13h. Deputado do PS Carlos Pereira concorda com o diagnóstico do país feito por Passos Coelho

🗓️ 2026-09-12 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

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Bom dia. As estruturas da PSP e GNR vão manter os protestos agendados para os dias 22 de setembro e 30 de outubro. Miguel, tudo isto apesar do Ministro da Administração Interna ter anunciado negociações na mesma altura.

Os protestos foram conhecidos ontem. Luís Neves convocou depois as estruturas da PSP e da GNR para duas reuniões. O Ministério da Administração Interna refere que essas reuniões negociais não são uma reação aos protestos, são um cumprimento do calendário. Na Rádio Observador, escutámos esta manhã a associação que representa os militares da GNR, também o sindicato que representa a PSP, os profissionais da PSP. Ora, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, sublinha que os protestos vão manter-se, são para avançar, e adianta que os profissionais da polícia já esperaram demasiado tempo pelas negociações com o governo.

Não vamos cancelar os protestos, porque consideramos que o tempo que esperámos por estas negociações foi muito e aquilo que é uma convocatória não se traduz em nada palpável e concretizável a curto prazo. Se o governo, nestas negociações, quer do dia 17, quer do dia 29, nos garantir efetivamente algo que possa já ao momento ser concretizado, teremos que fazer uma análise. Mas a verdade é que nós vamos avançar com os nossos protestos.

O presidente da Associação de Profissionais da Guarda, César Nogueira, também foi ouvido pela Rádio Observador e pede garantias de mudança já para janeiro do próximo ano.

Esperemos que traga algo de concreto. Estamos recetivos sempre a negociar. Não vamos, para já, nem suspender tampouco os protestos anunciados, porque é como já dissemos, só quando tivermos algo concreto e que de fato entrarão em vigor em janeiro de 2027 é que poderemos pensar em suspender os protestos. Fora isso, vamos mantê-los, porque é como digo, as reuniões são apenas duas datas. Já tivemos muitas reuniões e nada avançou.

Declarações à Rádio Observador. Em causa esses protestos com reivindicações comuns para militares da GNR e profissionais da PSP. Defendem a revisão e melhoria das carreiras. À cabeça nestas reivindicações, está esse incumprimento do acordo de 2024, que aumentou em trezentos euros o suplemento de risco, mas que ainda não concretizou a revisão salarial destes profissionais. Garantem que os protestos vão avançar independentemente destas rondas negociais com o Ministério da Administração Interna.

O deputado do PS, Carlos Pereira, concorda com o diagnóstico do país feito por Passos Coelho, mas questiona as intenções do antigo primeiro-ministro e avisa que não se pode voltar ao passado. A deputada do Chega saúda a intervenção de Pedro Passos Coelho a agir, mas considera, Miguel, que estas intervenções não são um risco para o partido de André Ventura.

Neste caso, a deputada do Chega, Sandra Ribeiro. Estas duas posições foram deixadas esta manhã na Rádio Observador, no Explicador de hoje. Ora, Carlos Pereira, perante este posicionamento de Pedro Passos Coelho, Carlos Pereira, do Partido Socialista, afirma que é preciso olhar para o trabalho com responsabilidade e questiona as intenções de Passos Coelho.

Este antigo primeiro-ministro governou e fez estas reformas, cujos resultados estão à vista, a acusar o atual primeiro-ministro, que foi seu líder parlamentar, de não conseguir fazer reformas. Ou seja, um tem um problema com o resultado das reformas que fez, que foram desastrosas, e outro tem um problema com as reformas que não fez. E esta é a discussão que está dentro do PSD, que está instalada dentro do PSD, que promete intensificar-se à boleia de um estudo que eu espero que seja inconsequente, com uma nova geração de reformas, que não se volte às reformas de 2012 catastróficas de Pedro Passos Coelho.

Ora, pelo Chega, escutámos Sandra Ribeiro, que diz que o partido concorda com o diagnóstico de Pedro Passos Coelho. É mesmo preciso avançar com reformas.

O Chega subscreve este diagnóstico de que realmente o país está bloqueado e sem ambição e nós concordamos com esta necessidade urgente de uma reforma fiscal profunda e o combate à burocracia. Este estudo poderá ser incômodo tanto para o PSD como para o PS, porque este estudo, no fundo, vai nos mostrar como é que nós chegamos até aqui. Estamos a falar, por exemplo, da casa de sustentabilidade da Segurança Social, o caso da habitação, em que o mercado não está melhor, pois tem vindo a aumentar. Enfim, este tipo de situações tem de ser analisado.

Pedro Passos Coelho vai apresentar resultados deste estudo no final de novembro.

José Luís Carneiro não se compromete com o sentido de voto sobre a proposta do Chega para aprovar a descida do IVA dos combustíveis, mas ainda assim afirma que a medida já não é nova e que já tinha sido apresentada pelo PS.

Ontem, André Ventura desafiou o PS a votar ao lado do Chega numa proposta para baixar o IVA dos combustíveis de 23 para 13%. José Luís Carneiro respondeu hoje, diz que Ventura está a enganar os portugueses.

A questão tem que ser colocada ao contrário, porque quem apresentou primeiro essas propostas foi o Partido Socialista, ainda antes do verão, em junho, julho, e apresentamo-las por duas vezes. E por duas vezes o Chega votou contra. Agora, como nós apresentamos pela terceira vez na semana que passou, à terceira também entendeu dar o ar da sua graça. Mas nós vamos conseguir demonstrar que alguém está a procurar enganar os portugueses.

Resposta de José Luís Carneiro, depois desse desafio lançado pelo Chega a uma proposta que vai a debate no dia 24 de setembro no Parlamento para reduzir o IVA dos combustíveis.

Na rentrée do LIVRE, a co-portavoz do partido, Isabel Mendes Lopes, pede o fim do que descreve como folclore em torno do caso de Luís Neves.

É preciso debater temas reais e concretos para a vida das pessoas.

Parece-nos que a política tem de se centrar em efetivamente resolver a vida das pessoas e em mostrar que há uma perspectiva de futuro e que o caminho que se nos apresenta não é inevitável, que há outros caminhos possíveis. E é nisso que o LIVRE se concentra e em que gostávamos também que a política se concentrasse mais e não fosse completamente ocupada por folclore e por toda a ocupação que tem acontecido por parte de quem nós sabemos.

Isabel Mendes Lopes, declarações captadas pela RTP na rentrée política do Livre, no Porto.

13h06, Miguel. Há outras notícias em destaque a esta hora.

Donald Trump repete que a guerra com o Irão vai acabar depois das eleições intercalares de novembro. O presidente dos Estados Unidos da América afirma que tudo vai correr bem e repete que o fim da guerra vai levar à queda do preço dos combustíveis. Trump responsabiliza também o Irão pelo ataque com drones à Arábia Saudita, que levou ao fecho de um importante oleoduto de Riade. Na atualidade internacional também, três civis que morreram e dezenas que ficaram feridos em novos ataques da Rússia contra a Ucrânia. Os ataques de Moscou tiveram como alvo uma zona residencial na cidade ucraniana de Zaporizhzhia. O presidente russo alertou que qualquer envio de tropas europeias para a Ucrânia iria levar a uma guerra contra a Rússia e isto é dito no âmbito da Cimeira dos BRICS, a reunião do Bloco de Economias Emergentes, que está a acontecer este fim de semana na Índia. João, e se eu te perguntar se alguma vez imaginaste que uma casa poderia ser feita à base de gelatina e uns outros produtos?

Neste momento, eu acredito em tudo. Com a inteligência artificial, tudo é possível. Aqui estamos a falar de uma construção.

É uma construção, sim. Vai levar areia, levedura e gelatina.

Ok.

E é para construir uma casa, um edifício, em Marte.

Ah.

E, portanto, parece que esta mistura, esta receita mágica, pode ajudar a construir edifícios em Marte. Quem descobriu isto foram cientistas chineses que querem imprimir casas em 3D em Marte. Portanto, levam a máquina, levam as matérias-primas e depois a máquina constrói a casa no local. Isto acontece através desta mistura, que vai levar rochas marcianas, gelatina e levedura terrestre, que acaba por secar em Marte e endurecer e fica pronta a utilizar. Um material de construção, podemos dizer assim.

Fico sempre sem reação com estas coisas, porque nunca sei se realmente se concretiza ou não, se é realmente verdade.

Mas olha que aqui os testes indicam uma resistência semelhante à do betão de baixa resistência. Para já, só foram feitas pequenas cúpulas com pequenos centímetros e os testes aconteceram em Terra. A ideia, neste caso, é evitar transportar toneladas de material de construção da Terra para Marte, fazer a construção no local, com matéria do local, neste caso, terra de Marte, e juntar a isso levedura e gelatina.

Aguardo novidades.