Abel Ferreira exalta Giay e paciência no Palmeiras após Dérbi | Ge
Em entrevista coletiva após a vitória, o técnico aproveitou para enfatizar a confiança que sente no jogador — algo que já tinha feito em outras oportunidades, sob. Eu não abdico do caráter. Prefiro contratar um jogador inicialmente mais fraco tecnicamente, de leitura, mas com compromisso e caráter — explicou.
— Se fosse seguir o que dizem, já tinha mandado o Giay embora depois de um mês. Podem ter certeza, jogadores que eu vejo que não têm futuro, não ficam no Palmeiras. Eu não abdico do caráter. Prefiro contratar um jogador inicialmente mais fraco tecnicamente, de leitura, mas com compromisso e caráter — explicou.
Abel Ferreira entre os auxiliares Vitor Castanheira e João Martins — Foto: Marcos Ribolli
Abel também aproveitou para colocar o holofote em outro nome jovem da equipe: Khellven. Ele não esteve presente no Dérbi, mas tem ganhado minutos.
— Acho injusto falar só do Gia sem falar do Khellven. Que chegou bem, foi amassado e o último jogo que fez em casa foi muito bem. Os jogadores começam a entender o que é jogar no Palmeiras, é uma cobrança diária. Há uma cobrança nos treinos, processos, uma exigência diária — disse.
Diferenças para o Corinthians
Abel também usou o espaço para falar sobre o peso do Dérbi para as duas torcidas. Em coletiva após a vitória sobre o Bahia, João Martins, auxiliar do treinador, havia comentado em tratar o clássico como as demais partidas a serem disputadas pelo Palmeiras. O treinador confirmou a posição.
— Sabem, eu não me mobilizo, a mim ou aos meus jogadores, só porque vamos jogar contra o Corinthians. Com o Palmeiras, todo jogo tem que ir ao limite. O desafio que faço, a brincar com nossos torcedores, vamos fazer de cada jogo uma final. E nosso torcedor fazer todo jogo em casa como contra o Corinthians — chamou a torcida.
— Há muito tempo não sentia a pele a borbulhar. Isto vem da torcida. Traga a vibração, precisamos muito desta ajuda — reforçou.
O treinador também falou sobre as diferenças administrativas entre o Palmeiras e seu rival, que vive um momento de chegada de um novo técnico e briga contra o rebaixamento.
— Se calhar, mais do que o treinador, jogadores, tem que olhar quem lidera. É a diferença. Se nossa presidente não fosse muito forte e corajosa, o treinador já tinha sido despedido duas ou três vezes — avaliou.

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Ainda de acordo com ele, uma das principais vantagens palmeirenses é o respeito aos demais profissionais do clube. Abel afirmou que recusa reforços, se isso for atrapalhar o pagamento de outros funcionários.
— Vendemos agora um jogador por 40 milhões de euros e não compramos ninguém. Não posso dizer que a equipe ficou com mais opções depois de vender o Allan. Mas vocês ouviram nosso diretor e nossa presidente há um ou dois anos, respeitamos os profissionais do Palmeiras, nossos patrocinadores e fornecedores.
Por fim, o treinador avaliou o elenco corintiano, que julga ter bons atletas. No entanto, reforçou a importância de não levar a fama de "guerra" do clássico ao pé da letra, evitando causar grandes prejuízos à equipe.
— Temos que entender o que é um Corinthians e Palmeiras, mas temos que começar com 11 e acabar com 11. E entender que mesmo sendo uma boa equipe, não está com confiança, e isso é tudo. Temos que aproveitar isso. Não acredito que o 4 a 1 reflita a diferença da qualidade das equipes, nós Palmeiras estamos em um momento nos últimos quatro, cinco anos, muito bom da história — concluiu.
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— Não, porque tivemos estivemos sem... Giay, Gómez, Sosa, Mauricio... são dez. Flaco, Arias, Emiliano, Piquerez. Não. Seria benéfico se depois deles voltarem eu ter três dias. Vocês viram Liverpool e City, com três dias para entrosar os argentinos. Nossos uns chegaram no dia e outro na véspera. Como preparar uma equipe assim? Vocês não veem isso na Europa.
— Calendário não dá, não sei o que temos que fazer. Temos que ser exigentes, como a torcida é com os clubes. Aqui temos que ser exigentes com o que se passa. O futuro será muito melhor. Se formos todos tão exigentes como com nossos clubes, esta mesma exigência e cobrança, teríamos todos melhor presente e futuro.
Mas, e mentalmente?
— A equipe lutou por três títulos até o fim ano passado. Talvez a vossa avaliação não seja positiva, mas vamos ganhar e perder. Além dos resultados positivos, o processo e refazer a equipe de 2020 para hoje. Você vê um jogador da nossa equipe. A reformulação que fizemos sem passar por crises. A nossa maior crise foi ano passado, com três segundos lugares.
— Muito difícil fazer reconstrução de elenco. Este ano já ganhamos, queremos continuar a ganhar, somos talvez a equipe com mais jogos, ou uma das, que luta por grandes títulos e todos precisam estar bem. O Vitor Roque veio de lesão, a exigência é diária, ficou quase quatro meses parado, o Piquerez, o Lucas vem de lesão, também.
— O pós-Copa para nós foi muito penoso. O Sosa se machucou, tivemos jogadores com lesões, e com densidade competitiva. A pausa para os que fizeram aqui, foi recuperar física e mentalmente os jogadores com mais jogos, ou debilitados, como o Paulinho, poder recuperar e voltar e é outro que temos que ter paciência. Quando vemos hoje a ação do pênalti, fica sempre a água na boca. Infelizmente o futebol é jogar no limite. Não vamos conseguir mudar isso, foi bom neste aspecto, mas esta equipe está preparada mentalmente para lutar por títulos. Faltam 14 finais.
Sobre Lucas Evangelista
— Futebol tem memória curta, mas eu não tenho. Em um momento decisivo ano passado, dois jogadores lesionaram. Com muito peso no grupo, um deles foi o Lucas. E as pessoas acham que com Lucas ou sem é o mesmo, foi uma perda grande. É outro que o tamanho dele como jogador é da humildade dele, como ajuda, a maturidade a ganhar no jogo, mostra para o jogo, tem pausa, tem tempo, acelerar, controla.
— Felizmente tenho três volantes, o Marlon, o Andreas com estas características, com fluidez grande do jogo, o Emiliano pode jogar mais na contenção e equilíbrio, menos mobilidade e mais pressão. O Luis vocês veem pouco, mas ele tem crescido no que vamos trabalhando na semana e o Larson. Ele merece, por todo o contexto, esperamos que continue.
Entrada de Paulinho
— Não vou mentir, se o jogo não estivesse tão elástico, não iria entrar. Se fosse questão de justiça, quem deveria ter entrado era o Felipe. Mas felizmente o resultado estava elástico, ele treina com a equipe há três dias, muito pouco tempo. Mas temos que meter muito gelo. E ele principalmente. Sabe a cobrança que há nele. E na cabeça dele tem o medo de lesionar de novo. E se lesionar? Não tem problema nenhum. Quem joga no máximo, cobramos todo o dia no máximo, está mais perto de lesionar. Não tem que ter medo de lesionar. Ele precisa de tempo para participar. Ganhou 15, 20 minutos.
— O próximo jogo, vai ditar se vai jogar ou não. Se perguntam a mim como treinador se era justo ele bater o pênalti, não era... ainda. Mas ele tem um grupo de colegas do catano. Um ou outro pode ter ficado chateado por bater, mas fizeram uma reunião de condomínio, quatro ou cinco. Eles decidiram. Tem um grupo de homens do caneco. Falhou, está chateado, mas tem um grupo do catano. Porque senão não deixariam bater e bateria outro.
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