Após 29 anos na Disney, antiga subdiretora jurídica é despedida: agora acusa a empresa de discriminação etária

🗓️ 2026-10-09 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Os advogados de Mary afirmam que a antiga executiva ficou "devastada" a nível financeiro e emocional

Uma ex-subdiretora jurídica da Disney, com 29 anos de serviço na empresa, processou a companhia por discriminação em razão da idade, retaliação e despedimento ilícito, dias depois de uma nova ronda de despedimentos no gigante do entretenimento.

Mary Fossier, que chegou a ocupar o cargo de vice-presidente sénior do departamento jurídico, foi despedida no final de 2024, quando Bob Iger ainda liderava a empresa. A informação consta da ação judicial apresentada esta quinta-feira no Tribunal Superior de Los Angeles, a que o meio especializado Deadline teve acesso.

Segundo a petição, em outubro de 2023, o novo superior hierárquico de Fossier disse-lhe que "tinha de pensar em reformar-se" e perguntou-lhe como se estava a preparar para a reforma.

Na altura, tinha 64 anos e, de acordo com o documento, planeava continuar a trabalhar durante pelo menos mais dez anos.

A ação judicial alega que a Disney a despediu no ano seguinte para dar lugar a uma colega mais jovem e menos qualificada.

O processo sustenta ainda que Fossier denunciou junto dos Recursos Humanos, em pelo menos três ocasiões, comentários e tratamento discriminatórios em razão da idade por parte da sua superior hierárquica, sem que a empresa tivesse tomado medidas.

Os advogados afirmam que a antiga executiva ficou "devastada" a nível financeiro e emocional e que, aos 67 anos, tem poucas probabilidades de encontrar um novo emprego.

A ação judicial inclui cinco acusações e solicita um julgamento com júri, uma indemnização pela perda de rendimentos passados e futuros, uma compensação por danos e prejuízos cujo valor não foi especificado e medidas cautelares.

O caso surge num contexto de sucessivos cortes de pessoal na Disney. Em abril, a empresa iniciou uma redução de cerca de mil postos de trabalho, seguida de uma nova ronda, em julho, que envolveu várias centenas de despedimentos na Pixar, na ESPN e na National Geographic. No final de setembro, a companhia voltou a reduzir o número de trabalhadores.