13h. Ministra do Ambiente defende cautela na utilização da energia renovável
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É uma hora. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do Miguel Viterbo Dias. Miguel, o Presidente da República e o Primeiro-Ministro estiveram lado a lado a inaugurar a nova Escola Secundária de Cascais.
Com Luís Montenegro a sinalizar que António José Seguro está atento ao que se passa no setor, o Primeiro-Ministro diz que o Presidente da República está interessado no que se passa na escola pública e que partilham da mesma visão para a educação. Na inauguração da nova escola secundária em Cascais, estiveram presentes não só o chefe de Estado e líder do Governo, mas também o Ministro da Educação, Fernando Alexandre, que tem estado debaixo de polêmica. A acompanhar esta inauguração, esteve o jornalista do Observador, Ricardo Lopes. Luís Montenegro e António José Seguro mostraram algum alinhamento de posições, Ricardo?
Pelo menos, Miguel, o Primeiro-Ministro quis passar precisamente essa mensagem. Depois de muitos cumprimentos e abraços aos alunos enquanto visitavam esta nova escola novinha em folha, o Primeiro-Ministro e o Presidente da República sentaram-se lado a lado na primeira fila para assistir ao resto da cerimônia de inauguração. Bem perto estava também o ministro da Educação e depois do presidente da Câmara de Cascais, foi a vez de Luís Montenegro usar da palavra e não tardou a aproveitar esta ocasião pra elogiar o chefe de Estado e garantir que o governo e António José Seguro olham com os mesmos olhos para a educação.
Este ano...
Não era este som que queríamos ouvir, era precisamente este.
Um presidente da República sempre muito atento, empenhado e interessado naquilo que se passa na escola, em todos os níveis de escolaridade, com uma visão que é partilhada com o governo, de que o processo formativo dos cidadãos e a concretização da democracia e da liberdade começa precisamente na escola.
A crise nos exames nacionais chegou a levar o Presidente da República a falar sobre a situação. Depois de reunir com o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro voltou a lembrar o processo de digitalização da correção das provas, admitiu os problemas e não descarta outros desafios para este ano, mas garante que é tudo em prol do progresso.
Este ano que começa comporta novos desafios, como aquele que terminou, teve também as necessidades que tiveram de ser preenchidas e os objetivos que tiveram de ser alcançados. Muitas vezes com dificuldade, muitas vezes com a necessidade de estarmos predispostos a aguentar o tempo da mudança, o tempo do progresso.
O processo de transformação foi posto à prova e teve problemas, diz Luís Montenegro, mas ressalva que todos eles se suplantaram. Discurso feito, foi a vez de António José Seguro subir ao púlpito. E se Luís Montenegro tinha sublinhado o facto do Presidente da República estar atento aos temas da educação, Seguro provou isso mesmo e pediu ambição para melhorar os índices dos alunos portugueses.
Os resultados do PISA mostram que Portugal tem muito caminho a percorrer. Infelizmente, a expressão correta é muito caminho a recuperar. Com essa recuperação, temos todos de avançar melhor. É por isso que é obrigatório olhar para esses resultados com serenidade, mas também com ambição.
O apelo de António José Seguro, aqui com a referência ao relatório PISA, que mostra que os alunos portugueses estão a perder conhecimentos e competências. Discursos de Luís Montenegro e António José Seguro, mais de três meses depois, o Primeiro-Ministro e o Presidente da República voltaram a ter agenda pública no mesmo evento.
Uma agenda acompanhada pelo jornalista Ricardo Lopes na inauguração da Escola Secundária de Cascais, que deixa assim de ser provisória mais de 50 anos depois de ter entrado em funcionamento.
E o secretário-geral do PS, Miguel, quer criar um Serviço Nacional de Habitação.
Em declarações aos jornalistas em Matosinhos, onde está acompanhado pela presidente da Câmara Municipal Luísa Salgueiro, o líder socialista diz que os problemas no acesso à habitação afetam todas as gerações. O partido vai propor a criação de um Serviço Nacional de Habitação que torne o acesso a uma casa bem mais acessível.
Nós hoje damos o primeiro passo para a constituição, a criação do Serviço Nacional de Habitação acessível para todos, que mobilize os recursos e os instrumentos normativos que o Estado já tem, mas que os articule com as autarquias, com as áreas metropolitanas, com os setores públicos, privados, cooperativos e sociais, para mobilizar todas as forças para responder àquela que é a principal prioridade das pessoas neste momento. Porque apanha os avós, apanha os pais e apanha os netos. Apanha todas as gerações.
José Luís Carneiro, aos jornalistas, diz que esta proposta quer construir uma estratégia pra próxima década e acusa o governo de Luís Montenegro de ter agravado ainda mais a crise no setor.
Aquilo que o governo fez até agora foi agravar um problema. Já tinha um problema, mas agravou o problema. Nós deixámos ficar, como disse às suas colegas, uma estratégia de habitação que permitiu requalificar ou construir 31 mil novas habitações. Eram mais de 32 mil, ficaram pra trás 1.800, mas mesmo assim foram entregues 31 mil, como disse há dias o Primeiro-Ministro, mas deve-se à estratégia de planeamento do PS, aos mecanismos de financiamento que foram encontrados. Agora, do que estamos a falar é de lançar uma estratégia para os próximos dez anos para responder a esta prioridade política nacional.
Secretário-geral do PS, que está em Matosinhos pra uma iniciativa sobre habitação. Ontem, José Luís Carneiro voltou a garantir que este vai ser o tema central da agenda socialista durante o próximo mês.
E em dia de subida do preço dos combustíveis, a ministra do Ambiente defende uma utilização cautelosa da energia renovável.
Numa altura em que o país enfrenta uma crise energética e os combustíveis atingem o valor mais alto de sempre, Maria da Graça Carvalho enaltece o papel da energia hidroelétrica na proteção do país face à subida dos preços da energia. Ainda assim, pede cautela na utilização deste tipo de energia para manter todo o sistema equilibrado.
Nós produzimos e temos estado protegidos em relação à subida do preço do gás, porque temos muita renovável e temos uma renovável que é Preciosa, que é a hídrica, que nos dá uma estabilidade ao sistema. Agora, se tivermos menos água, teremos que ter alguma cautela e algum cuidado em relação à utilização da hídrica, o que nos vai obrigar a usar mais gás, que está muito caro.
A ministra do Ambiente aos jornalistas em Soure, no distrito de Coimbra. Já esta manhã, na Rádio Observador, o ex-ministro da Economia, Carlos Tavares, defendeu a estratégia que está a ser utilizada pelo governo.
Penso que não pode e não deve, no sentido de que os preços representam um indicador para condicionar ou para determinar o comportamento dos agentes económicos. Seria errado alterar administrativamente os preços dos combustíveis de forma a tirar-lhes essa característica de indicador do que deve ser o comportamento dos agentes económicos.
Carlos Tavares sugere, por isso, que os consumidores sejam mais poupados. O antigo ministro de Durão Barroso rejeita ainda que estejamos a passar por um momento dramático no que toca o aumento dos preços, mas pede ação ao governo para executar reformas para melhorar a vida do país, tal como tem sido pedido também por Pedro Passos Coelho.
E a ministra da Saúde antecipa descontentamento no setor com a execução de reformas no SNS.
Ana Paula Martins defende que o Serviço Nacional de Saúde não tem de manter regimes especiais a pessoas ou empresas, é o que escreve num artigo de opinião publicado no Jornal de Notícias. Ana Paula Martins faz um balanço dos dois anos e meio à frente da pasta da Saúde e garante que até o final do ano serão tomadas novas medidas. A ministra vai estar esta tarde na inauguração de uma instituição privada em Sintra, mas entretanto a Associação de Médicos de Tarefa espera para ver os valores que os prestadores de serviço vão receber. Isto porque a 1 de julho entrou em vigor um novo decreto lei que regula a prestação de trabalho médico à tarefa no SNS, mas a portaria com os novos valores tarda em ser publicada.
E em 2019, Mário Centeno propôs a António Costa deixar o Ministério das Finanças para reformar a gestão da saúde.
O ex-primeiro-ministro nunca respondeu à proposta. A revelação é feita por Mário Centeno no livro que vai lançar na sexta-feira. O jornal Público divulga esta manhã dois excertos. Mário Centeno explica que propôs a António Costa ter no governo um papel transversal que lhe permitisse promover mudanças na gestão da saúde. O ex-ministro das Finanças considerava que o setor precisava de alterações na forma como as contas e os recursos eram geridos. A proposta surgiu depois da vitória do PS nas legislativas de outubro de 2019, mas Mário Centeno acabou por continuar como ministro das Finanças.
E vários especialistas em relações internacionais redobram os alertas para a falta de capacidade da Europa em defender-se da Rússia.
Numa altura em que a guerra híbrida se espalha cada vez mais pela Europa, o tenente-general Marcos Serronha deixa um aviso de que a Europa não tem capacidade para se defender. Só nos últimos dois meses, os ataques de Moscovo visaram um aeroporto alemão, um comboio perto da fronteira ucraniana com a Polónia e também o espaço aéreo da Lituânia. A União Europeia já falou em terrorismo, a NATO em desespero de Vladimir Putin. E esta manhã, no Contracorrente da Rádio Observador, o tenente-general Marcos Serronha admitiu que a Europa não tem instrumentos suficientes para se defender da Rússia.
Sob o ponto de vista de dissuasão convencional, nós temos um problema gravíssimo, que é o problema da dissuasão defensiva. Nós não temos instrumentos para nos defendermos daquilo que a Rússia tem. E isso é uma vantagem para a Rússia? É, porque a Rússia vai exatamente explorar isso. Essa vulnerabilidade é o apetite.
O tenente-general Marcos Serronha no Contracorrente da Rádio Observador, onde se debateu os resultados das eleições russas, bem como o estado do conflito com a Ucrânia.
Numa edição que já está disponível nas plataformas podcast. Dez minutos para lá da 13h. Miguel, que outras notícias marcam a atualidade?
Os órgãos de comunicação social norte-americanos que Trump proibiu de entrar na Casa Branca vão processar a administração ao abrigo da Primeira Emenda. Os jornalistas da CNN, da MSNow e do Político estão impedidos de aceder aos espaços de trabalho dentro da Casa Branca. A CNN e a MSNow estão também impedidas de utilizar o equipamento de televisão e os locais para câmaras dentro das instalações da Casa Branca. Este pedido de emergência será apresentado a um juiz federal do Tribunal de Washington e poderá resultar em audiências e alegações jurídicas por parte da administração americana já esta semana. Apesar do desgaste provocado pelos casos à volta de Luís Neves, a Polícia Judiciária parece estar a resistir à pressão das polémicas. Uma nova sondagem conclui que, apesar das investigações ao ministro da Administração Interna, a confiança dos portugueses mantém-se em níveis elevados. Sessenta por cento dos inquiridos na sondagem da Aximage para a ADN confiam na Polícia Judiciária. Segundo este estudo de opinião, a PJ é a segunda instituição com maior confiança dos portugueses, fica apenas atrás das Forças Armadas, que chega aos 62% de confiança.
Miguel Vitor Dias e o Jornal da Uma.