As notícias das 19h

🗓️ 2026-07-11 📁 science 📝 ⏱️ 👁️ : -

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António, boa tarde. Mais uma vez começamos com a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, que diz que a água da torneira em Almada pode apresentar alterações após os cortes no abastecimento.

A interrupção está programada para esta noite, a partir das 22h. A água deve voltar às 06h da manhã de domingo. O corte contempla as zonas de Pragal, Monte de Caparica, Caparica e Feijó. E segundo a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos, quando regressar às torneiras, poderá apresentar um aspecto esbranquiçado.

Apesar disso, o regulador ressalva que não está em causa a qualidade da água para consumo humano.

A mudança temporária deve-se à presença de ar nas condutas. Nos últimos dias têm sido relatadas sucessivas falhas de água em Almada, com especial incidência na costa de Caparica. Foi ativado o plano de contingência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento e criado um gabinete de crise.

E seguimos com a Associação Nacional de Freguesias, que vai exigir uma resposta sobre as verbas destinadas aos danos da tempestade Cristina.

A ANAFRE quer saber por que o dinheiro ainda não chegou às freguesias e exige que as autarquias locais não sejam reféns dos municípios. A associação tem sido muito crítica na forma como o cálculo dos danos é feito, por entender que as freguesias deveriam poder falar diretamente com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. O presidente, Francisco Branco de Brito, diz que já foi solicitado várias vezes, mas não conseguiram chegar a um valor total sobre quanto precisam as freguesias.

A ANAFRE quer também, António, que as freguesias beneficiem do IVA reduzido.

Esse anúncio recente foi feito hoje pelo presidente Francisco Branco de Brito, no fim de uma reunião do Conselho Geral em Guimarães. O presidente diz que não faz sentido muitas freguesias pagarem mais valor de IVA por ano do que aquele que recebem de financiamento.

Há freguesias que pagam mais valor de IVA por ano do que aquele que recebem de fundos de financiamento de freguesias. Não faz sentido que o Estado transfira para as freguesias, através do Fundo de Financiamento de Freguesias, dinheiro público e que depois as freguesias devolvam esse dinheiro em pagamento novamente ao Estado. Claro que não nos interessa perder financiamento, interessa-nos aqui manter o financiamento e, neste caso concreto, aumentar financiamento, mas também garantir que existe aqui um mecanismo de IVA reduzido para que nós possamos fazer a nossa atividade.

O ponto principal desta reunião da ANAFRE em Guimarães era discutir a proposta sobre a revisão da Lei das Finanças que a associação vai apresentar ao governo.

E António, a FENPROF considera patética a decisão do governo de pagar horas extraordinárias aos professores que estão a corrigir os exames nacionais do 12º ano.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, que enaltece o esforço que está a ser feito pelos docentes. O porta-voz do partido explica que o formato do pagamento está a ser definido, vai ser anunciado pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre. A decisão foi comunicada aos agrupamentos de exames do júri nacional. Confrontado com esta decisão, o secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, considera que o pagamento de horas extra não resolve o problema de fundo.

Está aqui em causa um processo escolar dos alunos, um percurso e a entrada no ensino superior. Era isso que eles queriam neste momento, e isso não se resolve com horas extraordinárias. A resolução passa por outras políticas para a educação. E isso, de facto, não acontece ainda. E não é o problema das horas extraordinárias, é o problema de perceber que tem que haver mudanças profundas no sistema educativo e depois vamos começar a tentar resolver o problema. Agora, este anúncio de horas extraordinárias parece-nos uma coisa, sinceramente, até patética.

A reação da FENPROF ao anúncio de Sebastião Bugalho. José Feliciano insiste ainda na falta de condições para a continuidade do ministro da Educação.

É estranho. Não sei se o governo já perdeu a confiança política no ministro Fernando Alexandre. Se apresenta um porta-voz, não é uma solução nenhuma a questão das horas extraordinárias, portanto, é no mínimo estranho. Até porque nós também entendemos que, face a tudo o que está a acontecer, o ministro da Educação não nos parece que tenha condições para continuar no cargo, não nos parece que esteja à altura das exigências e das responsabilidades inerentes ao cargo que ocupa.

José Feliciano, em declarações à Rádio Observador, numa reação à decisão do executivo de pagar horas extra aos professores que estão a corrigir os exames nacionais.

E José Luís Carneiro não reagiu à medida, mas criticou, António, a forma como o governo tem gerido o processo.

O secretário-geral do PS lembra que o executivo tinha prometido apresentar as avaliações a horas. José Luís Carneiro diz que se trata de uma promessa falhada.

No dia 17, o governo prometeu apresentar as avaliações dos alunos. Mas no dia 17, há algo que eu posso garantir: é que ficarão muitos assuntos por resolver, nomeadamente a viabilidade das candidaturas de muitos alunos ao ensino superior. Estou convencido que está mesmo colocada uma crise de confiabilidade no modelo de avaliação e na classificação que foi feita por parte deste governo e do falhanço que resulta do governo.

Declarações de José Luís Carneiro à entrada para o Congresso Federativo do PS em Braga.

E seguimos com a líder da bancada parlamentar do LIVRE, que diz que no futuro o partido vai conseguir chegar ao governo.

Promessa feita por Isabel Mendes Lopes no congresso que está a decorrer este fim de semana em Sintra. No discurso de apresentação, a deputada defende que o LIVRE tem de apresentar propostas concretas para combater as medidas do executivo da AD, mas sublinha que o partido não se quer ficar pela oposição. Isabel Mendes Lopes aponta o crescimento LIVRE e não esconde a ambição de chegar ao governo.

Ouvimos muitas pessoas a clamar por uma refundação da esquerda, para a esquerda pensar no que tem de fazer para conseguir singrar. Ora bem, está aqui a refundação da esquerda. Da esquerda que quer crescer e quer crescer mais para ter o poder de mudar as coisas. Da esquerda que não tem medo de dizer que quer ser governo, quer ser governo nas freguesias, nas câmaras municipais, nas regiões autónomas e no governo da república. Porque é no poder executivo que nós mudamos mais diretamente a vida das pessoas e o rumo do país.

Declarações de Isabel Mendes Lopes, que diz que não é inevitável que o país seja governado pela direita. Já Jorge Pinto critica o executivo por agir como se tivesse maioria absoluta, quando é um governo minoritário, e dá o setor da habitação como exemplo.

Não é inevitável termos um governo que, quando apresenta medidas para o setor da habitação, se calhar aquele onde mais coragem era preciso tomar decisões, todas e cada uma das medidas apresentadas pioram a qualidade de vida dos portugueses. Pioram a balança entre o poder dos proprietários e o poder dos inquilinos. Isso não é inevitável. E lá estaremos, certamente, na Assembleia da República para dizer que conosco isso não vai passar.

Jorge Pinto no Congresso do Livro, ex-candidato às presidenciais, avança para o lugar de Rui Tavares, que vai deixar a liderança.

E seguimos com o Presidente da República, que lamenta a morte em serviço de um militar da Brigada de Trânsito da GNR, na sequência de um atropelamento em Alcobaça.

António José Seguro reconhece o sentido de missão no cumprimento do dever. Numa nota publicada no site oficial da Presidência da República, o chefe de Estado transmite as suas mais sentidas condolências à família. O militar da Brigada de Trânsito foi atropelado mortalmente por um veículo no IC2, na sexta-feira à noite, em Redondas, Conselho de Alcobaça. Estava a controlar o trânsito junto de um caminhão que se havia incendiado. Pouco antes, foi atropelado por um condutor que não parou no local, mas regressou depois e apresentou-se junto das autoridades. Tendo sido detido, o condutor apresentava uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 gramas por litro.

Seguimos nesta edição das 19h com a atualidade internacional. São já 110 os portugueses e lusodescendentes que morreram no duplosismo que atingiu a Venezuela.

É o balanço mais recente divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Além destes 110 mortos, há ainda 55 portugueses e lusodescendentes desaparecidos. Entre as vítimas mortais estão 20 crianças e 90 adultos. No total, o número de mortes depois do sismo subiu para 4118. Há ainda quase 17 mil feridos. São números oficiais do governo venezuelano.

E a fechar esta edição das 19h, o Irão diz que não se vai considerar abrangido pelo acordo assinado com os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Médio Oriente, caso os ataques continuem.

O aviso é feito por um representante iraniano nas Nações Unidas, que aponta culpas aos Estados Unidos pelos atrasos nas negociações. Uma declaração que surge numa altura em que os líderes iranianos e norte-americanos trocam ameaças. O presidente dos Estados Unidos afirmou nas redes sociais que poderá lançar mais mísseis contra o território iraniano. Palavras de Donald Trump que surgem depois de terem sido escutados pedidos de vingança pela morte do ex-aiatola Ali Khamenei e do novo líder supremo iraniano ter prometido vingar a morte do pai. Nos últimos dias, a guerra no Médio Oriente aumentou de tom com ataques aéreos dos Estados Unidos contra Teerão, em resposta a ataques iranianos a três navios no Estreito de Ormuz, situação que levou Donald Trump a dizer que o cessar-fogo acabou.

António José Soares, de regresso às 19h30 à antena da Rádio Observador, com a informação resumida e atualizada em formato síntese. Um abraço, António, até já.

Até já, Vicente.

E já a seguir temos a primeira parte de "E o Resto da História".