As notícias das 00h

🗓️ 2026-08-03 📁 business-finance 📝 ⏱️ 👁️ : -

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Rádio Observador, vamos atualizar a informação.

Jornal da meia-noite com José Rafael Lopes. José, Marrocos diz que avisou Espanha de que uma decisão do Tribunal Supremo Espanhol enfraquecia um elemento crucial na cooperação entre os dois países.

E que esse aviso chegou ao governo espanhol dias antes da crise migratória que levou mais de 60 mil pessoas a entrar a nado em Ceuta. O Ministério Marroquino dos Negócios Estrangeiros referia-se à recente sentença do Tribunal Supremo Espanhol, que indica que não se pode aplicar a recusa na fronteira ou devolução rápida a migrantes interceptados no mar quando estes tentam entrar a nado em Ceuta. Motivos apontados por Marrocos como uma possível explicação para a migração que se verificou nos últimos dias. Fonte do Ministério Marroquino sublinhou ainda à Agência EFE que a questão migratória é uma responsabilidade partilhada entre Marrocos e Espanha.

Entretanto, quatro dias depois da crise, Ceuta procura regressar ao normal, com quase todos os migrantes a abandonarem a cidade.

Os enviados especiais do Observador, João Porfírio e Inês André Figueiredo, estão no local e admitem que o pior cenário aparenta ter ficado para trás. Ainda assim, cerca de três a cinco mil migrantes estão ainda na cidade. Quando surgem necessidades de apoio alimentar, a Inês André Figueiredo diz que Ceuta vai começar a fornecer ajuda e que as autoridades mantêm o esforço de encaminhar os migrantes para a fronteira de volta a Marrocos.

O cenário mais complicado já passou. Quase todos os migrantes que entraram em Ceuta já saíram pela fronteira terrestre de volta a Marrocos, mas os que sobram são, por assim dizer, os mais resistentes. Continua a haver tentativas das autoridades espanholas de encaminhar estas pessoas para a fronteira de Marrocos. Há uma presença muito forte, tanto do exército como da polícia na cidade e, no fundo, uma tentativa de não facilitar a vida a quem quer ficar.

O testemunho da Inês André Figueiredo, enviada especial em Ceuta do Observador, está acompanhada pelo fotojornalista João Porfírio, estão a acompanhar os desenvolvimentos desta crise migratória vinda de Marrocos.

O presidente dos Estados Unidos diz que não vai permitir que o Irão cobre taxas pela travessia do Estreito de Ormuz.

Donald Trump insiste que a passagem de navios tem de ser feita sem qualquer tipo de pagamento e que nenhum outro cenário passa pela cabeça do presidente norte-americano. Em declarações citadas pela Al Jazeera, Donald Trump deixa ainda a garantia de que se alguém vai lucrar com a passagem, vão ser os Estados Unidos da América.

O especialista em política norte-americana, Nuno Gouveia, diz que Donald Trump está a perder credibilidade.

Aponta Nuno Gouveia as posições contraditórias do presidente norte-americano, fala numa posição mais frágil de Trump, que leva os Estados Unidos a ficarem também eles mais fragilizados e que o presidente norte-americano está a procurar terminar o conflito no Médio Oriente, embora não saiba como o fazer.

E Donald Trump tem a necessidade e tem tido a necessidade de terminar este conflito, no fundo, num formato positivo para os Estados Unidos, mas não tem encontrado meios. E é evidente que estas ameaças que ele profere e que depois recua, no fundo, têm fragilizado o seu caso, mas também demonstram que Donald Trump e os Estados Unidos não têm, neste momento, uma saída fácil para este conflito e mais do que isso, que estamos num impasse.

Nuno Gouveia, a defender que os Estados Unidos não têm uma forma de colocar um ponto final na guerra no Irão neste momento. Já sobre Teerão, diz Nuno Gouveia que o Irão aparenta estar confortável, apesar das dificuldades, e tem um objetivo bem definido.

Neste momento, sente-se relativamente confortável porque percebe que Donald Trump não tem uma solução fácil para o conflito e, portanto, tenta estender ao máximo esta situação de impasse para, no fundo, no final deste conflito, ganhar algo. E o que me parece claramente que é o objetivo do Irão é o controle do Estreito de Ormuz e é esse o principal motivo deste impasse que estamos a assistir.

As explicações de Nuno Gouveia no gabinete de guerra dá ainda conta de ações bem-sucedidas por parte do grupo rebelde Huti junto aos portos da Arábia Saudita.

A Procuradoria Europeia está a averiguar contratos celebrados pela Polícia Judiciária para remodelações e empreitadas durante a liderança de Luís Neves.

Em causa estão os contratos que a Polícia Judiciária celebrou com a Construbarcelos, a mesma empresa responsável por ter remodelado uma moradia detida por Luís Neves no Alentejo. A notícia está a ser avançada pela CNN Portugal, que refere que a entidade começou um processo de verificação. Esta ação judicial europeia surge após a abertura de um inquérito pelo Ministério Público português ao caso do atrelado que foi encontrado nas instalações da empresa Construbarcelos. Tanto o atual diretor da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, como a Procuradoria Europeia recusaram comentar a investigação. Já o ministro da Administração Interna reagiu a estes desenvolvimentos, saúda a investigação e diz à CNN Portugal que está disponível para colaborar com as autoridades e prestar todos os esclarecimentos.

O Presidente da República promulgou hoje a criação da carreira de médico dentista no SNS.

Acontece quatro décadas após a primeira proposta apresentada na Assembleia para juntar a saúde oral aos serviços do SNS. É o que dá conta o presidente da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão. O diploma prevê que os dentistas passem a ser integrados nos serviços de saúde oral das unidades locais de saúde dentro de três meses. E apesar da espera de 40 anos, Miguel Pavão está confiante que o governo vá cumprir este prazo, até porque a integração dos dentistas no SNS foi aprovada por unanimidade.

Esta é uma luta muito antiga. Só para termos uma noção, a primeira proposta da carreira do médico dentista no Serviço Nacional de Saúde data exatamente de julho de 1986 Há 40 anos. Não é por este atraso de muitos anos para vigorar agora num decreto lei, significa que não venha a ser implementado no mais breve curto prazo possível, porque o próprio diploma estipula que o governo terá 90 dias para operacionalizar aquilo que foi aprovado de forma unânime pela Assembleia da República.

O presidente da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, a Ordem dos Médicos, que fez parte do linear deste plano. E Miguel Pavão deixou um aviso: o governo precisa ter em conta este prazo, uma vez que há um preço político a pagar se o prazo de três meses não for cumprido.

Fernanda Alexandre assegura que todos os alunos estão em igualdade de circunstâncias no acesso ao ensino superior.

Garantia deixada por Fernando Alexandre no Parlamento, numa sessão da Comissão Permanente da Assembleia da República para debater os problemas com os exames nacionais. Uma sessão que Martim Madeira começou com o ministro a garantir que quer responder a todas as dúvidas da oposição.

Na minha vida pessoal e na minha vida profissional, nunca virei costas a problemas complexos ou desafios exigentes.

Foi o reto deixado por Fernando Alexandre no regresso ao Parlamento para responder aos partidos da oposição. Na intervenção inicial, o ministro da Educação explica que praticamente todas as provas da segunda fase estão corrigidas.

Ao início da tarde, estavam já classificadas 97% das respostas das cerca das 90 mil provas realizadas na segunda fase.

A disrupção começou cedo, com o CHEGA a indicar que Fernando Alexandre não queria responder às perguntas.

O PSD procurou evitar que o senhor ministro respondesse a perguntas e viesse apenas a este Parlamento fazer uma intervenção política, coisa que podia fazer em qualquer local fora daqui.

Uma intervenção que levou um despique ao presidente da Assembleia. Mais tarde, o foco de André Ventura mudou, desta vez para o ministro da Administração Interna.

Querem proteger o ministro Luís Neves, mesmo que isso signifique atirar para a fogueira o ministro Fernando Alexandre. Quero, por isso, deixar ao país uma garantia. Contra tudo e contra todos, a comissão de inquérito avançará.

Ainda à direita, a Iniciativa Liberal, pela voz de Angélique Teresa, manteve a rota inicialmente designada e queria ver respondidas certas perguntas.

Foi enganado ou deixou-se enganar, ou deixou que o PRR o atirasse para esta situação?

Já à esquerda, o PS deixa duras críticas. Porfírio Silva explica que os socialistas não são contra a reforma no ensino.

Nós não somos contra reformas. Somos é contra a imprudência e a impreparação para implementar.

E do bloco, Fabian Figueiredo dá cognomes a Fernando Alexandre.

O senhor ministro deve ter imaginado na história como Fernando, o digitalizador. Mas a história de Portugal tem as suas ironias. Já tínhamos um Dom Fernando inconstante, agora temos dois.

Na intervenção final, o ministro da Educação explica que 50% das provas da fase de reapreciação já estão corrigidas e que nenhum aluno da primeira fase vai ser prejudicado.

A esta hora, mais de 50% das reapreciações já estão concluídas. Nenhum aluno será afetado no acesso ao ensino superior. Todos os alunos que têm a classificação vão ter a reapreciação da primeira fase, a tempo de poderem concorrer à primeira fase.

Fernando Alexandre, na audição da Comissão Permanente da Assembleia da República, um trabalho do jornalista Martim Madeira. Ainda na intervenção final, o ministro anunciou uma comissão independente para analisar este processo depois da época especial de exames.

Recebemos ainda outras notícias a marcar a atualidade.

Quase 65 mil pessoas foram retiradas das casas no condado de Spokane, nos Estados Unidos da América, devido a um incêndio. Não há para já registro de mortes ou feridos neste fogo em Washington. Ainda assim, as autoridades alertam que a dimensão dos incêndios pode atrasar uma avaliação completa dos danos. As autoridades gregas emitiram novas ordens de evacuação perto de Atenas devido aos incêndios florestais. Há quatro dias que a capital grega está a ser ameaçada por vários incêndios de largas dimensões. Os bombeiros têm tido dificuldade em combater as chamas devido às condições do tempo. E Maxi Araújo renovou contrato com o Sporting até 2030, anúncio feito pelo Sporting. Neste novo contrato, Maxi Araújo assegurou um aumento salarial, sendo que a cláusula do jogador se mantém nos 80 milhões de euros.