23h. Incêndio em Alijó, no distrito de Vila Real, obriga ao corte do IC5.
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Jornal das 11, com edição da Laura Figueiredo. E Laura, o Ministro da Educação considera que tem condições para continuar a transformação no Ministério da Educação.
Fernando Alexandre admite que houve uma crise de confiança, mas não considera que isso deva ditar o afastamento do cargo que ocupa. Relativamente à segunda fase dos exames, o ministro diz estar confiante de que não vai haver tantos erros na correção.
Nós estamos a trabalhar para isso. Foi feita uma avaliação muito exigente para garantir isso. Não lhe vou dizer que não há riscos, há sempre riscos e, volto a dizer, em papel também há riscos. Fizemos processos de digitalização, fizemos imensas mudanças. Ao fim de mais de dois anos, tivemos um problema grave, é verdade, mas estamos a corrigi-lo. E se não fosse possível corrigi-lo, obviamente, eu já tinha apresentado a minha demissão, mas eu estou a resolver o problema, eu com a minha equipa. Os alunos vão ter a classificação, vão ter formas de a verificar e nós vamos avançar nesta grande reforma que estamos a fazer no ministério.
O Ministro da Educação considera ainda que houve um alarmismo exagerado em torno do processo de avaliação dos exames nacionais.
Há uma certeza que eu tive desde o início do processo, é que no final os alunos poderiam ter a nota correspondente ao trabalho que fizeram durante o seu percurso escolar. Por quê? Porque os exames estiveram sempre guardados em segurança nas instalações da Imprensa Nacional da Casa da Moeda. E, por isso, fato, houve um alarmismo exagerado, porque os exames existem, estão guardados, estão protegidos e todas as situações que têm vindo a público e que nós tornamos sempre muito transparentes, de incorreções, de erros, de desconformidades que resultam de várias dimensões, têm vindo, podem ser corrigidas e vão ser corrigidas.
Questionado sobre as preocupações de desigualdade entre os alunos, manifestadas pelo Presidente da República, Fernando Alexandre diz que compreende e que está disponível para ouvir críticas, venham de onde vierem.
Escutamos também nesta edição das 11, Nuno Melo, que sai em defesa dos ministros da Administração Interna e da Educação, diz ter muito orgulho em Fernando Alexandre e destaca, Laura, os resultados da tutela de Luís Neves.
Questionado sobre a polêmica dos exames nacionais, à margem da celebração dos 52 anos do CDS, Nuno Melo deixa elogios a Fernando Alexandre.
E quanto ao senhor Ministro da Educação, só lhe posso dizer, é um grande ministro. É um grande ministro. E quando vamos na rua e ouvimos os professores, não os sindicatos, quando ouvimos os professores, ou melhor, não um ou outro sindicalista, quando ouvimos os professores, vemos neles o reconhecimento pelo que está a ser feito, pela justiça que foi conseguida, pela resolução de problemas antigos. E a vida é um contínuo, não é definida por um episódio, mesmo que esse episódio possa ter corrido um bocadinho pior.
Quanto a Luís Neves, Nuno Melo diz que o ministro há de dar todas as explicações sobre os casos.
O Ministério da Administração Interna, a Defesa Nacional, a Agricultura e o Ambiente, a trabalharem coordenadamente, sentando à mesa todas as entidades que tutelam, para que consigamos dar muito melhores respostas naquilo que é a defesa do património e aquilo que é a defesa de muitas vidas que de outra forma poderiam ser prejudicadas. E este trabalho, que é interdisciplinar e interministerial, parte, em grande medida, da administração interna. E, por isso, desse ponto de vista, é tudo o que tenho a dizer, sendo que quanto ao mais, o senhor ministro, o próprio, já disse que dará todas as explicações quando entender que as deve dar. Logo, não sou eu que tenho que dar explicações, que o próprio senhor ministro dará.
As declarações do presidente do CDS e também ministro da Defesa, Nuno Melo, sobre as polêmicas do governo nas comemorações dos 52 anos do CDS, no Jardim da Amnistia Internacional, em Lisboa.
E António José Seguro, Laura, está empenhado em que a crise dos exames nacionais se resolva sem entrar em choque com o governo. Ainda assim, admite subir o tom se a segunda fase correr mal.
O Observador sabe que o chefe de Estado tem estado a exercer um soft power presidencial longe das câmaras. Durante o fim de semana, a Casa Civil esteve a monitorizar o que se passava com agentes do setor António José Soares.
Entre a intervenção de António José Seguro, de dia 17 de julho, sobre os exames nacionais, e a nota publicada a 21, a Casa Civil do Presidente da República esteve em contactos contínuos com alunos, pais e professores, enquanto o próprio chefe de Estado manteve uma comunicação permanente com o governo. Depois de um fim de semana com alguma confusão, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas foi mesmo presencialmente a Belém. O Observador confirmou ainda que houve telefonemas entre a Presidência da República e a FENPROF. A primeira declaração pública sobre os exames foi no dia em que terminava o prazo para a entrega das notas. António José Seguro deu o primeiro puxão de orelhas público ao Executivo quando disse que era reconhecido por todos que o processo de avaliação não correu bem. O Presidente da República esperou, depois, pela reunião da terça-feira com Luís Montenegro, mas como continuavam a existir alunos à espera de notas, decidiu fazer uma comunicação pública, por escrito, onde fez um diagnóstico negativo da situação. O Observador sabe que neste momento o grande foco de Seguro é perceber como corre a segunda fase dos exames nacionais. Se o processo voltar a falhar, é possível que a crítica suba de tom em direção ao Ministro da Educação e aí o método já não será a discrição, mas sim a reprimenda pública.
O jornalista António José Soares com o resumo desta notícia assinada por Rui Pedro Antunes e Leonor Riso, que está em destaque no site do Observador.
Atualizamos também a situação do incêndio em Alijó, no distrito de Vila Real, obrigou, Laura, ao corte do IC5.
O itinerário complementar cinco está cortado nos dois sentidos entre Pópulo e Alijó, numa altura em que há perto de 50 bombeiros no terreno, o incêndio continua com duas frentes ativas. Entretanto, foi dado como dominado o incêndio em Gondomar. Ainda assim, no terreno mantêm-se cerca de 100 bombeiros.
E no Palácio de Belém, esta tarde recordou-se o músico Luís Represas.
Músico que morreu hoje aos 69 anos. As músicas cantadas pelo artista estiveram a ser emitidas junto ao Palácio de Belém, a partir de colunas colocadas nos jardins, voltadas para a rua, num gesto de homenagem. E Beatriz Félix, muitas pessoas não ficaram indiferentes.
Foi uma tarde diferente em Belém. No dia em que o país perde uma das maiores referências do mundo da música, somam-se as homenagens e o Palácio faz ecoar-se à voz de Luís Represas. O passeio dos turistas fica hoje marcado por uma paragem a mais para perceber se a música é hábito ou é especial e multiplicam-se os vídeos feitos com algumas das músicas mais conhecidas interpretadas pelo artista.
Um dia se lei, a 125 azul. Pois, sem mais nem menos.
Os mais jovens parecem apenas conhecer o nome de Luís Represas através dos pais, de gerações já mais próximas dos Trovantes. Cidália está num banco de jardim a ouvir a voz, que mesmo sem ter conhecido, recorda com alegria.
Pessoalmente não o conhecia, mas gostava muito dele.
Para Cidália, Luís Represas é sinônimo de memória.
Gosto realmente do cantor, mas normalmente vem à memória o tempo mais antigo.
Do outro lado do jardim, Hélder escutava sucessos como 125 Azul, Perdidamente ou Timor, enquanto esperava pelo autocarro e nessa espera, lembra uma voz que não vai esquecer tão cedo.
Tenho muitas memórias, de há muitos anos para cá. Ele tinha uma voz espetacular e tinha umas canções também muito interessantes. Mas pronto, é assim a vida.
A vida que não para, mas que vai deixando para trás artistas como Luís Represas, deixa um legado que vai continuar a ecoar nas colunas de Belém e de muitos outros locais, não deixando que as novas gerações lhe esqueçam o nome.
Um trabalho da jornalista Beatriz Félix. As cerimônias fúnebres de Luís Represas começam amanhã. O velório é aberto ao público entre as 16h e as 22h30, na Basílica da Estrela, em Lisboa. O funeral acontece na sexta-feira e é reservado à família.
E no futebol, Laura, o Benfica arranca amanhã a época e num jogo a contar para a segunda pré-eliminatória da Liga Europa.
Os encarnados jogam frente ao St. Gallen, na Suíça, num começo antecipado da época. Na antevisão da partida, o treinador Marco Silva admite que o pouco tempo de trabalho é um desafio adicional para a equipa.
Consideramos importante começar da melhor forma e ser competitivos o suficiente, atendendo ao momento da temporada e à pré-temporada atípica que temos tido, por razões de começarmos a competir bem cedo, pela questão do mundial também. Sermos competitivos e estarmos na próxima eliminatória. Esse é o nosso objetivo. Sabemos que é uma eliminatória com dois jogos. Cremos e ambicionamos um bom jogo amanhã e um bom resultado. Esse é o objetivo, sabendo sempre que teremos o jogo no Estádio da Luz na segunda mão.
Marco Silva, na conferência de imprensa de antevisão do jogo, que está marcado para amanhã, às 19h.
E do lado do Sporting, Laura, há novo reforço.
O futebolista senegalês Ibrahima Bá assinou um contrato de cinco anos com o clube. O jogador de 21 anos, defesa central, fez parte da equipa do Famalicão na época passada. Chega agora a Alvalade com contrato válido até 2031 e uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros.
Dez minutos para lá das 11h, vamos nesta edição atualizar a informação de âmbito local que, Laura, está a marcar nesta quarta-feira.
Em Sintra, os moradores do Conselho estão a protestar contra a instalação de iluminação pública de alta intensidade. Circula nas redes sociais uma petição levada a cabo pelos moradores de localidades como Moncular, São Pedro de Sintra e Penedo. A petição, que conta já com mais de 300 assinaturas, alerta para os impactos da instalação de lâmpadas LED brancas de grande intensidade na qualidade de vida das populações e também no ambiente. Na Azambuja, a Estrada Municipal 504 vai estar encerrada ao trânsito a partir das 08h. A via localiza-se no troço entre a sede da empresa Avipronto e a localidade de Casais de Baixo. O corte deve-se à instalação de uma nova conduta de abastecimento de água e vai manter-se até 7 de agosto. A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim publicou hoje as listas provisórias dos candidatos admitidos à atribuição de 104 habitações sociais. Os candidatos dispõem agora de cinco dias úteis para apresentar reclamações antes da elaboração da lista final. A atribuição das casas é definida pela adequação ao agregado familiar, não permite escolha por parte dos candidatos. O município de Santa Maria da Feira vai avançar com um apoio de exceção às associações culturais do território. A Câmara decidiu abrir um período excepcional de candidaturas ao programa de apoio à cultura, que decorre até 24 de agosto. Cada projeto selecionado terá direito a um apoio máximo de 3.000€, num montante total que atinge os 30 mil. No Seixal, um homem de 26 anos foi detido em flagrante delito pelo crime de tráfico de droga. A detenção ocorreu no âmbito de uma ação policial da GNR de Setúbal, onde foram também apreendidas várias substâncias ilícitas. O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Setúbal para conhecer as medidas de coação. As Festas do Bodo regressam amanhã ao Conselho de Pombal, sob o lema "O Bodo Somos Nós", esta nova edição de festas vai ter seis dias dedicados à tradição, música e cultura. A maioria das atividades tem entrada gratuita, com iniciativas para todas as idades.
Notícias de regresso à antena da Rádio Observador, em formato síntese, também com a Laura Figueiredo, quando forem 11h30. Um abraço, Laura. Até já.
Até já.