18 dias, alguns dos jogadores fora daquilo que é o contexto do Benfica e naturalmente não é agradável, mas é o calendário e compete a nós trabalhar dentro do tempo que temos, alertar os jogadores para aquilo que é o mais importante neste momento, que é o foco, que é novamente atingir os patamares de exibição e de intensidade que nós queremos no nosso jogo e isso é o nosso trabalho.
Ainda assim, Marco Silva promete o esforço de todos os jogadores em campo. O Benfica procura voltar às vitórias depois da derrota na última jornada no Estádio do Dragão. Já Tiago Margarido, aos comandos do Vitória, diz que esta paragem foi boa para recarregar energias e vê neste jogo uma oportunidade única.
O Vitória já não vence no Estádio da Luz há 13 anos, salvo erro. Portanto, olhamos para isto como um desafio, como uma oportunidade de podermos fazer história nesse sentido. Olhamos sempre pelo lado positivo. A estatística vale o que vale, a história vale o que vale. Sabemos que temos um jogo pela frente que terá um nível de dificuldade enorme, mas vamos muito crentes de que vamos conseguir trazer pontos, fundamentalmente fazendo o nosso jogo, criando as oportunidades que já viemos a criar anteriormente ou a intenção de criarmos oportunidades e com a crença muito grande que vamos faturar.
Tiago Margarido, treinador do Vitória Sport Club, na antevisão para o jogo. As duas equipes entram amanhã no relvado da Luz. O pontapé de saída é dado às 18h. Este é um jogo que conta com emissão especial do Desporto para Ouvir logo depois das 17h30, com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. É com esta notícia que fechamos este jornal, edição da meia-noite. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador à meia-noite e meia, com uma síntese de notícias que já fica a cargo da jornalista Rita Lourenço. É ela que vai estar aos comandos desta madrugada informativa na Rádio Observador. Da minha parte é tudo. Lá está, a informação de novo à 00h30. Até lá, fique na companhia da Rádio Observador. Boa noite.