As notícias das 18h
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Notícias. Jornal das 6 com o José Rafael Lopes. José, o secretário-geral do PCP garante que se o executivo da AD quiser pôr a mão no dinheiro dos contribuintes, vai ser derrotado.
Declarações feitas hoje em Portalegre, em reação ao estudo pedido pelo governo nesta semana, que aponta um déficit na Caixa Geral de Aposentações há cerca de um ano atrás. Neste mesmo concelho alentejano de Fronteira, Paulo Raimundo tinha deixado o alerta de que os trabalhadores iam derrotar o pacote laboral proposto pelo governo, que acabou por acontecer. Agora, o líder comunista deixa um novo aviso. Garante Paulo Raimundo que vai fazer parte da resistência.
Se o governo se atrever a querer pôr a mão no dinheiro do trabalho, a querer pôr a mão no dinheiro da Segurança Social, para privatizar a Segurança Social, para transferir o dinheiro do trabalho para a mão do capital, atreva-se! Vai ter aqui a resistência, a luta, a resposta dos trabalhadores contra mais esta ofensiva e vai ser novamente derrotado. Atreva-se, atreva-se para ver o que lhe vai acontecer.
É o aviso deixado pelo secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, ao executivo da AD esta tarde em Fronteira, em Portalegre.
O Presidente da República diz que cada órgão de soberania tem de assumir responsabilidades.
Resposta de António José Seguro quando questionado sobre as mais recentes polémicas em torno do ministro da Administração Interna, Luís Neves. O chefe de Estado quer também que as investigações em curso sejam concluídas o mais rapidamente possível.
Eu reafirmo aquilo que já disse. Eu sou um presidente muito atento aos factos, falo com quem devo, onde devo e quando entendo que devo falar e respeito também muito as instituições. E a nossa Constituição é muito clara quanto às competências e às atribuições de cada órgão de soberania. E aquilo que eu desejo é que cada um assuma a sua responsabilidade. E também desejo outra coisa, que os inquéritos, as auditorias, as investigações que estão a ser feitas decorram o mais rapidamente possível para nós conhecermos as conclusões.
António José Seguro, em declarações aos jornalistas em Vila Nova de Cerveira. O Presidente da República aproveitou a ocasião para dizer que um país coeso não se mede pela força das capitais, mas sim pela vitalidade de todos os territórios.
O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior diz estar preocupado com o número de estudantes mais pobres colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior.
José Moreira diz que representam apenas 3% dos quase 50 mil colocados e que o contexto socioeconômico das famílias continua a determinar o acesso de muitos jovens ao ensino superior. Em particular, diz José Moreira, aos cursos mais competitivos.
Há uma correlação direta nos últimos anos entre aquelas formações que exigem uma nota de entrada mais elevada e a classe socioeconômica dos alunos que entram para estas formações. Portanto, isto quer dizer que estamos a ter aqui um filtro que tem a ver com a capacidade econômica das famílias. O que é preciso é encontrar modelos de funcionamento da escola pública em que os alunos sejam estimulados e as aprendizagens sejam estimuladas na escola pública, sem ser necessário recorrer a ajudas externas, como é o caso das explicações.
José Moreira diz ainda que é uma situação alarmante e que o ensino secundário precisa melhorar a forma como prepara os alunos.
Eu diria que, de facto, este é o número mais alarmante. Esse número tinha diminuído. Este ano subiu, mas subiu marginalmente, sobretudo quando comparamos com o número de candidatos que foram colocados. E nós cremos que isso acontece sobretudo pelo facto de o ensino secundário não estar a dar as respostas mais adequadas a estes estudantes. O que eu quero dizer com isto? Não quer dizer com isto que as escolas e os profissionais das escolas não o tentem fazer e não façam com sucesso em alguns casos, mas é preciso reforçar o apoio à qualidade do ensino secundário.
Declarações do presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, a dar conta da importância do contexto socioeconômico para os alunos que entram no ensino superior. Aqui um registo da Agência Lusa. As colocações da primeira fase já foram conhecidas, até um dia mais cedo do que seria suposto. Os estudantes colocados até dia 27 de agosto têm três dias para realizar a matrícula. As candidaturas à segunda fase do concurso decorrem entre 24 de agosto e 20 de setembro.
Cerca de 500 pessoas marcharam hoje em Lisboa para assinalar os 35 anos de proclamação da independência da Ucrânia.
Momento simbólico, numa altura em que o conflito entre a Ucrânia e a Rússia tem morto cada vez mais civis. A marcha, que começou no Parque Eduardo VII, continua em direção à Praça do Comércio, reuniu ucranianos e portugueses que, em conjunto, assinalaram a independência do país, embora a data só seja celebrada amanhã. Foram também organizadas marchas nas cidades do Funchal, de Faro e do Porto, todas promovidas pela Associação dos Ucranianos em Portugal. O objetivo é expressar a gratidão aos portugueses, mas também para apelar novamente ao apoio na defesa contra a agressão russa à Ucrânia.
Na atualidade internacional, a Noruega e Dinamarca vão reforçar o apoio financeiro na área da defesa aérea à Ucrânia.
O primeiro-ministro da Noruega anunciou um apoio financeiro à Ucrânia no valor de quase oito milhões de euros. Fez-lo em conferência de imprensa, após a reunião desta manhã em que se juntaram dirigentes dos oito países nórdicos e bálticos da Europa em Kiev. Segundo o primeiro-ministro da Noruega, este financiamento vai servir para despesas militares e humanitárias. Já a primeira-ministra dinamarquesa, também em declarações aos jornalistas em conferência de imprensa, anunciou que o país se comprometeu a desenvolver um novo sistema de mísseis com a Ucrânia.
Na Suíça, subiu para quatro o número de mortos após um incêndio num restaurante português.
Depois de no sábado terem sido encontrados dois corpos nos escombros, foram encontrados hoje outros dois, elevando para quatro o número de vítimas mortais. Na sexta-feira, a polícia suíça avançou que estavam cinco pessoas desaparecidas. Uma delas foi, entretanto, encontrada com vida. A polícia local assinalou que a identificação das vítimas mortais ainda não está concluída. Entre os feridos, há dois portugueses, num lote de oito feridos, um com ferimentos graves, outro com ferimentos ligeiros. É o que informa o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros.
A fechar. Na Fórmula 1, Lando Norris venceu o Grande Prêmio dos Países Baixos.
O piloto da McLaren foi o primeiro a cortar a meta em Zandvoort. É a segunda vitória esta temporada para o britânico, que partiu da pole position. Kimi Antonelli, da Mercedes, foi o segundo classificado no Grande Prêmio dos Países Baixos. Já George Russell, também da Mercedes, fechou o pódio nesta pista em Zandvoort. Com esta combinação de resultados, Kimi Antonelli mantém-se na liderança do Campeonato do Mundo de Pilotos.
Notícia de fecho do Jornal das Seis.