4h. Trump diz que China fabricou votos falsos para Joe Biden
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São 4 horas. As notícias com Miguel Pina Andrade.
Donald Trump garante ter documentos que provam que a China influenciou as eleições de 2020, documentos que estão disponíveis no site da Casa Branca e que, segundo Donald Trump, mostram que a China teve acesso a centenas de milhões de dados de eleitores norte-americanos. Donald Trump aqui a dizer que os documentos mostram que ao longo de vários anos, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a República Popular da China levou a cabo a maior violação de dados eleitorais da história, conseguiu de forma ilícita 220 milhões de ficheiros de eleitores norte-americanos, diz que esta perda de dados representa um pesadelo sem precedentes pra a segurança eleitoral. Donald Trump, no discurso que fez à nação esta madrugada, eram duas da manhã em Lisboa, nove da noite em Washington, D.C., o presidente dos Estados Unidos acusa a China de tentar fabricar votos falsos a favor de Joe Biden e de pagar jornalistas norte-americanos para escreverem notícias falsas contra Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos diz que tudo isto foi escondido por um governo-sombra que chama deep state. Donald Trump a dizer que o segundo conjunto de documentos mostra que membros do deep state nas agências de informações dos Estados Unidos trabalharam para suprimir e minimizar ativamente as informações sobre a extensão da sinistra interferência eleitoral da China. Afirma que encobriram o assunto tanto do presidente como do povo americano de uma forma que ninguém pensava ser possível. Diz que as agências de espionagem dos Estados Unidos começaram a perceber esta violação dos ficheiros em 2020. O presidente dos Estados Unidos afirma também que os documentos mostram informações confidenciais que foram ordenadas por Barack Obama para serem destruídas, garante que todas estas informações vão ser investigadas e todos os envolvidos vão ser perseguidos pelo Departamento de Justiça, pela CIA e pelo FBI. Este discurso de Donald Trump acontece numa altura em que os ataques contra o Irão continuam. Na sexta vaga de ataques norte-americanos, já provocou pelo menos dois mortos e vários feridos. Os ataques pretendem enfraquecer ainda mais as capacidades militares iranianas. É o que explica o Comando Central Norte-Americano. Washington atacou duas pontes no sul do Irão na noite desta quinta-feira. Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas na região de Bandar Abbas, no sul do país. Um ataque norte-americano contra uma torre de comunicações provocou sete feridos e um apagão na área. Na atualidade nacional, foi encontrado na empresa de um amigo de Luís Neves um atrelado de droga que desapareceu das instalações da PJ o ano passado. Tinha sido apreendido em 2024, estava nas instalações da Polícia Judiciária no Seixal. Esta semana foi encontrado nas instalações da Constrobarcelos, a 350 km, foi intercetado e removido pela Polícia Judiciária. Estava conectado a um caminhão da empresa que celebrou 17 contratos com a PJ, num valor superior a € 2 milhões e que tem obras particulares em curso nos montes alentejanos do ministro Luís Neves, antigo diretor da PJ. Fonte ligada à Direção Nacional da Polícia Judiciária confirmou à TVI, à CNN e ao jornal Nascer do Sol a nova apreensão do atrelado e também a abertura de um inquérito para perceber como é que o veículo foi parar às instalações da Constrobarcelos. Falta ainda explicar se a detecção do atrelado foi formalmente comunicada ao Ministério Público. O Ministro da Educação acredita que todos os alunos vão ter acesso às notas dos exames nacionais esta sexta-feira à tarde. Fernando Alexandre falou aos jornalistas nos Passos Perdidos do Parlamento à saída do debate sobre o Estado da Nação e deixou um agradecimento aos professores que esta quinta-feira ainda corrigiram exames nacionais.
A minha palavra é pra agradecer a resposta que os professores deram ao meu apelo hoje de manhã. Tivemos uma excelente recetividade. As avaliações estão a decorrer e estamos muito confiantes que amanhã à tarde publicaremos as notas de todas as disciplinas.
Questionado pelos jornalistas sobre qual é o plano B, o ministro Fernando Alexandre insiste que as notas vão ser publicadas esta sexta-feira à tarde. O Primeiro-Ministro recusa que o processo de correção dos exames nacionais seja um caos. Já o PS pede a demissão do Ministro da Educação. O debate do Estado da Nação desta quinta-feira ficou marcado por este tema. O Primeiro-Ministro disse que 99,5% dos exames já estão corrigidos, mas não quis garantir que as pautas com as notas vão ser publicadas esta sexta-feira, Miguel Vitor Dias.
Foi ao fim de hora e meia que Luís Montenegro quis vincar.
Não há nenhum caos nos exames em Portugal. Não há Lamento dizer-lhe, há problemas.
O primeiro-ministro deu conta de que 99,5% das provas estão corrigidas, mas que sem os 0,5% em falta, a fixação das pautas fica comprometida. Mas independentemente da defesa inicial de Luís Montenegro, o PS, ao fim de quatro horas de debate, pediu a saída do ministro.
Se respeita a meritocracia, o senhor sabe que esse lugar que ocupa já não devia ser ocupado por si, mas por outra pessoa.
Eurico Brilhante Dias, já no encerramento, mas foi só aí também que o PSD saiu em defesa de Fernando Alexandre.
Senhor Ministro, nós estamos consigo, porque o ministro da Educação de Portugal está ao lado dos professores, está ao lado da mudança que nós queremos fazer neste país.
Alexandre Poço, do PSD, já na reta final, depois de André Ventura ter criticado a falta de liderança de Luís Montenegro.
Eu não sei se foi o amuleto da seleção ou não. É claro que não foi, porque fomos eliminados mal pôs os pés nos Estados Unidos. Nós queremos um primeiro-ministro não é para ir a jogos da seleção, é para trabalhar por Portugal.
O primeiro-ministro procurou passar ao lado do tema e nos 30 minutos de intervenção inicial nunca falou dos problemas com os exames, culpando o aumento da população pelo falhanço dos serviços públicos.
Os números destaparam verdades escondidas dos governos do Partido Socialista. O descontrolo migratório foi muito maior do que estava refletido nas estatísticas oficiais.
Luís Montenegro, que foi desafiado pela oposição a pedir desculpa aos professores, mas optou antes por lembrar o investimento do governo no setor.
Não há na nossa história democrática que tenham dado tanta preferência e prioridade ao estatuto dos docentes, dos professores. Mais de 84 mil docentes tiveram condições para progredir nas carreiras.
O primeiro-ministro a recordar a recuperação do tempo de serviço e a defender o processo de digitalização, que garante que será mais rigoroso e transparente quando estiver em funcionamento integral.
Miguel Vitor Dias, que acompanhou o debate sobre o Estado da Nação, que ficou marcado pela polêmica em torno da correção dos exames nacionais. O Chega desafiou o primeiro-ministro a apresentar uma moção de confiança ao Parlamento. Na resposta, o governo pede responsabilidade à oposição para levar a legislatura até o fim. O Partido Socialista e o Chega aproveitaram o debate do Estado da Nação para mostrarem sinais de vida e mostrarem também que estão prontos para uma nova ida às urnas. Vasco Maldonado Correia.
Não foi um, não foram dois, foram três os apelos de André Ventura para Luís Montenegro arriscar uma pergunta aos deputados.
E talvez o senhor primeiro-ministro deva mesmo perguntar ao Parlamento se ainda mantém a confiança no seu governo.
Já do PS, bastou uma vez para Eurico Brilhante Dias avisar que o partido não tem medo de eleições.
Cada vez mais portugueses a perceber que só com o PS voltarão a ter um governo que governe para todos, que não abandone os portugueses à sua sorte.
Num debate marcado por polêmicas à volta dos ministros Luís Neves e Fernando Alexandre, Montenegro responde a dar o peito às balas por todo o governo.
Se eu mantenho a confiança política no senhor ministro da Administração Interna? Com certeza, senhor deputado. Plenamente. No senhor ministro da Administração Interna e em todos os ministros e secretários de Estado.
Depois de acusar Ventura e Carneiro de tentarem construir uma narrativa falsa de um governo falhado, o primeiro-ministro pede responsabilidade.
Quando as oposições se conseguem desprender dos seus umbigos políticos, é possível estarmos juntos a bem de Portugal.
À direita, a Iniciativa Liberal lamenta as tricas entre os mesmos de sempre.
Cada um a jogar o seu jogo enquanto o país afunda. O PS preocupado com a próxima sondagem, o Chega a votar conforme os comentários nas redes sociais e o seu governo, o seu partido preocupado sobretudo em garantir o controle do sistema que herdou.
E à esquerda, o Livre vem pedir um compromisso.
Senhor primeiro-ministro, a bem do país, a bem da estabilidade, desafio a comprometer-se aqui a não fazer nenhuma revisão constitucional durante esta legislatura.
E o PCP deixa um alerta antes que seja tarde demais.
Se insistir com o pacote laboral, está a abrir, está a cavar aquilo que é inevitável, que é a vossa derrota social e política.
Debate do Estado da Nação com o governo debaixo de fogo, que obrigou o ministro Manuel Castro Almeida, já no encerramento, a voltar a responder ao líder do Chega e a sublinhar os apelos do primeiro-ministro.
Somos pela estabilidade e queremos cumprir a legislatura, senhor deputado André Ventura. O governo não será fator de crise ou de instabilidade. Esperemos que as oposições tenham o mesmo sentido de responsabilidade.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial já a marcar terreno há vários meses da discussão do Orçamento do Estado.
Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar o debate desta quinta-feira sobre o Estado da Nação no Parlamento. É o ponto final nesta edição das quatro da manhã. Estou de regresso às 17h para atualizar toda a informação aqui na antena da Rádio Observador.