15h. PS acusa Chega de fragilizar Polícia Judiciária com Comissão de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na direção nacional
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Notícias na Rádio Observador. É o Jornal das Três, com edição de José Rafael Lopes. E José, o PS acusou o Chega de tentar fragilizar a PJ com uma comissão parlamentar de inquérito sobre os mandatos do ministro Luís Neves na Direção Nacional.
Eurico Brilhante Dias diz ter ficado surpreendido com o pedido de André Ventura, que anunciou hoje essa comissão parlamentar de inquérito. O líder parlamentar do PS lamenta o timing do Chega para avançar com a iniciativa e levanta dúvidas quanto às intenções do partido ao propor uma comissão de inquérito ao caso. Eurico Brilhante Dias recorda as alegadas ligações do partido Chega a movimentos extremistas de extrema-direita, investigados pela polícia.
Por que o Chega quer fragilizar a Polícia Judiciária? Quer fragilizar a Polícia Judiciária por causa das investigações da ligação do 1143 ao Chega? Quer fragilizar a Polícia Judiciária pelas ligações do Movimento Armilar, que tinha uma lista de alvos de indesejáveis e que tem inequívocas ligações ao partido Chega? O partido Chega está a atacar a Polícia Judiciária porque tem algum receio sobre as investigações que ligam alguns financiadores ao partido Chega?
As perguntas de Eurico Brilhante Dias em conferência de imprensa, depois do Chega ter anunciado, para setembro, uma comissão parlamentar de inquérito sobre os anos em que Luís Neves era diretor nacional da Polícia Judiciária. O agora ministro da Administração Interna já reagiu a essa iniciativa do Chega. Luís Neves fala numa oportunidade para esclarecer tudo o que há para esclarecer. O ministro diz não ter medo e até agradece a oportunidade.
Ainda bem. Conforme já disse anteriormente, estou totalmente disponível para, em todos os fóruns, prestar todos os esclarecimentos. É uma boa altura para saber e para se conhecer o meu legado à frente da Polícia Judiciária. Portanto, conforme já disse, no meu tempo próprio, prestarei os esclarecimentos, cá pouco me foi colocada aqui a questão, penso pela RTP, que os portugueses merecem.
A reação de Luís Neves a este anúncio do Chega. O partido avança com uma comissão parlamentar de inquérito aos anos em que o agora ministro era diretor nacional da Polícia Judiciária, em setembro, depois das férias parlamentares.
E também a Iniciativa Liberal quer explicações de Luís Neves.
O partido vai avançar com uma comissão parlamentar permanente ao ministro da Administração Interna, garantia deixada por Mariana Leitão. A líder do partido diz que Luís Neves já não pode adiar mais os esclarecimentos que deve.
Precisamos de esclarecimentos urgentes. O senhor ministro pode achar que os vai dar quando bem entender. Nós queremos que eles sejam dados já. E por isso mesmo fizemos um requerimento, que vai ser obviamente para convocar uma conferência de líderes e para se marcar uma comissão permanente o mais depressa possível, para que o senhor ministro possa ir ao Parlamento explicar tudo o que há para explicar. Porque a legitimidade dele fica em causa cada dia que ele não dá explicações.
Declarações da presidente da Iniciativa Liberal à margem de uma ação do partido em Lisboa sobre o preço dos combustíveis. Ainda assim, sobre essa comissão parlamentar permanente ao ministro da Administração Interna, Mariana Leitão revela que o requerimento ainda não foi entregue.
E agora voltamos ao tema dos exames e já depois de ter terminado a segunda fase, o PS diz que avança com uma comissão de inquérito se o ministro da Educação não esclarecer as questões do partido até setembro.
Aviso deixado por Eurico Brilhante Dias. O Partido Socialista vai enviar um conjunto de perguntas ao ministro da Educação e dá essa data até setembro para Fernando Alexandre responder. O PS quer saber mais sobre uma pergunta específica do exame de Português, que poderá ter sido idêntica a uma questão que estava num dos livros de apoio aos exames, bem como mais informações sobre a forma como foram corrigidos os exames nacionais. Caso estas perguntas não sejam respondidas pelo ministro da Educação até setembro, o PS assegura que avança com uma comissão parlamentar de inquérito.
O Partido Socialista espera que essa resposta venha até ao início do mês de setembro e se a resposta não vier ou não for esclarecedora, a resposta a esse conjunto de questões, terminado que esteja o processo de acesso ao ensino superior, o Partido Socialista tomará a iniciativa de lançar uma comissão parlamentar de inquérito no Parlamento.
O aviso deixado por Eurico Brilhante Dias na sede do Partido Socialista. Ainda hoje, o grupo parlamentar do PS vai enviar o documento com as perguntas que quer ver respondidas por Fernando Alexandre.
Agora noutra pasta, o ministro da Economia e da Coesão Territorial reitera que o governo está atento ao aumento do preço dos combustíveis.
A estimativa da ANAREC para a próxima semana dá conta de um aumento de €0,09 no gasóleo, €0,035 na gasolina, caso a tendência atual se mantenha. Manuel Castro Almeida garante que o governo está vigilante perante o aumento do preço dos combustíveis e a avaliar se são necessárias novas intervenções, além do desconto no ISP, que já está em vigor.
O governo continua atento ao assunto. Há um desconto que nós estamos a fazer neste momento e que vai ser mantido. Há uma regra que foi definida, que era de apoiar ou de incentivar ou subsidiar o preço do gasóleo quando ele subisse mais do que €0,10 do preço antes da guerra. Essa regra está em vigor, mas o governo continua atento para avaliar permanentemente se se justificam ou não novas intervenções.
O ministro da Economia, aqui um registo da Agência Luz, em Viana do Castelo, numa altura em que a ANAREC prevê nova subida dos combustíveis na próxima semana.
E José, está marcado para hoje o funeral de Luís Represas. O músico morreu esta quarta-feira após doença prolongada.
O funeral decorre na Basílica da Estrela, em Lisboa. A cerimônia fúnebre está reservada à família e aos amigos mais próximos, mas antes, Ricardo Lopes, agora em direto, há ainda um momento aberto ao público.
O funeral é reservado à família, como dizias. No entanto, antes há uma cerimónia religiosa, uma missa aberta ao público aqui na Basílica da Estrela, que tem início marcado precisamente para esta hora, para permitir que qualquer pessoa possa vir prestar a última homenagem a Luís Represas. Chegou também há instantes o presidente da República, António José Seguro, que era amigo pessoal de Luís Represas. Ontem também aqui estivemos, na Basílica da Estrela, no velório do músico. Várias personalidades portuguesas, desde a música à política, quiseram marcar presença. Escutámos alguns testemunhos emocionados de pessoas que mantinham uma relação íntima e próxima com o fundador e vocalista dos Trovante, como é o caso, por exemplo, de Manuela Ramalho Eanes, a mulher do antigo presidente da República Ramalho Eanes, ou do presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, que ambos lembravam um amigo que nunca mostrou estar debilitado fisicamente. Também na política nacional, ouvimos José Luís Carneiro a sublinhar o papel importante do músico para a autodeterminação do povo timorense, Timor-Leste, que também se fez e faz hoje representar na cerimónia fúnebre. O conselheiro da embaixada trazia consigo uma bonita coroa de flores e disse que o país abraçava também esta perda como sendo deles. Também está cá hoje Libório Pereira, que entrou nestes últimos minutos. Destaque também para figuras da política nacional, para a presença no dia de hoje, já que aqui tinham estado ontem, de Carlos Moedas e Marcelo Rebelo de Sousa. Da indústria da música, José, registo a presença de Tozé Brito e Rui Veloso. Hoje, como disse no início, não deve haver tanta movimentação aqui ao redor da Basílica. A cerimónia será mais reservada a amigos próximos e família. Não há a enchente registrada ontem, que tornou inclusive a Basílica pequena para tanta gente. Decorre agora, então, este último momento, uma missa aberta ao público. A entrada, ao contrário de ontem, é feita pela porta principal da Basílica, para que as pessoas possam dizer esse último adeus a esta que foi uma das principais figuras do panorama cultural português dos últimos 50 anos. Depois, José, e para terminar, o corpo seguirá para o Cemitério dos Prazeres, em Campo de Ourique. É uma curta viagem de cerca de cinco, seis minutos, onde se vai realizar o funeral.
A reportagem do Ricardo Lopes a partir da Basílica da Estrela. Luís Represas morreu esta quarta-feira. O músico português tinha 69 anos, estava a combater um cancro no pulmão.
E agora no Estoril Open, Tiago Torres foi eliminado nos quartos de final.
O tenista português perdeu com o francês Hugo Gaston em dois sets pelos parciais de 6x3 e 6x4. Tiago Torres já tinha surpreendido ao passar as duas primeiras rondas. Diz agora adeus ao torneio ATP português. Já Gaston vai defrontar na próxima ronda o vencedor do encontro entre o russo Andrey Rublev e o francês Luca Van Assche. Esta tarde há outro português em prova no Estoril Open, Jaime Faria, mete forças com o italiano Luciano Darderi.
E na atualidade internacional, o sul da Europa enfrenta neste momento vários incêndios. A situação mais crítica é em Espanha.
É já o pior incêndio alguma vez registrado perto de Madrid, de acordo com o governo regional. Foi declarada emergência nacional durante a noite devido aos incêndios que assolam a região, áreas de onde já foram retiradas mais de 19 mil pessoas. Espanha já acionou os mecanismos de proteção civil europeia. Espera, neste momento, quatro aviões de combate a incêndios na União Europeia.
E agora, 10 minutos para lá das 15h, vamos ao noticiário local.
Começamos em Almada. A Câmara Municipal está a substituir mais de 30 mil luminárias por equipamentos com tecnologia LED. A intervenção visa reduzir em mais de 74% os custos da iluminação pública do Conselho. A autarquia adianta que esta iniciativa representa um investimento de cerca de 20 milhões de euros. Em Lisboa, vai regressar a Volta a Portugal à Vela, depois de mais de duas décadas sem acontecer. A competição foi realizada pela última vez em 2003. Volta já amanhã à costa portuguesa, com partidas e chegadas em várias cidades, incluindo Vila Nova de Gaia, Figueira da Foz, Cascais, Sines e também Portimão. O evento conta com 31 embarcações. Em Famalicão, a Câmara Municipal vai ajudar na compra de cadernos de atividades e de material escolar para os alunos do primeiro ciclo. A medida implica o investimento de mais de 250 mil € para cerca de cinco mil alunos. Os vouchers vão ser emitidos em agosto. Em Santa Maria da Feira, a autarquia abriu um período excepcional de candidaturas ao programa de apoio à cultura. Destina-se à implementação de atividades promovidas por associações sem fins lucrativos. As candidaturas decorrem até o dia 24 de agosto. Os resultados são anunciados até 26 de setembro. Em Santarém, o município da Golegã criou uma rede de bibliotecas livres. O projeto Um Conselho a Ler permite levantar livros de forma gratuita e anônima e até deixar livros novos. Para isso, várias localidades têm caixas de livros instaladas em áreas de lazer e com afluxo turístico. Em Leiria, o Posto de Turismo da Batalha acolhe a partir de amanhã a exposição A Batalha d'Antigamente. É uma coleção de Alfredo José Barros, que convida o público a conhecer a história da Batalha e a identidade do Conselho. Pode ser vista diariamente entre as 10h e 18h, até o dia 25 de agosto. A entrada para esta exposição, A Batalha d'Antigamente, é livre.
E assim fechamos o jornal das 15h, edição do jornalista José Rafael Lopes. Até logo.
Até já.