23h. Rui Costa está na "lista negra" do Banco de Portugal. Presidente do Sport Lisboa e Benfica encontra-se em situação de incumprimento

🗓️ 2026-07-24 📁 business-finance 📝 ⏱️ 👁️ : -

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Na edição das 11h. Jornal das 11h, com edição da jornalista Beatriz Félix e começamos com uma notícia: O Observador, Beatriz. Rui Costa está na lista negra do Banco de Portugal.

O presidente do Sport Lisboa e Benfica encontra-se em situação de incumprimento em créditos superiores a €20 milhões. Em causa está um projeto imobiliário da empresa Desinvest, da qual Rui Costa é acionista. Ora, o presidente do Benfica terá assumido a responsabilidade pela devolução do capital no financiamento da construção do projeto e está, neste momento, em dívida para com o Banco Montepio, que concedeu vários créditos para a aquisição dos terrenos. O montante é então superior a €20 milhões, o que coloca Rui Costa na lista de devedores na central de responsabilidades de crédito do Banco Central. Contactada pelo Observador, fonte oficial da empresa Desinvest garante que não houve execução de hipotecas e que a relação com o Banco Montepio continua a correr dentro da normalidade. Segundo essa mesma fonte, foram dadas garantias ao banco que permitem ultrapassar a dívida em causa. Este é um artigo assinado pelo redator principal do Observador, Luís Rosa, e também pela jornalista Mariana Furtado, que esta hora faz manchete e que pode ler com mais detalhe no site do Observador.

E na educação, há pressões da esquerda, Beatriz, para que o PS siga em frente com uma comissão de inquérito ao processo de classificação dos exames nacionais.

Pressões vindas do Livre, o Bloco de Esquerda e PCP mostradas esta tarde numa manifestação convocada por estudantes junto ao Ministério da Educação. O primeiro a manifestar essa abertura para uma comissão de inquérito foi António Filipe, do PCP, que defende que devem ser usados todos os mecanismos para apurar responsabilidades.

Esta questão tem que ser levada muito a sério para a Assembleia da República e usar os mecanismos regimentais de que dispõe para que o Governo assuma as responsabilidades que tem que assumir perante o Parlamento e perante o país. E, portanto, aquilo que foi anunciado, a redução do inquérito, obviamente que não é de descartar e que pode fazer sentido. Para já, é preciso que o Governo não fuja aos esclarecimentos que são necessários sobre este problema, que não faça como tem feito até aqui, que é procurar atirar as responsabilidades para todos, menos para o próprio Governo, que é o verdadeiro responsável pela situação que está criada.

É a posição do PCP, aqui pela voz de António Filipe. Também Rui Tavares, do Livre, admitiu apoiar uma comissão de inquérito e acusa o Governo de ter criado um problema quando tudo estava bem.

Acompanhamos, porque nos parece que se trata de uma questão que é uma questão transversal ao Ministério da Educação, a criação de um caos onde não havia. Quer dizer, nós estamos habituados a outras dificuldades na educação, seja na colocação de professores, seja no início do ano letivo. O que este ministro conseguiu fazer foi inventar um caos novo no Ministério da Educação, que é de facto uma coisa inédita e que tem que ser explicada e não vai lá com auditorias por empresas privadas.

Rui Tavares, do Livre. Já da parte do Bloco de Esquerda, o pedido é o mesmo e sob pressão. O PS falou hoje da possibilidade de avançar com um inquérito parlamentar se Fernando Alexandre não der resposta sobre o processo de classificação até setembro.

O Partido Socialista espera que essa resposta venha até ao início do mês de setembro e se a resposta não vier ou não for esclarecedora, a resposta a esse conjunto de questões, terminado que esteja o processo de acesso ao ensino superior, o Partido Socialista tomará a iniciativa de lançar uma comissão parlamentar de inquérito no Parlamento.

É um aviso deixado por Eurico Brilhante Dias, o líder parlamentar do Partido Socialista na sede nacional.

À direita, André Ventura critica os restantes partidos por não pedirem mais esclarecimentos ao ministro da Administração Interna.

Críticas que o presidente do Chega dirigiu principalmente ao Partido Socialista e foi no Porto que André Ventura disse que há partidos reféns de poderes ocultos.

O Partido Socialista espera que essa resposta venha.

Agora sim, as declarações de André Ventura.

O Partido Socialista, para além de conhecer muito bem o que é que são investigações de corrupção e de desvio de dinheiros, o Partido Socialista tem um critério seletivo, que é só fala de quem não lhe convém. Ou seja, fala se não forem do Partido Socialista ou ligados ao Partido Socialista. O Partido Socialista já falou de muitos outros casos e já exigiu explicações. O que é que se tornou gritante aqui? Foi perceber que com todos os elementos que vinham a público, o Partido Socialista continuava em silêncio. Isso levanta-me a suspeita, francamente, honestamente, com toda a transparência, de achar que os partidos em Portugal estão reféns de poderes ocultos. E em Portugal não podem existir poderes ocultos para lá do poder do povo.

André Ventura, em registros captados pela CNN. O presidente do Chega deixou também uma garantia, diz que a comissão de inquérito não tem o objetivo de fragilizar a PJ, mas é disso mesmo que o PS acusa o Chega, de querer prejudicar a Polícia Judiciária e relaciona também esta intenção de abrir um inquérito parlamentar com as investigações da polícia a movimentos de extrema-direita.

E já com os olhos postos no orçamento do Estado para o próximo ano, o governo não fecha portas às exigências do PS, no que toca, Beatriz, à revisão constitucional e à Segurança Social.

Ao que o Observador apurou, o governo não terá dificuldades para responder a duas das maiores exigências do PS para o orçamento do Estado. Fonte dada garante que Luís Montenegro sempre quis incluir os socialistas num projeto de revisão constitucional. Também na área da Segurança Social, apesar do relatório pedido ao economista Jorge Bravo, a ministra já avançou que não está prevista nenhuma mudança estrutural nesta legislatura e, por isso, Montenegro pode dar garantias ao PS de que não vai existir nenhuma mexida nesta área. As outras duas exigências estão relacionadas com a Lei de Bases da Saúde e com a resposta que o governo deve dar à recuperação dos territórios mais afetados pelas tempestades no início deste ano.

E da política, mudamos de tema nesta edição para mim, das 11h, para falar de Justiça e, mais concretamente, da Operação Marquês. O Estado português nega ter violado qualquer direito humano de José Sócrates no âmbito do processo da Operação Marquês, precisamente.

A garantia é do Ministério da Justiça, que já enviou resposta oficial ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo. Em causa está a queixa apresentada pelo antigo primeiro-ministro, que acusava a Justiça portuguesa de violar o direito a um julgamento justo e a prazos razoáveis. Em abril, o Tribunal Europeu pediu esclarecimentos a Lisboa sobre três pontos centrais. Eram eles: a duração do processo, as fugas de informação para a comunicação social e a existência de recursos internos efetivos. Na resposta enviada no prazo limite, no último dia, o governo assegura que respeitou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e juntou também provas para rebater os argumentos da defesa de José Sócrates.

Sete minutos para lá das 11:00 da noite. Vamos a outras notícias que importa destacar nesta noite de sexta-feira, desta feita, informação de âmbito local.

A começar pela Câmara Municipal do Seixal, que informa que vai haver um corte de trânsito na freguesia de Fernão Ferro entre os dias 30 de julho e 2 de agosto. O corte acontece devido à realização das festas populares e vai afetar as ruas circundantes à Associação de Moradores dos Redondos. Segundo a autarquia, o corte vai estar em vigor das 17h às 2h, mas o acesso aos moradores vai estar assegurado. Algumas empresas da região de Leiria Oeste financiaram 34 bolsas a estudantes do Politécnico de Leiria, uma iniciativa que se realizou no âmbito do programa Mais Indústria 2025/2026 e teve um investimento global de cerca de €33 mil. A cerimônia de entrega distinguiu estudantes de 15 cursos de licenciatura e também de mestrado. Em Sintra, os serviços municipais de água e saneamento apanharam em flagrante uma deposição ilegal de resíduos na freguesia de Rio de Mouro. Os autores do delito foram surpreendidos por uma operação de fiscalização dos serviços do Conselho. A intervenção resultou na aplicação de uma multa aos infratores, que ainda foram obrigados a recolher os resíduos abandonados. A autarquia refere que esta prática é um exemplo da tolerância zero do município contra os crimes ambientais. Em Santarém, o município de Salvaterra de Magos associa-se à campanha nacional de sensibilização da Valor Med. A campanha pretende alertar para a correta deposição dos medicamentos que já não são utilizados e contribuir assim para a proteção do ambiente e da saúde pública. A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos junta-se a esta iniciativa e apela à participação de todas as pessoas. Em Santa Maria da Feira, o Festival Fora do Eixo inicia hoje a nona edição, com uma programação que reúne oito companhias dedicadas ao teatro de marionetas. O festival vai durar quatro dias, destaca-se pela estreia de uma companhia da Turquia e pela presença inédita do fado. No programa, o Fora do Eixo reforça assim o compromisso com a divulgação da arte da marioneta, com entrada gratuita para todos os espetáculos. E terminar com a Feira Nacional de Artesanato, que regressa amanhã a Vila do Conde, uma feira que acontece nos Jardins da Avenida Júlio Graça, que vai assumir uma dimensão especial com a homenagem às expressões culturais reconhecidas pela UNESCO. A festa vai durar duas semanas e reúne práticas e tradições identitárias da região com potencial para uma candidatura internacional.

Notícias de regresso às 11h30, em formato síntese, também com a Beatriz Félix. Um abraço, Beatriz. Até já.

Até já.