André Ventura diz que desapareceram do seu gabinete documentos relacionados com Luís Neves e Luís Montenegro

🗓️ 2026-07-28 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Presidente do Chega diz ainda que desapareceram objetos pessoais. Polícia Judiciária está a investigar o caso

O presidente do Chega afirmou que o gabinete do partido na zona nobre do Parlamento foi invadido por “alguém”.

André Ventura, que já tinha partilhado imagens do seu gabinete com vários papéis espalhados pelo chão, reiterou que este é um caso de vandalismo, tendo acrescentado que foram levadas algumas coisas que estavam no gabinete.

“Os factos foram vistos em primeiro lugar pela senhora que faz a limpeza aqui no Parlamento”, começou por dizer, tendo depois um deputado do Chega, acompanhado pela GNR, tomado conta da situação.

O presidente do Chega confirmou também a presença da Polícia Judiciária na Assembleia da República, tendo depois explicado o que desapareceu: pertences pessoais, dois tipos de documentos e duas pens com informação relativa a dois assuntos diferentes.

Questionado pelos jornalistas, André Ventura referiu que “um dos lotes de documentos que desapareceu” refere-se à Comissão Parlamentar de Inquérito ao ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Um outro conjunto de documentos que foi levado do gabinete do Chega diz respeito a informação política com mais de um ano relacionada com o gabinete do primeiro-ministro.

“Foram coisas relacionadas com estes dois assuntos e é incontornável: os documentos estavam exatamente na primeira mesa que tenho de passar sempre”, acrescentou.

André Ventura explicou que a sala do Chega fica sempre aberta, sendo que “teoricamente”, quem poderia entrar no gabinete são pessoas do partido ou que querem falar com o partido.

No local não há câmaras de videovigilância, mas o presidente do Chega garantiu que não foi um ato de encenação e que um assunto desta gravidade tem de ser investigado em toda a linha.

Sobre o que aconteceu, André Ventura sublinhou que este é “um ato de intimidação”. “Isto foi um ataque ao Chega e à posição que o Chega tem tido de defesa da democracia”, reiterou.

O partido vai agora pedir ao Parlamento que reforce a segurança, até porque “não é a primeira vez que recebo, no meu gabinete, ameaças”.

O deputado fez também uma relação direta entre esta situação e o facto de na sexta-feira ter dito que tinha na sua posse “documentos relevantes” sobre o atual ministro da Administração Interna.

“E hoje aconteceu isto, não posso deixar de fazer uma associação entre as duas coisas. Agora a investigação tem de fazer o resto e tem de se chegar a alguma conclusão”, afirmou.

O presidente do Chega considerou que este foi "um ato de muita gravidade, que tem de ser investigado até ao limite", e defendeu que é preciso "garantir que os partidos podem funcionar em liberdade, não são atacados na sua liberdade de fazer as coisas, nem condicionados".

O líder do Chega referiu igualmente que as portas das salas do Chega “ficam por hábito abertas” e concluiu que "tem de ser alguém que entrou no Parlamento".

“É aqui no Parlamento onde mais temos de sentir que estamos em segurança. Se documentos de natureza confidencial e política não podem estar no Parlamento, onde é que podem estar?”, questionou.