As cinzas deste bulldog francês chegaram à beira do Espaço. A história por detrás da viagem é emocionante
‘Oscar’ nunca chegou a fazer a grande viagem que o dono sonhava. O bulldog francês morreu no início deste ano, vítima de um tumor cerebral que evoluiu rapidamente, antes de poder acompanhar Jacob Battersby nas aventuras que ambos tinham planeado. Mas meses depois, o cão acabou por fazer uma última viagem — até à beira do Espaço.
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Segundo o ‘Daily Mail’, Jacob, de 26 anos, e o amigo Callum King decidiram prestar uma homenagem pouco comum. Colocaram as cinzas de ‘Oscar’ numa cápsula presa a um balão meteorológico com hélio, juntamente com o seu brinquedo favorito — um extraterrestre do filme ‘Toy Story’ — e um localizador GPS desenvolvido pela empresa dos dois.
O balão foi lançado em maio, em Rugby, no centro de Inglaterra, e subiu até cerca de 36 quilómetros de altitude (119 mil pés), praticamente na fronteira da estratosfera com o Espaço. Quando atingiu a altitude máxima, rebentou, libertando as cinzas antes de a carga regressar lentamente à Terra presa a um paraquedas.
O percurso não correu exatamente como previsto. A viagem deveria durar cerca de duas horas, mas o balão permaneceu muito mais tempo no ar e os dois amigos chegaram a acreditar que tinham perdido a cápsula para sempre.
Sem mais nada a fazer, desistiram das buscas e foram para um pub. Foi então que aconteceu o inesperado: o GPS enviou finalmente a localização da cápsula. Os dois seguiram imediatamente para o local e acabaram por encontrá-la num campo, a cerca de 90 quilómetros do ponto de lançamento.
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“Achávamos que o tínhamos perdido. Quando o GPS finalmente deu sinal, foi uma sensação incrível”, recordou Callum King ao ‘Daily Mail’.
A homenagem tinha um significado especial. Antes de ‘Oscar’ adoecer, Jacob queria viajar pelo mundo com o cão, um sonho que nunca chegou a concretizar. A viagem até à beira do Espaço tornou-se, assim, uma forma simbólica de cumprir essa promessa.
“O Oscar não conseguiu ver o mundo, por isso decidimos mostrar-lhe o mundo”, explicou Callum. “Sentimos que era a sua última aventura.”
Além da carga emocional, o voo serviu também para testar em condições reais o localizador GPS desenvolvido pela empresa dos dois amigos, especializada em dispositivos de localização e monitorização para animais de estimação. O equipamento resistiu a toda a viagem e permitiu recuperar a cápsula horas depois.
Segundo o ‘Daily Mail’, este tipo de despedida está longe de ser um caso isolado. Os chamados funerais espaciais têm vindo a ganhar popularidade no Reino Unido. Empresas especializadas enviam cinzas para a estratosfera através de balões de hidrogénio ou hélio, antes de as libertarem a grande altitude.
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O serviço, no entanto, está longe de ser barato. Dependendo da empresa e do tipo de voo, os preços podem rondar os 4.600 euros, a somar aos custos da cremação e do funeral. Ainda assim, cada vez mais pessoas optam por esta forma de homenagem, procurando uma despedida mais personalizada e ligada à forma como viveram.
No caso de ‘Oscar’, porém, não se tratou apenas de chegar perto do Espaço. Tratou-se de cumprir um sonho interrompido demasiado cedo e de garantir que a última aventura do pequeno bulldog fosse, literalmente, inesquecível.