19h. Avança a CPI a mandato de Luís Neves na liderança da Policia Judiciaria

🗓️ 2026-09-23 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

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Jornal da Chefe com edição de Miguel Cordeiro. Avança a Comissão Parlamentar de Inquérito à atuação de Luís Neves na liderança da Polícia Judiciária. Aguiar Branco deu luz verde.

Deu luz verde a nove das 11 alíneas que o CHEGA quer investigar e André Ventura aceitou essa decisão. Com isto, avança a Comissão Parlamentar de Inquérito. Primeiro falou Aguiar Branco para explicar a decisão e para dizer que se o CHEGA quisesse, a comissão poderia começar de imediato. Minutos depois, também no Parlamento, falou Ventura para dizer que aceita essa decisão do presidente da Assembleia da República. O Miguel Vitor Dias acompanhou as duas declarações, aconteceram na última hora no Parlamento. Miguel, depois de várias semanas em desacordo, já se chegou a um entendimento entre Aguiar Branco e Ventura que permite dar início a essa Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves.

Para que a comissão possa ser constituída rapidamente antes do arranque dos trabalhos à volta do Orçamento do Estado, que suspendem toda a restante atividade no Parlamento e, por isso, cerca de 10 minutos depois de Aguiar Branco ter imposto publicamente as condições para a comissão avançar, André Ventura aceitou.

Eu quero transmitir que, em nome do CHEGA e do grupo parlamentar, o CHEGA vai aceitar estas duas condições impostas pelo presidente da Assembleia da República e vamos avançar para que rapidamente, nos próximos dias, possamos ter a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito a todo o caso envolvente de Luís Neves. Quero também deixar duas garantias que acho que são importantes nesta convergência de interesses, que como eu disse desde o início, às vezes em democracia não concordamos com tudo, temos que fazer para que as coisas aconteçam. Foi o que o CHEGA fez. Queria agradecer ao presidente da Assembleia da República a rapidez também.

Críticas há uma semana que hoje se transformam em elogios a Aguiar Branco, com André Ventura a manter ainda em aberto a possibilidade de integrar também esta comissão de inquérito. Diz que é algo que vai ainda analisar. Deixou já foi uma garantia de que vai enviar previamente ao presidente da República a lista de pessoas que vai querer ouvir neste inquérito parlamentar.

De acordo com o despacho do presidente da Assembleia da República, conheceremos as diligências para a formação e a constituição da comissão e também aí o CHEGA tornará pública uma lista de pessoas que já temos, como dizia a sua colega, mais ou menos presente de queremos ouvir, com um compromisso que quero deixar público, porque acho que é alguém que deve mencionar neste momento, o Presidente da República, de que antes de qualquer lista ser tornada pública de pessoas a ouvir nesta comissão, eu farei chegar ao presidente da República a lista dessas pessoas que o CHEGA pretende ouvir.

A garantia de André Ventura, com as condições que José Pedro Aguiar Branco impôs à terceira tentativa para a constituição desta comissão de inquérito. No fundo, das alíneas que o CHEGA quer investigar, duas vão ficar de fora.

Apresentou 11 temas para serem objeto da comissão de inquérito. Eu acho que nove estão em condições de avançar, dois não. Não prejudica a constituição da comissão de inquérito, assim o CHEGA a deseje, que ela seja feita precisamente sem esses dois temas. Um tem a ver com alegadas interferências de um filho do Luís Neves com a atividade jornalística, mas não está demonstrada nenhuma ligação eventual entre essa situação e as funções de Luís Neves ou os meios da Polícia Judiciária. Portanto, é uma situação de caráter privado. A segunda tem a ver com a procura de conflitos de interesse relativamente a entidades que também não estão identificadas.

Aguiar Branco que diz que com a luz verde de André Ventura, as diligências para que a comissão de inquérito possa avançar começam de imediato. Foi essa a garantia que deixou antes da aceitação destas condições, agora já confirmadas pelo líder do CHEGA.

Avança a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves.

Na próxima semana deve ser assinado um acordo para o arranque da construção de uma nova fábrica de munições.

Portugal volta a ter esta capacidade, garantia do ministro da Defesa esta tarde. A intenção do governo de voltar a ter uma fábrica de munições em Portugal foi anunciada pela primeira vez há cerca de dois anos pelo ministro da Defesa. Agora, Nuno Melo avança que o governo pretende ter uma participação entre 35 e 51% nesta fábrica, cujo investimento deve rondar os 45 milhões de euros e criar mais de 100 postos de trabalho. O ministro da Defesa falou hoje à margem da cerimônia de aniversário da Polícia Judiciária Militar em Lisboa e anunciou este início de construção desta nova fábrica.

A partir de Nova York, o primeiro-ministro português pediu rapidez no caso que investiga o diretor da Polícia Judiciária.

Hoje houve buscas na PJ, procuradores do Ministério Público e inspetores da Autoridade Tributária realizaram essas buscas por causa de uma denúncia que visa diretamente o diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, alegadamente terá permitido a realização de escutas ilegais no âmbito do processo Football Leaks. Carlos Cabreiro já negou e hoje Luís Montenegro pediu esclarecimentos rápidos perante esta investigação.

A ministra da Cultura recorda Jorge Palma como um homem livre que marca gerações.

Foi uma das figuras da política presentes no velório do canto autor português, que está a acontecer esta tarde na Voz Operário, em Lisboa. Depois de prestar homenagem, a ministra sublinhou o impacto que Jorge Palma teve em todas as gerações. Mas mais do que isso, diz que se perdeu um homem livre.

Quando eu digo que era um homem da liberdade, era um artista, era um compositor, era um autor, mas era um homem que muitas vezes fez questão de dar a sua opinião. As letras que escreveu Não são só letras, denunciam muitas injustiças sociais e naturalmente que há um impacto na cultura, mas na sociedade portuguesa.

Ministra da Cultura prestou homenagem a Jorge Palma, também na Voz do Operário esta tarde. O velório acontece até às 22h.

É outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira.

Está a decorrer nesta altura o discurso de Volodymyr Zelensky na Assembleia Geral das Nações Unidas. Começou por volta das 19h e Zelensky já falou da Rússia, já disse que a perda de controle da indústria petrolífera por parte da Rússia é algo humilhante para Vladimir Putin. Continua a discursar e a criticar as intenções da Rússia em território ucraniano. Zelensky, que ontem já reuniu com Donald Trump e pediu um acordo de paz e um encontro entre os líderes mundiais. Também esta tarde, na Assembleia Geral da ONU, o presidente do Irã acusou os Estados Unidos da América e Israel de terrorismo. Disse que Teerão é vítima desse terrorismo. Masoud Pezeshkian fez essas acusações numa intervenção que levou a delegação norte-americana a abandonar a sala. Com recurso a fotografias, o líder iraniano recordou os bombardeamentos que mataram dezenas de estudantes iranianos no início da guerra com os Estados Unidos da América e Israel. Em Portugal, o coordenador da estrutura de missão para a região centro quer que as entidades responsáveis por infraestruturas críticas elaborem planos de contingência para o inverno. Paulo Fernandes considera que estes planos são absolutamente vitais em caso de novas tempestades. E nesta altura, detalhou também esta estrutura de missão, 73 pessoas continuam desalojadas na região de Leiria devido ao mau tempo.

Miguel Cordeiro vai regressar às 19h30.