Arquiteta usa cerâmica e biomimética para aproximar design e natureza

🗓️ 2026-10-18 📁 lifestyle 📝 ⏱️ 👁️ : -

Arquiteta com sede em Londres usa impressão 3D e formas da natureza para criar peças de design biomimético

'Minimal Matter', do Serame Studio
'Minimal Matter', do Serame Studio — Foto: Serame Studio

A aproximação do design com a natureza está cada vez mais em alta, seja por meio dos materiais, seja por meio da mimetização. Nesse sentido, a biomimética surge como uma possibilidade que enxerga a natureza para além da simples inspiração estética, buscando aprender com os processos, formas e sistemas naturais para criar soluções mais eficientes, sustentáveis e inteligentes. Dessa forma, a biomimética propõe-se a aprender com a natureza, estudando os modelos com o objetivo de imitá-los ou adaptá-los para resolver problemas humanos.

É nesse sentido que a arquiteta e designer Rameshwari Jonnalagedda, do Serame Studio, radicado em Londres, apresenta Minimal Matter (em tradução livre, Matéria Mínima), cuja premissa é tratar a natureza como biblioteca de referências, além de conceber a arquitetura como algo que deve escutar e se adaptar. Inspirando-se na maneira como os sistemas naturais negociam com o ambiente ao redor, o projeto ganha forma por meio da impressão 3D em argila, produzindo objetos cerâmicos porosos que funcionam como formas abertas, destinadas a serem colonizadas por musgos, insetos, luz e ar ao longo do tempo.

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Minimal Matter e TerraMound: projetos aproximam-se da natureza a partir da biomimética

'Minimal Matter', do Serame Studio — Foto: Serame Studio
'Minimal Matter', do Serame Studio — Foto: Serame Studio

A intenção do projeto é que a relação do objeto com o ambiente continue mudando depois que sai da impressora, criada para favorecer o crescimento biológico. Ademais, a porosidade, a profundidade e a superfície da peça foram pensadas para deixar espaço para diferentes tipos de interação, de maneira que o sistema responde ao entorno de diferentes formas. Aqui, a estrutura não é tratada como algo completamente fixo depois de pronta.

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A linguagem de Rameshwari trabalha com duas superfícies mínimas: geometrias definidas por uma alta relação entre área superficial e volume e pela porosidade celular, cujos princípios matemáticos também estão presentes nas películas de sabão, nas membranas celulares e na curvatura das folhas.

'Minimal Matter', do Serame Studio — Foto: Serame Studio
'Minimal Matter', do Serame Studio — Foto: Serame Studio

A partir disso, o estúdio revela como os edifícios podem regular naturalmente a temperatura, melhorar a circulação do ar e reduzir o consumo de energia por meio de um design bem planejado.

'TerraMound', do Serame Studio — Foto: Serame Studio
'TerraMound', do Serame Studio — Foto: Serame Studio

Outro projeto do estúdio é o TerraMound, que se aproxima mais do design de produtos ao apresentar um dispositivo de resfriamento para mesas, modelado a partir dos sistemas de ventilação dos cupinzeiros — que possuem galerias, cavidades e poros que permitem a circulação do ar e a troca de gases.

No caso do projeto de Rameshwari, um corpo de cerâmica porosa é combinado a um vaso para plantas; a água evapora através da argila, resfriando a superfície, enquanto um ventilador de baixo consumo energético movimenta o ar resfriado, criando um pequeno ecossistema.

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