Alemanha recebe segundo cidadão norte-americano infetado com ébola

🗓️ 2026-07-13 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Trata-se do segundo cidadão norte-americano infetado com Ébola a ser transferido da RDCongo para a Alemanha para receber tratamento médico.

Esta transferência ocorre cerca de dois meses depois de um primeiro doente norte-americano ter sido transportado para a Alemanha, no meio da epidemia do vírus Ébola, declarada em meados de maio, na região oriental do país africano.

Segundo o Ministério da Saúde alemão, a Alemanha está a prestar cuidados médicos "a outro doente infetado com Ébola na RDCongo".

A mesma fonte referiu que o doente, cuja identidade não foi revelada, foi internado no domingo no Hospital Universitário de Frankfurt.

Por outro lado, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) indicaram na sexta-feira que o doente é um colaborador de uma organização humanitária na RDCongo, sem fornecerem mais detalhes a este respeito, segundo a emissora de televisão norte-americana CNN.

Segundo o Hospital Universitário de Frankfurt, o doente apresenta sintomas da doença mas encontra-se em estado "estável".

O chefe da unidade especial de isolamento para doenças altamente infecciosas do hospital, Timo Wolf, afirmou que o transporte decorreu sem contratempos, tal como noticiou a agência de notícias alemã DPA.

"Não existe qualquer perigo para a população nem para os outros doentes" do hospital de Frankfurt, assegura o Ministério da Saúde alemão, acrescentando que, além disso, "o risco de uma pessoa infetada pelo vírus Ébola entrar na Alemanha continua a ser muito baixo".

As autoridades congolesas indicaram que a epidemia do vírus Ébola registou, até ao momento, 1.926 casos confirmados, com 702 mortos. Além disso, referiram que há 753 doentes em isolamento, enquanto 318 pessoas recuperaram da doença e receberam alta.

Oficialmente declarada em maio em Ituri, província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul, a epidemia alastrou-se igualmente ao Uganda, onde foram confirmados 20 casos, 15 dos quais importados da RDCongo, entre os quais se contam duas mortes.

A epidemia está associada à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera "elevado" o risco de propagação do surto na África subsaariana e "baixo" à escala global.

A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e classificou a epidemia, no passado dia 17 de maio, como uma "emergência de saúde pública de importância internacional".

Trata-se da terceira pior epidemia de Ébola da história registada até à data e é a 17.ª a afetar a RDCongo.

A epidemia atual fica apenas atrás da que assolou a África Ocidental entre 2014 e 2016, que causou cerca de 11 mil mortes e 28 mil casos, e de outra que afetou o leste do Congo entre 2018 e 2020 e que causou 2.299 mortes e 3.481 casos.

O vírus transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

Os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelecem que a epidemia do Ébola pode ser considerada encerrada se não forem detetados novos casos durante 42 dias consecutivos, o dobro do período de incubação do vírus.

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