Após 52 anos, Metrô de São Paulo deixará de aceitar bilhete magnético

🗓️ 2026-09-01 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

São Paulo

Bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, usados desde 1974, não serão mais aceitos nas catracas da estações. Metrô aponta redução de problemas

01/09/2026 09:23

, atualizado 01/09/2026 09:36

Divulgação/Metrô de São Paulo
Foto colorida de bilhetes de papel para transporte nos trilhos em SP, no Metrô e na CPTM - Metrópoles

O Metrô de São Paulo deixará de aceitar definitivamente, a partir de 31 de outubro, os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, utilizados para acesso às estações desde o início da operação comercial do sistema, em 1974.

A fabricação dos bilhetes tradicionais foi interrompida em 2021, mas devido ao grande volume desses bilhetes em estoque, o Metrô continuou comercializando-os, mesmo com a prioridade dada à tecnologia do QR Code.

Segundo o Metrô, além de modernizar o acesso, o QR code simplifica a compra e a validação da passagem, reduz problemas de leitura dos bilhetes impressos e diminui a necessidade de produção, transporte e armazenamento de cartões físicos. As catracas que utilizam o sistema magnético são compostas por mecanismos que apresentam falhas e já não contam com peças de reposição.

Após o fim da aceitação, passageiros que ainda tiverem bilhetes magnéticos poderão fazer a troca dos bilhetes remanescentes entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, em postos de atendimento que serão informados pela companhia.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Atualmente, o acesso às estações é realizado por alternativas digitais e de aproximação, como os cartões Bilhete Único e TOP, bilhetes digitais com QR Code e pagamento por aproximação com cartões de débito e crédito diretamente nas catracas.

História do bilhete

O padrão Edmonson recebeu o nome em homenagem ao inglês Thomas Edmondson, que criou no século XIX bilhetes ferroviários de papel numerados. O formato foi adotado pelo Metrô de São Paulo desde 1974 e, mais tarde, teve a tecnologia magnética implementada.

Nas décadas seguintes, o pequeno cartão de 6,5 por 3 centímetros virou parte da rotina dos paulistanos e ganhou espaço entre colecionadores. Ao longo da história, foram produzidos mais de 13,7 bilhões de bilhetes, em cerca de 30 edições diferentes.

A produção também passou por diferentes países. Os primeiros bilhetes magnéticos e os equipamentos usados para a leitura foram importados da França. Com a nacionalização do sistema, a fabricação passou para a Casa da Moeda e, posteriormente, para fornecedores na Argentina.