Albanese apela para proteção "absolutamente urgente" de palestinianos

🗓️ 2026-08-24 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"Uma presença internacional de proteção na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza é absolutamente urgente", afirmou Albanese numa mensagem nas redes sociais, citada pela agência espanhola EFE.

A mensagem da advogada italiana inclui um vídeo que mostra a agressão de um jovem a um homem apoiado em muletas.

A polícia de Israel anunciou no domingo a detenção de um adolescente israelita de 16 anos por agredir com um pau um palestiniano amputado de uma perna no sul de Hebron.

Um amigo de 17 anos gravou a agressão com o telemóvel e foi colocado sob detenção domiciliária.

Colonos israelitas a viver na Cisjordânia em violação do direito internacional protagonizam agressões constantes contra a população palestiniana, desde invasão de terras, roubo do gado ou destruição de terrenos agrícolas até ataques violentos.

Os Estados "têm a obrigação de agir para pôr fim à ocupação ilegal de Israel", afirmou Albanese, citando a decisão do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), de 2024, sobre a ilegalidade da presença israelita em território da Palestina.

"Ajudarão os bons ofícios do secretário-geral da ONU, António Guterres, e a Assembleia Geral das Nações Unidas - que se realizará em setembro - a superar a paralisia do Conselho de Segurança?", questionou a relatora.

De acordo com a organização israelita Yesh Din, cerca de 94% das investigações por agressões de israelitas a palestinianos na Cisjordânia, sem incluir Jerusalém Oriental, são arquivadas sem deduzir acusação.

A contagem abrange casos desde 2005, quando foi fundada a Yesh Din, uma organização não-governamental com sede em Telavive que atua na Cisjordânia.

Israel ocupou a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, que estava sob controlo da Jordânia, após a Guerra dos Seis Dias, ocorrida entre 05 e 10 de junho de 1967, que opôs israelitas e os países árabes.

A colonização da Cisjordânia prosseguiu sob todos os governos israelitas desde então, mas acelerou-se claramente desde a chegada da extrema-direita à coligação no poder no final de 2022.

Mais de 500.000 israelitas vivem em colonatos na Cisjordânia, ilegais à luz do direito internacional, a par de cerca de três milhões de palestinianos.

O Estado da Palestina é constituído pela Cisjordânia, incluindo Jerusalém oriental, e a Faixa de Gaza, dois territórios com Israel pelo meio.

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