Adoção de pets no Dia das Crianças exige planejamento dos adultos
É o bicho!
Especialista orienta organizar a rotina familiar e o orçamento antes da ação de um pet no Dia das Crianças; veja mais dicas
07/10/2026 02:00

No Dia das Crianças, não é raro encontrar pais que querem surpreender seus pequenos com um pet adotado para aumentar a família. Para uma adoção segura, é importante planejar a rotina e o orçamento familiar. A especialista em comportamento animal Dan Batista reforça que a palavra final sobre o acolhimento deve ser sempre dos adultos, já que a guarda de um pet envolve despesas contínuas, responsabilidade e deveres diários.
Entenda
- A criança deve ser ensinada a respeitar o espaço e a personalidade do amigo de quatro patas, que não é um brinquedo e nem um objeto.
- A responsabilidade de acolher um pet cabe sempre aos pais, e não às crianças.
- Cães exigem passeios diários e gatos precisam de estímulos no ambiente; a casa deve se adequar ao perfil do animal.
- Os gastos vão além da alimentação e incluem vacinas, consultas veterinárias e reserva para imprevistos.
- A guarda dura anos e exige dedicação contínua ao longo de todas as fases da vida do pet.

O planejamento dos adultos antes da adoção
O desejo expressado pelos filhos serve apenas como o início para a conversa na casa, cabendo aos pais assumir o compromisso real. Alimentação, saúde e segurança do pet continuam sendo deveres dos adultos, independentemente da empolgação inicial das crianças.
A especialista alerta sobre a necessidade de avaliar a disposição da família para o cuidado permanente. “Os pais precisam se perguntar se realmente querem e se têm condições de cuidar daquele animal, inclusive naqueles dias em que a criança perder o interesse ou simplesmente esquecer do compromisso”, pontua Dan.

Espaço e custos financeiros envolvidos na adoção
A rotina da casa e a estrutura física precisam ser analisadas antes da chegada do novo integrante. Enquanto os cães exigem passeios diários para gastar energia, os gatos necessitam de estímulos no ambiente e atenção, tornando necessário avaliar o perfil do animal e o espaço disponível.
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Além da adaptação do ambiente, os custos mensais vão além da compra da ração e incluem vacinas, veterinário e antipulgas. Batista ressalta a importância de calcular todos os impactos antes da adoção: “Não dá para calcular só o valor da adoção ou compra e os primeiros brinquedos. É preciso projetar a despesa fixa mensal e ter uma reserva para imprevistos”.

Convivência diária e compromisso após a adoção
Controlar as expectativas dos pequenos ajuda a construir uma relação harmoniosa dentro de casa. Um animal tem vontades próprias e momentos de descanso que precisam ser respeitados, sendo essencial ensinar a criança a entender esses limites desde o início.
O compromisso assumido com o companheiro de quatro patas deve se manter ao longo de todas as etapas e mudanças de rotina. “Um animal não é descartável. Ele continuará ali enquanto a criança cresce, muda de escola e ganha novos hobbies”, reforça Dan, sócia-fundadora da Comportpet.