AIMA reduz para metade as reclamações face a 2024
O presidente da AIMA explicou também que, através dos gabinetes do CLAIM existentes em diversos pontos do país, é conseguida uma descentralização e articulação em rede que “permite uma maior proximidade e uma capacidade de resposta mais próxima do cidadão”
O presidente da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) indicou esta quarta-feira que o número de reclamações contra a entidade baixou, este ano, para cerca de metade das registadas em 2024, tendo o atendimento aumentado.
“A dinâmica das queixas, ou das reclamações, melhor dizendo, tem diminuído significativamente, com um aumento até do atendimento”, afiançou o presidente do Conselho Diretor da AIMA, Pedro Portugal Gaspar.
Em declarações aos jornalistas, na Universidade de Évora, à margem da assinatura de um protocolo de colaboração com a academia sobre o novo Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) na instituição, o responsável da AIMA lembrou o “grande esforço” efetuado em 2025 para dar resposta às solicitações.
No ano passado, precisou, a AIMA “fez mais de 600 mil atendimentos e emitiu mais de meio milhão de cartões, ou seja, o título final”.
“Portanto, é normal que haja algumas reclamações e queixas à volta destas matérias”, nomeadamente devido a “erros na emissão do cartão [ou] moradas trocadas”, entre outros lapsos.
Mas, graças aos “números avassaladores de produção”, a tendência é que “o número de queixas tem vindo a baixar para níveis de 50% [do] que era relativamente a 2024”, assinalou Pedro Portugal Gaspar, embora afiançando que, “nem que fosse só uma, era naturalmente relevante”.
Nas declarações aos jornalistas, o presidente da AIMA explicou também que, através dos gabinetes do CLAIM existentes em diversos pontos do país, é conseguida uma descentralização e articulação em rede que “permite uma maior proximidade e uma capacidade de resposta mais próxima do cidadão”.
E, dessa forma, continuou, pretende-se “contribuir para um tratamento mais humanizado e personalizado” dos imigrantes.
Pelo território nacional, “a maior franja” de gabinetes do CLAIM funcionam “em articulação direta com os municípios”, num total de “cerca de 100”, especificou.
Além disso, existem perto de 50 em parceria com associações e, no que respeita às universidades, já foram criados “oito ou nove”, revelou.
“O que se pretende é, naturalmente, uma sinergia de esforços entre a AIMA e estes parceiros de geografia diferenciada”, afirmou Pedro Portugal Gaspar, referindo que “não há uma receita única” para estes centros de apoio aos migrantes, mas sim “uma filosofia coerente”.
Alguns dos CLAIM “asseguram o tratamento documental e até mesmo de descentralização de funções da AIMA nesse mesmo tratamento documental”, enquanto outros “têm um pendor mais informativo”.
“Mas em todos os casos é o contributo com vista ao auxílio e à resolução” de situações relacionadas com os imigrantes, observou: “Claro que alguns de pendor mais associativo têm uma dinâmica mais forte no desafio da integração, e, portanto, já não tanto na componente de realização documental ou formal, mas na parte, de facto, de integração e do desafio social”.