Alzheimer: médico lista sintomas iniciais e vantagens do tratamento precoce

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Claudia Meireles

No Setembro Lilás, especialistas destacam a importância do tratamento precoce do Alzheimer para a qualidade de vida e progresso da doença

05/09/2026 15:10

, atualizado 05/09/2026 15:17

Reprodução/ Canca
Na foto uma mulher idosa segura uma folha de papel enquanto mantém um olhar vago. A mulher aparenta possuir Alzheimer - Metrópoles

A doença de Alzheimer ainda não possui cura, mas, quando diagnosticada de forma precoce, existem tratamento que ajudam a controlar sintomas e retardar a progressão. Como forma de conscientizar pacientes não apenas sobre a condição, mas também sobre outras demências, o Setembro Lilás reforça a importância de investigar e prevenir as mudanças cognitivas.

Na manifestação mais comum do Alzheimer, os pacientes costuma apresentar como sintoma inicial falhas na memória recente. Com a evolução, linguagem, comportamento, capacidade de tomada de decisão e planejamento também podem ser afetadas, segundo Laiss Bertola, neuropsicóloga e 2ª vice-presidente de  Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

“Quando os esquecimentos se tornam mais frequentes e intensos em um intervalo curto de tempo, é importante olhar com cautela para a possibilidade de uma alteração patológica”, alerta a profissional.

Ilustração colorida, em tons azuis, brancos e laranjas, de silhueta umana com ênfase da imagem no cérebro danificado pelo alzheimer - Metrópoles.
Perda de memória recente é um dos primeiros sintomas de Alzheimer

Nem todo esquecimento é sinal de Alzheimer

Entretanto, nem toda alteração cognitiva é relacionada à demência. Depressão, transtornos do sono, descompensação de doenças e deficiências vitamínicas podem afetar o cérebro, sendo condições reversíveis e que podem melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.

Mulher mais velha sentada no sofá. Dor de cabeça, alzheimer, nevoa mental, menopausa. Metrópoles
Desorientação metal e espacial são preocupantes e devem ser investigadas

Além disso, as funções cognitivas também podem decair como resultado de um processo biológico natural do envelhecimento cerebral, que pode afetar não apenas as conexões do sistema nervoso central, como a química e a estrutura do cérebro, explica o geriatra e psiquiatra Ivan Aprahamian.

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“Por isso, é importante investigar quando a piora cognitiva é exagerada ou quando essa perda cursa com dependência para realizar atividades às quais a pessoa estava acostumada”, defende o médico.

Diagnóstico precoce permite planejamento

Com investigação e diagnóstico, é possível organizar o cuidado e envolver a família nas decisões, pois a doença afeta não apenas o paciente, como toda a rede de apoio. O diagnóstico, porém, não significa interromper as atividades que fazem parte da vida da pessoa.

Isso porque manter uma rotina ativa, com estímulos cognitivos e vínculos sociais, pode ajudar no bem-estar do paciente e no retardamento da doença. “Temos muitas evidências de que as intervenções não farmacológicas são importantes para manutenção da qualidade de vida, da autonomia e da independência, sempre pelo maior tempo possível dentro da capacidade daquela pessoa”, destaca a neuropsicóloga Laiss Bertola.

Foto colorida de mãos dadas - Estuda revela quais hábitos podem diminuir risco de Alzheimer em 38% - Metrópoles
O Alzheimer afeta 1,2 a 1,8 milhão de pessoas no Brasil, sendo a causa de 55% a 60% das demências em idosos

Controle de fatores de riscos é fundamental

Geriatra e psiquiatra, Ivan Aprahamian destaca ainda que, além do acompanhamento adequado, o controle de fatores de risco ao longo da vida também é importante para a saúde do cérebro. De acordo com a Comissão Lancet sobre prevenção de demências, 45% dos casos do mundo poderiam ser prevenidos ou retardados.

Doenças genéticas do cérebro, ilustração conceitual por computador. Mutações no DNA que levam a doenças cerebrais. Neurogenética, doenças neurodegenerativas. Metrópoles
Doenças pré-existentes como depressão e obesidade podem aumentar risco de desenvolvimento da doença

Hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, perda auditiva e baixa atividade intelectual e social estão entre os fatores que merecem atenção. “Tratá-los é fundamental. Colocarmos nosso cérebro para trabalhar e ser desafiado com nossos aprendizados é um bom remédio”, reforça Ivan.

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