As notícias das 13h
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Uma da tarde. Está a começar o Jornal da Uma, na Rádio Observador, com edição do José Rafael Lopes. E José, começamos este jornal pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, que vai pedir a demissão dos quatro dirigentes do INEM para o cargo de chefia regional. Estas nomeações estão a ser consideradas ilegais e o sindicato apela mais uma vez ao governo para que demita o presidente do INEM.
Em causa está a notícia avançada esta manhã pelo jornal Público de que algumas nomeações feitas pelo atual presidente do Conselho Diretivo do INEM são ilegais. Luís Cabral escolheu quatro médicos para cargos de liderança de serviços regionais sem que estes tenham a categoria de assistente graduado, um estatuto previsto no regime de carreiras médicas para funções de chefia. A direção do INEM contesta esta interpretação e em resposta ao Público garante ter seguido as regras previstas no estatuto do SNS. Já na Rádio Observador, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar diz que o instituto devia ter escolhido médicos graduados que, além de terem esta categoria, têm mais experiência para desempenhar funções de chefia. É o que defende Rui Lázaro, presidente do sindicato.
O INEM devia ter escolhido médicos assistentes graduados ou assistentes graduados seniores. As motivações vão além dos imperativos legais, é que são estas categorias médicas que detêm a competência e a experiência necessárias para o desempenho de funções de chefia. É este o entendimento da lei, é também o entendimento da própria Ordem dos Médicos. Aparentemente, não é o entendimento do seu presidente do INEM, apesar de ter médicos com esta categoria nos quadros do INEM há vários anos, com uma vasta experiência.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar já tinha pedido na última semana à ministra da Saúde a demissão do presidente do INEM. Rui Lázaro reitera essa necessidade, diz que é uma vontade da esmagadora maioria dos trabalhadores do INEM e acusa Luís Cabral de já não ter margem política para ocupar o cargo.
Esse pedido de demissão que nós fizemos, já por escrito, algumas semanas atrás, à senhora ministra da Saúde e ao senhor primeiro-ministro, é de alguma forma ultrapassado pelo pedido de demissão votado e aprovado na Assembleia Geral de Trabalhadores. Se uma assembleia geral, uma reunião magna, entende e aprova por esmagadora maioria a demissão do dirigente público, deixa de haver qualquer margem política para se manter em funções. E não sendo o próprio a pedir a sua exoneração, terá que ser o governo a exonerá-lo tão breve quanto possível, sob pena das consequências para os cidadãos se vinham a agravar.
Declarações de Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, entrevistado pelo jornalista Ricardo Lopes. Este sindicato vai pedir a demissão dos quatro dirigentes do INEM nomeados para chefias regionais por não terem a categoria de médicos graduados necessária para desempenhar funções.
E quatro municípios da chamada região Oeste, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, vão receber um reforço para reparar os estragos do mau tempo sentido no início do ano.
A decisão foi publicada hoje em Diário da República. De acordo com o despacho do Ministério das Finanças e da Economia, o governo decidiu reforçar o Fundo de Emergência Municipal com cerca de € 4 milhões, que vão ser transferidos para os municípios afetados pelo mau tempo. A estrutura de missão de reconstrução da região Centro tinha apurado danos particularmente significativos nos quatro conselhos do distrito de Lisboa. O reforço das verbas foi justificado com o caráter de urgência para reposição de condições mínimas de segurança. Até o momento, os Ministérios das Finanças e da Economia autorizaram a transferência de € 75 milhões para o Fundo de Emergência Municipal, valor que é agora reforçado para serem transferidos a título de adiantamento para 84 municípios do país que tiveram estragos devido ao mau tempo no início do ano.
E o secretário-geral do Partido Comunista diz que a reforma da Segurança Social seria muito apetecível para o governo.
Paulo Raimundo fala num executivo apressado à procura de encontrar uma forma de regressar ao tema. O líder do PCP diz que o estudo sobre a sustentabilidade da Segurança Social encomendado pela ministra do Trabalho é precisamente prova disso mesmo e é uma forma de, diz Paulo Raimundo, o governo sondar essa possibilidade para breve.
Nós estamos perante um governo que está apressado. O governo está com pressa em procurar cumprir o mais possível os compromissos que tem com os grandes grupos económicos. E convenhamos que o assalto à Segurança Social, o assalto ao dinheiro da Segurança Social é muito apetecível. Não é para mim, não é para si, é muito apetecível para os grandes grupos económicos. E, portanto, o governo está, desculpe a expressão, a apalpar o terreno. Se perceber que há aqui uma possibilidade, vai arranjar uma argumentação qualquer.
O líder dos comunistas deixa ainda crítica à recompra da REN anunciada pelo primeiro-ministro na rendez-vous dos sociais-democratas. Diz que é difícil acreditar no governo que ao mesmo tempo que anuncia a intervenção numa empresa, está a alienar participações noutra, como é o caso da TAP.
E o eurodeputado do PSD, Paulo Cunha, espera que Espanha recue na intenção de transferir 500 menores desacompanhadas de Ceuta para o continente.
O governo espanhol e o governo autónomo de Ceuta chegaram ontem a acordo para transferir para o território espanhol 500 raparigas que estão sozinhas e a viver nas ruas da cidade espanhola de Ceuta. Na comissão de inquérito aqui na Rádio Observador, o eurodeputado social-democrata Paulo Cunha diz que esta medida não respeita o superior interesse destas crianças.
O que eu desejo é que o governo espanhol não leve por diante esta intenção, porque as crianças não ficarão melhor protegidas porque saem de Ceuta. As crianças ficarão melhor protegidas se forem para Marrocos, se regressarem às suas famílias. Hoje a notícia fala do superior interesse da criança, como se o superior interesse da criança fosse deslocá-las para comunidades autonómicas. Veja o que acontecerá, imagine se dois irmãos ficarem separados, um em cada comunidade Se continuarem sem estar com os seus pais, como viviam em Marrocos. O superior interesse da criança é restar à família, é estar no seu quadro familiar.
Paulo Cunha acusa ainda a Espanha de estar totalmente desalinhada em relação aos 27, no que diz respeito ao interesse dos migrantes.
E este superior interesse do migrante obriga a que haja um sentido de responsabilidade de todos os 27 países que integram o espaço da União Europeia. Espanha é um país que está completamente desalinhado numa política que se autoapelida de progressista, importa também perceber muito bem o que isso significa, mas cujo objetivo é mostrar ao exterior que Espanha tem uma posição diferente do resto da Europa.
Paulo Cunha, entrevistado na Comissão de Inquérito na Rádio Observador, admite ainda que esta crise migratória de Ceuta pode ter impactos no futuro do espaço livre de circulação na Europa.
E na Ucrânia subiu o número de mortos após os ataques russos da última madrugada. Pelo menos 16 pessoas morreram nesses bombardeamentos.
Kiev foi atacada em força pela Rússia com o uso de mísseis balísticos que não foram interceptados na totalidade pelas defesas aéreas da Ucrânia. O balanço anterior dava conta de 12 mortos e mais 30 feridos. Subiu agora para 16 pessoas que morreram. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a acusar Moscovo de escalar este conflito e deixou um apelo para que sejam fornecidos mais sistemas de defesa Patriot à Ucrânia. Na capital ucraniana, foram atingidos vários edifícios residenciais, um hospital e uma escola.
E a presidenta da Comissão Europeia acusa a Rússia de atacar civis por estar a perder a guerra na Ucrânia.
Numa publicação nas redes sociais, Ursula von der Leyen adiantou estar a coordenar com os Estados-membros da União Europeia e os parceiros, o reforço das capacidades antibalísticas da Ucrânia. Diz von der Leyen que é a forma de garantir que as forças ucranianas dispõem de meios necessários para evitar a perda de vida humana. A responsável pela Comissão Europeia diz ainda que a Rússia está a perder a guerra e, como tal, começou a retaliar com ataques a civis e a infraestruturas civis.
E o Irão acusa Donald Trump de estar a criar uma distração com a prometida guerra económica contra este país do Médio Oriente.
E que vai fracassar. É o que diz o governo iraniano ao anúncio de Donald Trump, que ontem anunciou uma guerra económica inédita contra o Irão. O presidente norte-americano fala numa operação económica devastadora, anúncio feito na rede social Truth Social, e exige, Donald Trump, que exista um boicote imediato de todos os países às relações comerciais com o Irão. Deixa também ameaças. O presidente dos Estados Unidos avisa que qualquer país que ajude ou que faça negócios com o Irão, vai também sofrer consequências económicas.
Uma hora e oito minutos. José, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?
A China acusou os Estados Unidos de discriminarem os produtos vindos da China, depois de Washington ter anunciado na semana passada uma tarifa de 100% sobre drones. Numa conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério do Comércio da China apresentou estas novas tarifas como um exemplo errado de protecionismo aplicado sob o pretexto de segurança nacional. Diz também o governo chinês que estas exportações chinesas de drones para os Estados Unidos se destinam principalmente para utilizações civis, como a agricultura, a inspeção de equipamentos e o setor audiovisual e do entretenimento. Em Espanha foram registadas quase 4500 mortes relacionadas com o calor entre junho e agosto. É o valor mais elevado para este período desde 2022. A informação é do Instituto de Saúde Carlos III. O mês de julho deste ano, em Espanha, foi o mês mais quente no país desde o início dos registros de temperatura em Espanha.
Foi o Jornal da Uma, com edição do José Rafael Lopes.