15 anos após massacre, terrorista norueguês não tem direito a condicional
Eis algumas datas relacionadas com os crimes e o percurso prisional do terrorista de extrema-direita:
22 de Julho de 2011: Por volta das 15:25, dá-se uma explosão junto aos edifícios governamentais no centro de Oslo. A bomba, feita à base de fertilizante, fora colocada numa carrinha estacionada ao largo do edifício que albergava o escritório do então primeiro-ministro, Jens Stoltenberg. O ataque faz oito vítimas mortais, com idades entre os 26 e os 61 anos.
Após a explosão, Breivik toma um 'ferry' em direcção à ilha de Utøya, a cerca de 32 quilómetros de Oslo, onde se realizava naquele momento um acampamento de Verão da juventude do Partido Trabalhista. Vestido de polícia, Breivik, inspirado por ideais de supremacia branca, anti-islâmicos e anti-imigração, leva a cabo o maior atentado da história recente dos países nórdicos. Durante mais de uma hora, Breivik percorre a ilha, matando 69 pessoas a tiro, a maioria jovens entre os 14 e os 19 anos. Mais tarde, por volta das 18:27, é detido pela polícia norueguesa.
25 de Julho de 2011: Breivik é ouvido em tribunal, à porta fechada. Durante a sessão, diz colaborar com duas outras células terroristas. O tribunal ordena a sua detenção até à próxima audição, daí a oito semanas. As primeiras quatro semanas deveriam ser passadas em isolamento, uma decisão que será renovada mais duas vezes, em Agosto e Setembro de 2011.
14 de Novembro de 2011: Dá-se a primeira audição de Breivik aberta ao público. A sessão conta com a presença de mais de 500 pessoas. Aí, decide-se que o suspeito deverá permanecer detido mais 12 semanas.
07 de Março de 2012: Breivik é formalmente acusado de terrorismo e homicídio voluntário.
10 de Abril de 2012: O arguido é dado como mentalmente saudável à altura dos crimes, de acordo com a avaliação feita por dois psiquiatras a mando do tribunal.
16 de Abril de 2012: Começa o julgamento.
24 de Agosto de 2012: Breivik é condenado à pena máxima na Noruega, 21 anos de prisão, que pode ser alargada caso se prove que o condenado continua a constituir um perigo para a sociedade.
15 de Março de 2016: Dá-se a primeira audição no contexto de um processo interposto por Breivik contra o Estado norueguês, por alegada violação dos seus direitos humanos na prisão. Nesta sessão, Breivik faz a saudação nazi. O tribunal viria a dar-lhe razão, em parte, no que se refere à sua manutenção em isolamento. Mas, em 2017, um tribunal de recurso invalida a decisão inicial.
09 de Junho de 2017: O advogado de Breivik revela que o seu cliente mudou de nome para Fjotolf Hansen.
21 de Junho de 2018: O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos rejeita o recurso de Breivik referente a alegadas condições desumanas na prisão, nomeadamente o seu isolamento.
01 de Fevereiro de 2022: O primeiro pedido de liberdade condicional de Breivik é negado.
15 de Fevereiro de 2024: Um tribunal de Oslo decide, mais uma vez, que a manutenção de Breivik em isolamento na prisão de alta segurança de Ringerike (que Breivik qualifica como desumanas e causa da sua ideação suicida) não viola os seus direitos humanos.
04 de Dezembro de 2024: O segundo pedido de liberdade condicional de Breivik é negado.
Abril de 2026: A imprensa norueguesa revela que Breivik, que havia mudado de nome para Fjotolf Hansen em 2017 e depois Far Skaldigrimmr Rauskjoldr af Northrik, tem novo nome. Chama-se agora Jan Johansen, um dos nomes mais comuns na Noruega.

Noruega assinala 15 anos do pior atentado da sua história
A Noruega prepara-se para assinalar em 22 de julho os 15 anos de uma ferida aberta na sociedade, passados 15 anos do massacre que vitimou 77 pessoas em Utøya e Oslo.
Lusa | 10:06 - 21/07/2026