11h. CM Vila Franca de Xira quer demolir habitações ilegais. Oposição fala em postura do presidente da CM Loures

🗓️ 2026-10-11 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

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A edição do Miguel Videira. Miguel, começamos este jornal das 11 com a presidente da Comissão Europeia. Alerta que o ataque dos Houthis ao aeroporto de Riade marca uma escalada perigosa na guerra do Médio Oriente.

Ursula von der Leyen manifesta solidariedade com a Arábia Saudita e o povo saudita e alerta que os ataques levados a cabo por aliados do Irão estão a conduzir a região do Médio Oriente a uma espiral de violência. É o que se pode ler numa mensagem publicada na rede social X. A presidenta da Comissão Europeia alerta também que estes ataques desestabilizam o transporte global e o mercado de energia. É a reação da líder do Executivo comunitário depois do ataque ao Aeroporto Internacional de Riade, que a Arábia Saudita atribui ao movimento xiita Houthi e que fez 12 mortos e mais de 300 feridos.

Foi marcado para amanhã, aliás, um debate dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, precisamente sobre a escalada de tensão nesta região do Médio Oriente.

Isso mesmo é anunciado pela chefe da diplomacia da União Europeia numa publicação na rede social X. Kaja Kallas descreve o ataque ao aeroporto de Riade como um chocante ato de terrorismo. Afirma que não há justificação para ataques indiscriminados contra civis e infraestruturas civis, sendo que, Rui Casanova, aqui conosco em estúdio, os Houthis ameaçam avançar com novos ataques e em breve.

Sim, os Houthis avisam que as companhias aéreas internacionais devem evitar os aeroportos da Arábia Saudita e também o espaço aéreo do país. O grupo rebelde do Iémen, apoiado pelo Irão, afirma que estes avisos são para ser levados a sério e falam em potenciais alvos. É o que pode ler-se num comunicado divulgado esta manhã, na sequência do ataque contra o Aeroporto Internacional de Riade. Antes, a Arábia Saudita já tinha anunciado uma operação militar em grande escala contra os Houthis como resposta à ofensiva, sendo que Donald Trump admite juntar-se às ações militares, tendo em conta que a Arábia Saudita é um país aliado dos Estados Unidos. De resto, esta manhã foi anunciado que as escolas em Riade vão ficar a funcionar em modo remoto durante uma semana, face a estas ameaças. De resto, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Canadá já aconselharam os cidadãos a evitar o Aeroporto Internacional de Riade. Por cá, o governo português condena o ataque. O Ministério dos Negócios Estrangeiros expressa solidariedade para com as famílias das vítimas, o povo e as autoridades da Arábia Saudita. Destaque também para a reação do secretário-geral da ONU. António Guterres afirma que está profundamente chocado com este ataque. Foi o terceiro ataque contra o Aeroporto Internacional de Riade só esta semana. Na sequência da ofensiva, quase 600 voos foram cancelados.

Rui Casanova, com algumas reações a este ataque atribuído ao movimento xiita Houthi contra o Aeroporto Internacional de Riade, capital da Arábia Saudita.

Na análise, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, fala numa nova frente de guerra para os Estados Unidos.

Isto depois de Donald Trump ter admitido a possibilidade de se juntar à Arábia Saudita para combater o movimento Houthi. Liliana Reis avisa que esta nova frente de guerra pode ter implicações também para os europeus.

Vai impelir, naturalmente, os Estados Unidos a intervir para a proteção do seu aliado, da Arábia Saudita. O que nós podemos ter aqui é uma frente, e deve merecer a preocupação dos europeus, que pode também comprometer, do ponto de vista da segurança marítima, o estreito de Bab-el-Mandeb e também a navegação no mar Vermelho. Se nós já temos o estreito de Hormuz bloqueado e que nos tem provocado, do ponto de vista económico, os constrangimentos que tem provocado, se porventura o estreito de Bab-el-Mandeb também ficar condicionado, naturalmente que sairão daqui problemas adicionais.

Liliana Reis, convidada do gabinete de guerra da Rádio Observador, especialista em Relações Internacionais, associa estes ataques dos Houthis ao Irão, tendo em conta que este é um grupo rebelde apoiado precisamente por Teerão.

O presidente da Federação Portuguesa do Táxi pede medidas concretas para fazer face ao aumento do custo de vida, sobretudo o preço dos combustíveis.

O PS quer ouvir com urgência no Parlamento mais de uma dezena de entidades de alguns setores mais expostos ao aumento dos custos da energia. A Federação Portuguesa do Táxi é uma dessas entidades. Carlos Silva, o presidente, escutado pela Rádio Observador, diz que propostas para baixar o custo de vida são bem-vindas e, no caso do setor do táxi, pede estas medidas em concreto.

Quando se vai adquirir o combustível, os profissionais do táxi tivessem uma redução do ISV, um apoio ao combustível verdadeiramente equivalente, como existe em outras atividades, como o transporte pesado de passageiros e as mercadorias. E não essas medidas avulsas. Depois, para evitar que fique tão dependente dos combustíveis, deveria se apoiar de uma forma mais rápida e se calhar mais incisiva sobre a descarbonização, para haver uma opção dos industriais pelos veículos elétricos.

Algumas das medidas que a Federação Portuguesa do Táxi gostava de ver incluídas na proposta de orçamento do Estado, que ainda vai ser discutida em sede de especialidade. O PS pede que estas audições no Parlamento ocorram com caráter de urgência. O requerimento já foi enviado à Comissão Parlamentar de Energia.

A Câmara de Vila Franca de Xira quer demolir todas as habitações precárias e construídas ilegalmente no concelho. Os moradores acusam a autarquia socialista de estar mais interessada em apenas dar uma boa imagem.

Há cerca de um ano, a PSP realizou uma operação em bairros da freguesia do Sobralinho. Na altura, a Polícia de Segurança Pública identificou 37 moradores, 11 habitações precárias ocupadas de forma ilegal e 11 construções devolutas. Aos moradores foi dito que estas habitações iam ser demolidas e que estes residentes seriam mais tarde realojados. Um ano depois, a Agência Lusa voltou ao local, confirmou que o cenário não mudou. As construções devolutas mantêm-se. A autarquia liderada pelo socialista Fernando Paulo Ferreira garante que estão em curso procedimentos para que se possam demolir estas habitações e arranjar alternativas ao realojamento.

Na oposição, a coligação Nova Geração, que junta PSD e Iniciativa Liberal, acusa a Câmara de assumir a postura do presidente da Câmara de Loures.

Ricardo Leão, que avançou precisamente com demolições no concelho, uma decisão que gerou polêmica na altura. David Pato acusa o executivo da Câmara de Vila Franca de Xira de estar a querer seguir as pisadas de Loures.

Houve o efeito Ricardo Leão. O senhor presidente de Câmara quis dar uma de presidente da Câmara de Loures e chegar aqui e dizer que ia demolir tudo. Mesmo que isso tivesse acontecido, não era assim que se fazia, mas a verdade é que não demoliu nada. E a pergunta é: vamos demolir e as pessoas ficam na rua, ficam na comunidade do Sobralinho, ficam na comunidade da Alverca? Essa é a pergunta que devemos fazer. A resposta é: não, não demoliu, prometeu que ia demolir e não demoliu, tanto como confirmaram, as barracas continuam cá. Continuam as devolutas, mas continuam todas as outras e as pessoas continuam a viver em barracas. Aquilo que nós temos que dizer, e com toda a frontalidade, é: queremos dar casas a estas pessoas e que elas cumpram suas responsabilidades perante a sociedade.

David Pato, vereador da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, insiste também na necessidade de realojamentos destes moradores. Moradores que, escutados pela Agência Lusa, acusam a Câmara Municipal de apenas querer causar boa imagem e de não oferecer soluções alternativas para promover o efetivo realojamento.

Vamos ter mais um episódio do programa "Português Suave" já depois deste jornal. Antes disso, outras notícias em destaque a esta hora.

A autoestrada número 1, A1, está cortada no sentido norte-sul, na zona de Aveiras de Cima, por causa de um acidente com um caminhão esta manhã. Não há registo de feridos, mas o acidente obrigou ao corte da circulação automóvel e não há previsão para reabertura. A informação é confirmada ao Observador por fonte oficial da GNR. A Guarda Nacional Republicana indica que os condutores que seguem no sentido norte-sul da A1 devem fazer o desvio em Aveiras de Cima para a estrada nacional. Mais três subiu o número de mortos na sequência do ataque da Rússia contra a região ucraniana de Zaporíjia. Vinte vítimas mortais, é o balanço atualizado. O número de feridos também subiu: 37, mais 21 face ao último balanço. O governador de Zaporíjia revela que este sábado as forças russas fizeram mais de 900 ataques contra 51 localidades da região. Campeonato Mundo de MotoGP, o italiano Marco Bezzecchi, em Aprilia, venceu esta manhã o Grande Prêmio da Indonésia. O segundo a cortar a linha de meta foi o espanhol Raúl Fernández. A última vaga do pódio foi para o anticampeão do mundo, Jorge Martin, que com este resultado ultrapassou o compatriota Marc Márquez, passa agora a liderar o Campeonato Mundo de MotoGP.

Está por segundos o início da corrida Superpole no Circuito do Estoril. Miguel Oliveira, da BMW, vai sair da quinta posição. Mais logo, às 15h30, a corrida dois das Superbikes, de novo com o português Miguel Oliveira a correr o Circuito do Estoril.