4h. Estados Unidos concluem missão de 5 horas de bombardeamentos no Irão
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Do horas. As notícias com Miguel Pina Andrade.
Pela terceira noite consecutiva, os Estados Unidos estão a atacar o Irão. O exército norte-americano concluiu há pouco uma missão de cinco horas de bombardeamentos de alvos militares, mas mesmo assim Donald Trump diz que ainda é possível chegar a acordo. A confirmação desta última vaga de ataques chegou pelo comando central dos Estados Unidos. Tiveram como alvo sistemas de defesa costeira iranianos, bases de mísseis e drones e também de capacidades marítimas. Nesta segunda-feira, o presidente norte-americano prometeu bombardear fortemente o Irão nesta segunda e terça-feira. Já com os ataques em curso, Donald Trump falou aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos diz que a capacidade militar iraniana foi destruída e que os ataques são para continuar.
"Vamos atacá-los fortemente esta noite. Nós temos uma imensa quantidade de munições, temos números como nunca antes tivemos e vamos atacá-los e vai continuar. Vamos ver o que acontece, mas destruímos toda a capacidade ofensiva deles e estamos a controlar o estreito. Voltámos a colocar o bloqueio. E é um bloqueio que atinge só o Irão e quem fizer negócios com o Irão. Todos os restantes vão poder atravessar".
Questionado pelos jornalistas na Casa Branca sobre um acordo com o Irão, Donald Trump disse que ainda é possível, mas que Teerão é o responsável pela inexistência de um entendimento. Já numa entrevista dada a um programa norte-americano, Donald Trump afirmou que o memorando de entendimento assinado com o Irão foi um teste com pouco valor.
"Nós tínhamos um acordo ontem e de repente receberam uma chamada e saíram da sala. Estas pessoas são loucas. Tínhamos um acordo em que ganhávamos tudo. Eles simplesmente quebram os acordos. Para eles, os acordos são para serem quebrados. São pessoas nada confiáveis. Se alguma vez tivessem uma bomba nuclear, usariam-na em um dia".
O presidente norte-americano Donald Trump, que diz que os iranianos não honraram o teste. A Guarda Revolucionária do Irão confirmou o ataque a dois petroleiros no Estreito de Ormuz. O comunicado publicado no Telegram surge depois de dois petroleiros dos Emirados Árabes Unidos terem sido atingidos por mísseis iranianos em águas do Omã. De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, morreu um tripulante e oito pessoas ficaram feridas. A Guarda Revolucionária do Irão diz que os dois petroleiros tinham desligado os sistemas de navegação e ignorado os avisos das autoridades iranianas no Estreito de Ormuz, tendo tentado atravessar uma rota minada. O presidente dos Estados Unidos anunciou que Washington vai restabelecer o bloqueio naval ao Irão e cobrar uma taxa de 20% sobre toda a carga enviada através do Estreito de Ormuz. O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, não concorda com a tática de Donald Trump. Em Paris, onde marcou presença na reunião da Coligação das Vontades, Paulo Rangel diz que é preciso garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, mas discorda desta estratégia de Washington.
Quando defendemos a liberdade de navegação, defendemos a liberdade de navegação pura e dura. E, portanto, naturalmente que a nossa posição é de não concordar com uma medida dessas. Uma coisa é, obviamente, tomar as medidas necessárias para garantir a liberdade de navegação, ela está em causa, e aí os Estados Unidos têm tido um papel importante, principalmente nos últimos dias, porque foi o Irão que começou com a violação da liberdade de navegação que estava no acordo. E, portanto, para isso, naturalmente que há aqui um grande suporte e até para vir a acompanhar essas operações mais tarde, mas sempre no sentido de respeitar o direito do mar e a liberdade de navegação.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, em declarações aos jornalistas em Paris esta segunda-feira, a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas disse que não há base legal para os Estados Unidos cobrarem tarifas a quem passar no Estreito de Ormuz. Depois do anúncio de Donald Trump, os preços do petróleo voltaram a aumentar. O petróleo Brent atingiu o nível mais alto em quatro semanas. O preço por barril está agora quase nos 85 dólares. Já o petróleo norte-americano subiu para 79,79 dólares o barril. Os preços do petróleo estão agora no nível mais elevado desde 17 de junho, dia em que os Estados Unidos e o Irão assinaram o memorando de entendimento com o objetivo de pôr fim ao conflito entre ambos os países. Na atualidade nacional, os professores classificadores dos exames nacionais do ensino secundário têm até ao final desta terça-feira para concluir a correção de todos os itens atribuídos. Os diretores escolares acreditam que os alunos vão ter acesso às classificações na sexta-feira, tal como está previsto. Depois das reuniões desta segunda-feira no Ministério da Educação, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, diz que sai com um sentimento de confiança.
Nós estamos a um dia do término dos professores acabarem o seu trabalho e por esse motivo, e também pela porcentagem que parece ser elevada, 95% dos itens neste momento estão corrigidos, levam a crer que, de fato, nós no dia 17 possamos afixar as pautas. Por esse motivo.
Portanto, é esse indicador que lhe dá essa esperança.
É só esse indicador que me dá essa esperança, com certeza. Uma esperança que eu acho que é reforçada, mas temos que esperar pelo dia 17. Na mesma também vê para crer, eu quero muito, quero ver as pautas afixadas nas escolas. Acho que é uma grande vitória das nossas escolas, se isso acontecer.
O desejo do presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que afirma ainda que o ministro Fernando Alexandre deu garantias de qualidade relativamente à classificação das provas, isto apesar dos constrangimentos sentidos nos últimos dias.
O ministro garantiu-nos total confiança, qualidade na classificação. Eu também não quero pôr em causa, de forma alguma, e o ministro não põe, o trabalho de excelência, e eu queria dizer isto, dos professores classificadores, que nós ontem dizíamos e hoje reafirmamos, que são sofredores, estão a sofrer muito com esta situação. O ministro hoje até pediu desculpa da parte da manhã aos professores, sobretudo, penso eu, aos professores classificadores, e fez bem em fazê-lo.
Aos diretores escolares, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, indicou que perto de 95% dos itens estão corrigidos, mas em vésperas do final do prazo, os professores continuam a relatar problemas, sendo o mais frequente a falta de folhas de continuação A Ministra da Saúde aguarda esclarecimentos do INEM sobre a morte de um homem na Vila das Taipas, em Guimarães. O Instituto Nacional de Emergência Médica anunciou este domingo que vai averiguar por que motivo foram enviados os Bombeiros Voluntários de Guimarães, que estavam a 14 minutos do homem de 48 anos que estava em paragem cardiorrespiratória, em vez dos bombeiros da Vila das Taipas, que demorariam apenas entre três e cinco minutos a chegar à vítima. Questionada sobre este caso, Ana Paula Martins diz que está à espera das explicações do presidente do INEM.
O INEM está a avaliar essa situação, exatamente perceber por que não foram os bombeiros de Taipas e teve que ser acionado quer a VMER, quer a outra unidade de uma corporação de bombeiros mais distante. Certamente que o presidente do INEM muito rapidamente virá a explicar o que se passou. E eu acho que é importante ouvirmos aquilo que o presidente do INEM tem para dizer.
A Ministra da Saúde, em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimónia em Miranda do Corvo, aqui num registo captado pela RTP. O Chega vai pedir a demissão do ministro da Administração Interna no debate sobre o Estado da Nação, marcado para esta quinta-feira. Em causa estão as alegadas ameaças feitas por Luís Neves ao partido e também a polêmica em torno dos contratos adjudicados pela Polícia Judiciária à empresa de um empreiteiro próximo do governante. André Ventura entende que Luís Neves tem respostas para dar.
Na quinta-feira, o partido Chega terá a oportunidade, com a mesma frontalidade com que aqui exigiu estes esclarecimentos, de dizer ao primeiro-ministro que este ministro da Administração Interna não deve continuar enquanto ameaçar jornalistas, mesmo que nós não gostemos desse jornalismo. Não deve continuar enquanto ameaçar líderes da oposição, mesmo que nós não gostemos desse estilo de fazer política. E que o ministro da Administração Interna não pode querer um regime para si, diferente de todos os que exige para os outros políticos em Portugal. É a nossa democracia que está em causa.
O líder do Chega diz mesmo que as suspeitas sobre o ministro da Administração Interna devem ser esclarecidas antes do debate do Estado da Nação e denuncia medo por parte dos partidos políticos. Já sobre as alegadas ameaças de Luís Neves ao Chega, André Ventura não tem dúvidas e diz que as imagens são incontornáveis.
Comecei por desvalorizar, por entender que tinha sido o calor do momento, até termos denúncias mais sérias da ameaça e do abuso de poder que tinha sido determinado pelo senhor ministro da Administração Interna e que conseguimos, através da recolha de imagens que são incontornáveis, ficar claro. O senhor ministro da Administração Interna diz mesmo: "Vais pagá-las todas, vais engoli-las todas, vais ver o que te vai acontecer." Isto é absolutamente inaceitável para um ministro da Administração Interna, sobre o líder da oposição e sobre o partido que lidera a oposição.
André Ventura, numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas. Este domingo, Luís Neves recusou ter ameaçado André Ventura durante o debate quinzenal de 27 de maio. O ministro da Administração Interna considera muito estranho que a publicação tenha sido feita agora, quase um mês depois. É o ponto final nesta edição das 04h. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador às 05h. Já a seguir, a repetição do Contracorrente.