Abstenção: Leitores opinam sobre recorde de ausências no 1º turno - 10/10/2026 - Painel do Leitor - Folha

🗓️ 2026-10-10 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

O recorde de abstenções se deu porque os eleitores de Lula acreditaram que o candidato já tinha ganhado. Agora terão que levar família e amigos para votar no 2º turno e conseguir a virada!
Marisa Carlovich (Jundiaí, SP)

As pessoas se ausentam pela insatisfação com a política, somada à ideia de que tanto faz quem for eleito e à falta de senso de responsabilidade cívica. Votar exige esforço; abster-se, não. É preciso que cada um tenha autoconsciência e dever cívico.
Ronan Wielewski Botelho (Londrina, PR)

A população está exausta! Falsas promessas descaradas e falcatruas bilionárias que devem acabar em absolvição fazem grande parte concluir que não há motivos para ir às urnas. Só se for pra buscar o nariz de palhaço. Cadeia para os bandidos do Congresso, do STF e do mercado financeiro! Sem dó.
Claudia Alvarenga (São Paulo, SP)

É a desilusão com as candidaturas que fizeram um espetáculo para mostrar que o outro é pior. Apenas escândalos foram debatidos. Para mudar esse cenário, precisamos de debates sobre projetos e as suas consequências para o Brasil. Menos polícia e mais política!
Luciano Neder (Ribeirão Preto, SP)

Muitos trabalharam no 1º turno. Onde moro, em Poços de Caldas, há muitos universitários e aposentados de outros municípios, que, caso não tenham alterado o local de votação, ficaram de fora. Também houve circulação de fake news e, no domingo, tempestade, o que pode ter impactado. Uma solução seria a possibilidade de votar à distância ou uma zona eleitoral ambulante.
Beta Cabral (Poços de Caldas, MG)

A eleição impôs dificuldade, com seis candidatos para votar. Penso que a demora causa estresse, principalmente nos idosos. Precisa-se de mais urnas por seção.
Joel Nunes Vieira (Paramirim, BA)

Mais da metade da abstenção é quem mora fora e não transferiu o título, está viajando ou é voto opcional como idoso.
Thais Nogueira Gil (Belo Horizonte, MG)

Os principais candidatos são incapazes de propor transformações estruturais relevantes na vida do eleitor. Precisamos de uma mudança radical no modelo de escolha e representatividade.
Aristides Silva (Porto Velho, RO)

Os principais candidatos não representam a mudança que o povo quer. O PT não aprendeu com os seus erros e a família Bolsonaro não convence que pode mudar a vida da população. A regulação das redes sociais poderia melhorar esse cenário, já que têm forte influência na disputa, apoiam quem defende seus interesses e dão muita voz a personagens caricatos e mentirosos, sem respostas para melhorar o país.
Marcos Vicente Cruz (Sorocaba, SP)

A falta de interesse no voto é um sintoma da insatisfação generalizada da população, cansada da forma de fazer política na América Latina. A imoralidade é a regra, e muitos eleitores decidem não participar desse modelo de democracia. Questões como foro privilegiado e emendas parlamentares não fazem parte da campanha eleitoral –nem das perguntas dos jornais. As práticas simbolizam a corrupção generalizada dos Poderes. Precisamos de uma Justiça que funcione para todos, mas com rigor especial e imparcialidade para políticos.
Jose G. Monterroso (Diamantina, MG)


Bolhas digitais e campanhas invisíveis, impulsionadas por astroturfing e fábricas de robôs, estimulam niilismo, complacência e anulação de votos. É conteúdo de fácil produção e engajamento, que captura usuários de redes sociais frustrados com o tema. É preciso regulamentar tais mídias.
Matheus Gomes (São Paulo, SP)

Esse é um projeto impulsionado pela mídia, que cria equivalências falsas e confunde o eleitor. Os interesses de corporações financeiras infiltradas nos jornais, rádios e tvs têm papel decisivo. O jornalismo nos conglomerados midiáticos acabou. Hoje é pura propaganda. Precisamos da democratização dos veículos de mídia, com leis que impeçam controle ideológico e forcem pulverização do controle acionista dos veículos. Aí os jornalistas poderiam voltar a trabalhar com isenção.
Flavio Lofêgo Encarnação (Rio Branco, AC)

Porque as pessoas se cansaram das mentiras do PT. Eu mesmo mapeei 40 decisões do partido contra a população LGBT durante seus mandatos. Votei nulo no primeiro turno, mas não votarei nulo no segundo. Duvido que os eleitores de Flávio Bolsonaro tenham deixado de comparecer às urnas. Se Lula deseja o mesmo efeito, precisa parar de trair o eleitorado, dentre os quais dezenas de milhões de eleitores LGBT, ignorando-os e privilegiando religiões que os perseguem. É a covardia dos candidatos após as eleições que leva à descrença.
Jaime Souza (São Paulo, SP)

Penso que a abstenção tem a ver com eleitores falecidos. É preciso atualizar as listas do TSE.
Rafael Kafka (Montenegro, RS)