"A Escrava Isaura" faz 50 anos: veja por onde anda elenco original | CNN Brasil
Originalmente exibida pela TV Globo entre 1976 e 1977, "Escrava Isaura" se consagrou como um dos grandes marcos da teledramaturgia brasileira.
Escrita por Gilberto Braga, a trama é uma adaptação do romance homônimo de Bernardo Guimarães e alçou a atriz Lucélia Santos ao estrelato como uma escrava branca em busca de liberdade.
Sucesso de audiência na emissora carioca, a novela acompanha a história de Isaura, órfã desde o nascimento, sendo criada como uma moça da corte por sua senhora Ester, interpretada por Beatriz Lyra.
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Após a morte de Ester, seu filho, Leôncio, papel de Rubens de Falco, passa a ocupar o papel de administrador dos bens familiares. Sem esconder a paixão pela protagonista, ele sequestra sua carta de alforria, submetendo-a a diversos castigos.
Isaura também precisa enfrentar as intrigas de Rosa, personagem de Léa Garcia, considerada uma escrava má e invejosa.
Na busca por liberdade, a jovem reencontra seu pai, Miguel, encarnado por Átila Iório, que tenta comprá-la de Leôncio. Sem sucesso, eles decidem fugir para outra cidade, assumindo, inclusive, uma nova identidade.
Já como Elvira, a mocinha conhece Álvaro, protagonizado por Edwin Luisi, um jovem rico e dono de ideais abolicionistas. Apaixonados, eles lutam por libertação dos escravos.
Lucélia Santos
Aos 69 anos, a atriz está afastada de papéis fixos na Globo desde 2001, quando fez "Malhação Múltipla Escolha". Com isso, passou a se dedicar aos palcos e projetos externos. Em 2006, integrou o elenco de "Cidadão Brasileiro", na Record. No mesmo ano, também fez uma rápida aparição em "Prova de Amor".
Em junho, Lucélia confirmou nas redes sociais que se associou à produtora A Fábrica e ao diretor Marcos Schetchman para a produção de longas e a distribuição de microdramas brasileiros para o mercado chinês.
A ideia é lançar um primeiro conteúdo no mercado chinês, onde Lucélia também atuará, antes do início da produção dos filmes.
Edwin Luisi
Intérprete de Álvaro, Edwin Luis, 79, segue na ativa. Após "Escrava Isaura", ele foi convidado para interpretar o desenhista Daniel em "Dona Xepa". Também surpreendeu o público em "O Astro". A bagagem ainda traz trabalhos como "Sétimo Sentido", "O Portador", "Mulheres de Areia", "Por Amor", "Suave Veneno", "Uga Uga", "A Muralha", "O Quinto dos Infernos" e "Mad Maria".
Seu trabalho mais recente na casa foi "Família É Tudo", em 2024, em que interpretava Edgar, um músico que foi o grande amor do passado da protagonista Frida (Arlete Salles). A aparição marcou o retorno do ator às novelas após um hiato de oito anos.
Leá Garcia
A atriz morreu aos 90 anos, em consequência de um infarto, em agosto de 2023. Pioneira e referência para jovens atores negros, Léa tinha no currículo mais de 100 trabalhos no teatro, TV e cinema, consolidando sua carreira a partir de papéis marcantes.
Depois de "Escrava Isaura", ela fez obras como "Pacto de Sangue", "A Viagem", "Anjo Mau" e "Mister Brau". Seu último trabalho nas telinhas foi em 2022, na série "Independências", da TV Cultura.
Em 2026, a atriz virou tema da escola de samba Mocidade Alegre, campeã da folia paulista, que desfilou o enredo batizado de "Malunga Léa - Rapsódia de uma Deusa Negra", desenvolvido pelo carnavalesco Caio Araújo.
Beatriz Lyra
Aos 93 anos, a atriz está aposentada da carreira após décadas dedicadas à televisão e ao teatro. Além do título, ela atuou em produções de sucesso como "A Ponte dos Suspiros", "Baila Comigo", "Sol de Verão", "Novo Amor", "História de Amor", "Por Amor" e "Laços de Família", seu último papel fixo na TV, em 2000.
Rubens de Falco
O ator morreu em fevereiro de 2008, aos 76 anos, em decorrência de uma parada cardíaca, provocada por uma embolia.
Falco atuou em 30 filmes, quatro minisséries e 20 novelas, com destaque por imortalizar o vilão Barão de Araruna, em "Sinhá Moça. Seu último trabalho foi em "Fim de Linha", filme de Gustavo Steinberg.
Átila Iório
Átila morreu em 2002, no Rio de Janeiro, aos 81 anos. A causa não foi divulgada. Além de "Escrava Isaura", ele participou de novelas como "Anjo Mau", "O Rei do Gado" e do programa "Os Trapalhões", todos da TV Globo.
O papel que o consagrou foi o do retirante Fabiana que, ao lado da família, seguia os caminhos do sertão atrás de água e comida, no filme "Vidas Secas", de 1963.