Árbitros, Balogun e Irão. Infantino fecha Mundial com resposta arrasadora

🗓️ 2026-07-27 📁 sports 📝 ⏱️ 👁️ : -

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, recorreu, esta segunda-feira, às redes sociais para publicar um extenso comunicado, no qual não poupou nas críticas a quem, na sua opinião, optou por não desfrutar das "emoções, celebrações, gargalhadas, lágrimas, engano e alegria" do já findado Campeonato do Mundo de 2026.

"A todos vocês que não viram crianças, bebés, avós e pais a juntarem-se por este belo desporto, eu digo 'Lamento' pelo facto de os jogos já terem terminado e por terem falhado toda a alegria e união. Lamento que tenham estado tão consumidos pelo ódio e pela crítica que falharam tudo isso", começou por escrever.

"Àqueles atrás das suas canetas e papéis, atrás dos seus ecrãs a espalhar ódio e rumores falsos, quero dizer-vos que, enquanto estavam sentados lá atrás, nós, na FIFA, estamos nas linhas da frente, a organizar, a trabalhar arduamente e a entregar o melhor espetáculo do planeta. Enquanto vocês se escondem, nós exploramos as ruas de Canadá, Méxido e Estados Unidos da América, a falar com adeptos, a dialogar com pessoas e a garantir a segurança de todos", prosseguiu.

"Enquanto vocês dividem, nós unimos. As pessoas juntaram-se enquanto família, enquanto adeptos, enquanto um. Não vislumbrámos violência ou incidentes, mas sim 100% de segurança, apenas alegria e felicidade. Sete milhões de pessoas de mais de 200 países desfrutaram da prova ao longo de 16 cidades fantásticas e estádios: zero incidentes, zero hostilidade, zero violência, apenas alegria, emoções, felicidade e união. Todos estivemos seguros e felizes", completou.

"Irão entrou nos EUA sem incidentes ou conflitos"

Gianni Infantino virou, de seguida, atenções para as várias polémicas que marcaram o Mundial, começando, desde logo, pelas críticas dirigidas pela Federação Iraniana de Futebol (que teve de estagiar no México) dirigiu, sobretudo, à maneira como foi recebida nos Estados Unidos da América, país com o qual mantém um conflito armado.

"O nosso mundo precisa de amor, não de ódio; de tolerância, não de divisão; de celebração, não de luto. Enquanto vocês espalhavam ódio, nós trabalhámos incansavelmente para unir dois países em guerra. O Irão entrou nos EUA sem incidentes ou conflitos. Quando a seleção iraniana começou a jogar, todos os cânticos contra ela tornaram-se numa única canção", alegou.

"Os adeptos tornaram-se no país, tornaram-se na equipa, e apoiaram a Equipa Melli. Não tem a ver com política. O futebol tem a ver com união, não com divisão. O futebol é maior do que o ódio e a discriminação. Países que enfrentam graves questões de saúde ou outros desafios tiveram acesso a vistos", acrescentou.

"Vocês mencionaram as poucas pessoas que tiveram os vistos rejeitados e ignoraram os milhões que foram aprovados, de todas as partes do mundo. Porque o futebol une o mundo, e isso foi demonstrado de forma impressionante, este verão", rematou, dando também como exemplo o Haiti, "um país que muitos não podem ou escolhem não visitar".

Arbitragens polémicas e casos como o de Balogon como aceitáveis

A terminar, o presidente da FIFA respondeu às críticas dirigidas às polémicas arbitragens ao longo de toda a prova, assim a casos como o de Falorin Balogun, referência atacante dos Estados Unidos da América, que viu o castigo suspenso, após um telefonema do líder máximo do país, Donald Trump, pelo que pôde defrontar a Bélgica, nos oitavos de final.

"Na verdade, decisões de arbitragem 'questionáveis' ou decisões disciplinares 'estranhas' como, por exemplo, confundir potencialmente um cartão vermelho ou amarelo, ou decisões subsequentes de não suspender jogadores em certas situações, são rotineiras e amplamente aceites em alguns dos maiores campeonatos do mundo", refletiu.

"É curioso que os mesmos países que fazem uso dessas práticas sejam aqueles que estão a criticá-las (...). Àqueles que perdem tempo e energia a odiar-nos, por favor, tirem um momento para refletir, meditar, rezar ou ver um jogo de futebol, e observem verdadeiramente as caras, os olhos, as emoções. Porque só o nosso belo desporto pode originar um espetáculo tão extraordinário, um espetáculo onde todos se tornam um e se ligam novamente, como humanos", concluiu.

Leia Também: "Descarado". Carta de Infantino à Argentina após o Mundial dá que falar