13h. Iniciativa Liberal quer ouvir o ministro das Finanças no Parlamento sobre a reentrada do Estado no capital da REN
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Da tarde. Este é o Jornal da Uma, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, a Iniciativa Liberal quer ouvir o ministro das Finanças no Parlamento sobre a reentrada do Estado português no capital da REN.
Diz que, com este negócio, pode estar em causa o sacrifício de dinheiro dos contribuintes, de forma irrefletida. Isto é o que está escrito neste requerimento, entregue hoje pela Iniciativa Liberal, para que se realize uma audição parlamentar ao ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. O requerimento foi entregue ao presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública. A bancada liberal escreve que o efeito mais problemático da decisão do Estado de voltar a entrar no capital da REN é o anúncio de que essa decisão resulta de uma estratégia do governo para reduzir o preço da energia. Sobre isto, a Iniciativa Liberal refere que isso não acontece pela mera entrada do Estado no capital social da empresa da infraestrutura elétrica. Os liberais dizem também que esta decisão pode resultar nesse sacrifício de dinheiro dos contribuintes de forma irrefletida. No requerimento entregue no Parlamento, os liberais apontam também que, à data do fecho da Bolsa de Valores, quando foi comunicada esta decisão, o valor estimado das ações com intenção de compra do Estado valia € 324 milhões e que, nos fechos do mercado, no dia útil, seguinte ao anúncio, portanto, ontem, as ações desvalorizaram 0,85% numa reação ao risco da entrada do Estado no capital da empresa. O partido acrescenta também que, quando houve este anúncio de Luís Montenegro, foi sustentado que esta entrada iria fazer parte de um fundo soberano nacional, este capital iria fazer parte do Fundo Soberano Nacional, sem que se conheçam ainda os modos ou a forma de gestão desse mesmo fundo. Por tudo isto, a Iniciativa Liberal quer fazer questões diretamente ao ministro das Finanças no Parlamento e avança com este requerimento para uma audição parlamentar.
E o primeiro-ministro voltou hoje a dizer que será possível baixar o preço da energia.
Falou numa visita à sede da Proteção Civil. Esta manhã, falou sobre incêndios, mas falou também sobre a REN. Foi questionado pelos jornalistas sobre esse assunto e repetiu que será possível diminuir os custos da eletricidade, mas explicou que isso não acontece de forma direta.
Ninguém diz que é a intervenção na REN, diretamente, que provoca uma alteração de preço, mas é uma das condições para nós podermos proteger o interesse estratégico de termos uma rede mais resiliente, de protegermos as nossas infraestruturas críticas, de fazermos fluir o sistema de maneira que ele possa ser otimizado e, sendo otimizado, possa refletir-se depois nas condições de acesso. É isso que nós pretendemos.
E o primeiro-ministro diz que vai disponibilizar todos os elementos relativos à reentrada do Estado no capital da REN. Isso vai ser disponibilizado em breve.
Declarações do primeiro-ministro no âmbito de uma visita à Proteção Civil. Luís Montenegro foi acompanhado pelo ministro da Administração Interna e fez questão de deixar elogios a Luís Neves.
Pelo que diz ser um trabalho extraordinário na coordenação das forças. Apesar de todas as críticas a Luís Neves, devido às polêmicas que acumula referentes ao período em que era diretor nacional da PJ, hoje, depois de uma reunião sobre os incêndios na sede da Proteção Civil, Luís Montenegro defendeu a atuação do ministro e de todo o governo neste período de combate aos incêndios. Montenegro vai mais longe. Diz que quem não repara no trabalho está desfasado da realidade.
O senhor ministro da Administração Interna tem feito, a esse nível, um trabalho absolutamente extraordinário. Nós temos uma forma de estar e uma forma de encarar este fenômeno com elevado sentido de responsabilidade e privilegiando sempre aquilo que é maximizarmos a nossa força de combate e de prevenção. E, portanto, isso muitas vezes pode não ser tão notado por aqueles que, esses sim, talvez estejam um bocadinho mais desfasados do contexto da realidade do país.
Sobre o combate aos fogos que está em curso, o primeiro-ministro destaca que, até o momento, há uma diminuição da área ardida, em comparação com o mesmo período do ano passado, mas deixa avisos para as próximas semanas.
O ano de 2026, até o momento, tem, em termos de área ardida, felizmente, uma diminuição muito significativa, em cerca de quatro vezes face àquilo que aconteceu ano passado, mas isto não é motivo de satisfação, na medida em que o risco vai continuar e nós não queremos estar a indiciar nenhum nível de facilidade relativamente àquilo que ainda temos pela frente.
Luís Montenegro, hoje, na sede da Autoridade Nacional da Proteção Civil.
E o portal de ocorrências da Proteção Civil marca, a esta altura, três grandes incêndios ativos em Portugal continental. Em Torre de Moncorvo, Miguel, estão empenhados no combate às chamas mais de 400 operacionais e três meios aéreos.
É o maior dispositivo mobilizado a esta hora no país. Tem sido assim nos últimos dias. Começou no sábado este fogo em Torre de Moncorvo. No domingo alastrou-se para Carrazeda de Arceães, já no distrito de Bragança. O fogo tem três frentes ativas neste momento. Isto foi explicado pelo segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Norte. Luís Araújo falou à Agência Lusa.
Neste momento mantemos três frentes ativas, duas no concelho de Carrazeda e uma no concelho de Moncorvo. Todas elas, neste momento, têm meios ou já a trabalho ou em progressão, apoiados também com descargas de meios aéreos. Estamos a planear também a estratégia de reforço dos meios aéreos nos sítios que, de momento, ainda não é possível lá colocar meios aéreos por razões de segurança. Os meios que estão a ser posicionados são os necessários para a missão que temos neste momento.
As autoridades alertam também para a possibilidade de fortes reativações durante a tarde, devido à subida das temperaturas e também devido à expectativa de aumento da intensidade do vento
Descemos agora no mapa até Arouca, onde há aldeias no caminho das chamas.
Quatro aldeias. Ainda assim, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca, Sérgio Azevedo, garante que não estão em risco.
Propriamente ameaçada, não. Temos quatro aldeias essencialmente na linha de fogo, nomeadamente Rei de Frades, Bouçegim, aldeia do Cando e aldeia de Pedrógão. São estas as quatro que estão mais próximas da linha de incêndio, embora ainda com alguma distância e todas já com meios em prevenção para qualquer ocorrência, para a proximidade do incêndio poderem rapidamente atuar na defesa das pessoas e dos seus bens nessas aldeias.
Comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca, em declarações à RTP, em que refere também que há dificuldades no acesso às chamas e adianta que os meios vão ser reforçados nas próximas horas. No combate a este incêndio estão cinco meios aéreos e mais de 300 operacionais. Destaque também para o Grande Porto. Em Santo Tirso, continua ativo o fogo que começou ao final da tarde do dia de ontem, Rebordões. No terreno estão cerca de duas centenas de operacionais, apoiados por mais de 60 meios terrestres.
E em Ponte de Lima, Miguel, a situação está mais calma. Estão em resolução os dois incêndios que atingiram este concelho do distrito de Viana do Castelo.
O primeiro a ser dominado foi em Couto, em Refóis do Lima. Já na última hora, o fogo entre as localidades de Facha e Senhora da Rocha, ativo desde sábado, entrou também em resolução. Em Ponte de Lima, ao todo, nestes dois incêndios, estão cerca de 240 operacionais, apoiados por mais de 80 veículos e está mobilizado um meio aéreo.
Passam agora 7min da 13h, Miguel, que outras notícias estão a marcar esta terça-feira?
Os resultados das reapreciações da segunda fase dos exames nacionais vão ser conhecidos apenas a 14 de setembro. O calendário das provas nacionais previa que estes resultados fossem divulgados no final da próxima semana, a 28 de agosto. No entanto, os problemas que se registaram no processo de avaliação digital aumentaram o volume de trabalho dos professores e funcionários, e o adiamento da divulgação das notas foi uma decisão do governo para conseguir acautelar as férias de todos os professores. O governo definiu novas regras para os medicamentos gratuitos sujeitos à prescrição médica para os beneficiários do complemento solidário para idosos. São limitados a genéricos ou a preços de referência. A informação foi publicada num decreto-lei onde o governo recorda que assumiu a gratuitidade em 2024, que era de 50% na altura, mas que o período permitiu avaliar a sua eficácia e identificar situações suscetíveis de gerar ineficiências. De acordo com o governo, as alterações ao decreto original pretendem promover uma maior utilização de medicamentos genéricos e sustentáveis, mantendo a garantia de gratuitidade dos medicamentos para os respectivos beneficiários. Para fechar, falamos da "Vida Dupla do Espião Traidor". Este podcast Plus do Observador é o quarto episódio. Já está disponível. Vamos ouvi-lo ainda esta tarde aqui na Rádio Observador, mas já está disponível para ouvir nas plataformas de podcast.
"A Vida Dupla do Espião Traidor" regressa a 2016, o ano em que um dos agentes mais antigos do SIS, Miguel, foi apanhado, imagina, a vender documentos classificados a um espião russo.
Estamos a falar de Frederico Carvalhão Gil. Este espião português foi detido em Roma numa megaoperação comandada a partir de Lisboa pela Polícia Judiciária. Vamos ouvir aqui um pouquinho deste quarto episódio.
9h de 21 de maio de 2016. É sábado, mas em Lisboa, Luís Neves, diretor da Unidade de Contraterrorismo, e Manuela Santos, coordenadora de Investigação Criminal daquela unidade, estão a trabalhar. Estão em suspenso desde a véspera, a acompanhar a operação que está a decorrer a mais de 2500 km de distância. Há mais de 12h que os inspetores à porta do hotel não têm contacto visual com Frederico Carvalhão Gil, desde que entrou no quarto na noite anterior. Em Roma, já são 10h. É nesse momento que o telemóvel de Luís Neves toca. São más notícias.
Um excerto deste quarto episódio de "A Vida Dupla do Espião Traidor", o mais recente episódio deste podcast Plus do Observador. É uma série narrada pelo ator Ivo Canelas, como estávamos a escutar. Música original de Bruno Pernadas. A investigação e os guiões deste podcast são do jornalista Pedro Reino.
E como sempre, há um novo episódio todas as terças-feiras no site do Observador, nas plataformas de podcast e também no YouTube, mas se for assinante Standard ou Premium, tem acesso antecipado a todos os episódios no site ou na aplicação do Observador.