Abel perde liderança para Leonardo Jardim e 'explode': "É o Big Brother?"
O Palmeiras despediu-se, na madrugada de domingo para segunda-feira, da liderança isolada do Brasileirão, fruto do empate sem golos concedido na deslocação ao Estádio Olímpico Nilton Santos (recinto mais conhecido como Engenhão), ante o Botafogo, naquele que era um dos mais aguardados jogos da 26.ª jornada.
A equipa orientada pelo treinador português Abel Ferreira dispôs de várias oportunidades para 'desfazer o nó', mas a verdade é que a ineficácia falou sempre mais alto. No entanto, um mal nunca vem só, e, já no período de compensação, ainda se viu em inferioridade numérica, por conta da expulsão de Alexander Barboza, por acumulação de cartões amarelos.
Feitas as contas, com este resultado, o Palmeiras passa a somar 53 pontos, o que o 'atira' para a segunda posição da tabela, agora, atrás do Flamengo, de Leonardo Jardim, que, horas antes, levou a melhor sobre o Remo, por 0-1, graças a um golo 'solitário' de Samuel Lino, que lhe permitiu alcançar os 54 pontos.
Os paulistas viram, agora, todas as atenções para o encontro da primeira mão dos quartos de final da Taça Libertadores, ante o LDU Quito, que tem apito inicial agendado para as 23h00 (hora de Portugal Continental) da próxima quarta-feira, no Nubank Parque (anteriorimente denominado Allianz Parque).
O Flamengo também vai a jogo naquela que é a maior competição de clubes do futebol sul-americano, curiosamente, também contra uma formação equatoriana. Neste caso, o Independiente del Valle, no Estádio Olímpico de Atahualpa, a partir das 01h30 de sexta-feira.
"Estamos no Big Brother?"
Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Abel Ferreira não poupou nas críticas tecidas ao árbitro brasileiro Rodrigo José Pereira de Lima: "Primeiro lance, expulsão em cima do Andreas [Pereira]. Ele domina a bola para o lado do Marçal. Na minha opinião, é claro, e o árbitro entendeu dar amarelo".
"No final, o Barboza foi disputar a bola, não sei se tocou com o braço. O jogador deles ficou em baixo do braço, e o árbitro deu o segundo amarelo. Vocês não me viram chutar microfone nenhum. Analisem como quiserem, mas eu agradeço que, na próxima vez, em vez de me meterem três microfones, metam quatro, para ver se conseguem ouvir alguma coisa", atirou.
Este foi, de resto, o mote para uma autêntica 'rajada' do português contra a comunicação social, pela maneira como os jornalistas tentaram captar o que disse ao juiz: "Tinha três microfones, ali, mesmo prontinhos para, nos erros do árbitro, eu poder chutar mais um ou dois. O árbitro fez mesmo isso, só que, desta vez, conseguir controlar os demónios, que estão dentro de mim".
"Vocês veem algum microfone na Liga dos Campeões? Algum no banco no Campeonato do Mundo de Clubes? Na Liga Europa, nos Campeonatos Europeus, nos Campeonatos do Mundo... Pois, não veem. Por que é que aqui há? Na Taça Libertadores, quando o treinador está a falar, tal como no basquetebol, ótimo. O que querem com isso?", questionou.
"É o Big Brother? Estamos no Big Brother Não vou mudar a minha essência, sou super competitivo, odeio perder e tenho os meus demónios, como todos têm, cá dentro. A única coisa que peço é que tenham os mesmos critérios", completou, em declarações reproduzidas pelo portal canarinho Globoesporte.
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