7h. Especialistas pedem "cautela" com vacina experimental de combate ao cancro de pele
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Muito bom dia. Jornal das 7, na Rádio Observador, com o jornalista Luís Soares. É mais uma polêmica a envolver o ministro da Administração Interna. Luís Neves conduz um carro apreendido pela Polícia Judiciária, que já conduzia quando era diretor nacional, o que pode violar os protocolos de segurança.
Luís Neves dispensa motoristas e seguranças e conduz ele próprio a viatura de serviço, que já conduzia quando liderava a Direção Nacional da Polícia Judiciária. De acordo com a investigação da TVI, CNN e Nascer do Sol, trata-se de um carro desportivo apreendido pela Judiciária num processo-crime que foi cedido ao Ministério da Administração Interna, em regime de comodato. Luís Neves conduz o automóvel sem ser acompanhado por motoristas ou elementos das forças de segurança e também o utilizará na vida pessoal. De acordo com a reportagem, a condução do próprio carro de serviço constitui uma violação da norma associada à avaliação de segurança que lhe foi atribuída pelo SIS, pelo Serviço de Informações de Segurança, quando entrou para o governo, o grau três de ameaça pública numa escala que vai de zero a cinco.
Luís Neves diz que desta forma poupa dinheiro ao Estado e tem mais autonomia em situações de emergência.
É a justificação dada pelo ministro a esta investigação. Luís Neves explica que já ocorreram casos que exigiram a convocação de reuniões urgentes. Sem essa autonomia, acrescenta o ministro, sempre que surgisse uma emergência, seria necessário chamar motoristas e seguranças com maior demora e com custos adicionais para o erário público. Ex-ministros da Administração Interna ouvidos pela reportagem da TVI, CNN e Nascer do Sol garantem nunca ter conduzido viaturas de serviço, devido a questões de segurança decretadas pelo SIS. O protocolo ditava que viajassem sempre no banco de trás, atrás do lugar do pendura.
O advogado Miguel Matias discorda dos argumentos invocados pelo ministro da Administração Interna, neste caso.
Explica que poupar dinheiro ao Estado não pode ser uma justificação neste, como em casos anteriores.
Esse tipo de argumentos que o senhor ministro já utilizou várias vezes, nomeadamente no que tange ao outro lado, que foi para poupar dinheiro ao Estado, que ele o colocou lá no armazém do amigo, não são permitidos e não têm qualquer justificação. Não é razão dizer que é para poupar dinheiro ao Estado que faz uma coisa dessas. Nós temos operacionais próprios para o exercício de funções, são pagos pelo erário público para isso, são preparados para isso.
Já sobre a questão do comodato, regime ao abrigo do qual Luís Neves utiliza esta viatura, o advogado Miguel Matias explica que, em princípio, não haverá qualquer problema.
O veículo, se para ser comodatado aos dirigentes, é porque é propriedade da Polícia Judiciária, neste caso, do Estado. Estamos a falar de um veículo do mesmo ente, isto é, do Estado, que transita do diretor nacional da Polícia Judiciária para o ministro da Administração Interna. Mas a propriedade permanece do mesmo, portanto, o empréstimo, por acaso é a mesma pessoa, até poderia ser outra. Poderia o ministro não ser a mesma pessoa que era o diretor nacional da Polícia Judiciária e o veículo ser o mesmo. Portanto, aí não me parece que haja problema nenhum.
Explicações do advogado Miguel Matias, à Rádio Observador, sobre esta nova polêmica a envolver o ministro da Administração Interna.
Este vai ser também o tema do Explicador de hoje. Depois das 09h, vai estar conosco Rogério Alves, antigo bacharel da Ordem dos Advogados. Nos Açores, quatro viaturas com elementos da Polícia de Segurança Pública foram danificadas por populares em Rabo de Peixe, na Ilha de São Miguel.
O que levou mesmo os agentes a efetuar disparos para o ar. Em comunicado, o Comando Regional da PSP dos Açores explica que a ocorrência se verificou no final da manhã de ontem, após a realização de uma operação policial, que culminou com a detenção em flagrante delito de oito suspeitos do crime de tráfico de estupefacientes. Após a operação, quando o contingente policial estava a abandonar o local, as viaturas policiais foram danificadas através do arremesso de diversas pedras e barrotes de madeira, que provocaram danos em quatro viaturas. A divisão policial de Ponta Delgada está a desenvolver diligências para identificar os autores, indicando que até agora foram já identificados dois suspeitos. A PSP esclarece também que devido à grande afluência de pessoas no local e de forma a terminar com os arremessos dos objetos contra as viaturas, foram efetuados seis disparos de advertência para o ar.
Os especialistas pedem cautela relativamente à nova vacina experimental de combate ao câncer de pele. Esta que é uma vacina, Luís, personalizada e com semelhanças às que foram desenvolvidas para a Covid-19.
As farmacêuticas Merck e Moderna anunciaram esta semana que já está na última fase de ensaios clínicos uma vacina experimental dirigida a doentes com melanoma, um tipo de câncer da pele em estado avançado. Foi o primeiro ensaio clínico com resultados positivos da fase três para uma terapia anticancerígena. A investigadora na área de glicobiologia e diretora de investigação da Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas, Paula Videira, dá mais detalhes sobre as características desta vacina.
Elas são pioneiras porque vão utilizar a mesma abordagem que foi feita para a Covid, mas neste caso, baseada em marcadores tumorais, neste caso concreto, em melanoma. E interessante que vão buscar mutações que são expressas pelos doentes. Baseiam-se em cerca de 30 e tal diferentes mutações e acabam por ser uma vacina também personalizada, porque são baseadas em mutações que existem no doente em particular.
Os especialistas destacam os resultados positivos da amostra dos testes destas vacinas contra o câncer da pele, que envolveram mais de mil participantes. Ainda assim, também pedem cautela. Bruno Sarmento, investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, explica por quê.
Devemos ser cautelosos porque não estamos a falar de uma cura. Nós estamos numa fase três, precisamos aumentar o número de pacientes, isso faz com que o estudo demore tempo. Estamos a falar de um tratamento que pode ir entre meio ano até um ano, isto é um regime cruzológico a que um paciente é dado
Nove tomas desta vacina e depois continuam a fazer a imunoterapia. O período de um ano, diria eu, é o mínimo para nós conseguirmos ver um resultado muito mais palpável, mas de facto os resultados são muito promissores.
Investigador Bruno Sarmento, na história do dia de hoje, diz também que é preciso pelo menos mais um ano para obtermos resultados mais concretos sobre esta nova vacina dirigida a doentes com melanoma, um tipo de cancro da pele. Ainda assim, os especialistas admitem que há razões para estarmos otimistas.
O governo português condena a intenção de Israel em expandir os colonatos israelitas na Cisjordânia.
O executivo israelita quer construir cerca de 1200 novas habitações. Numa nota publicada na rede social X, o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros considera que essa expansão afasta ainda mais israelitas e palestinianos de uma solução de dois Estados. A tutela liderada por Paulo Rangel volta também a condenar a violência dos colonos israelitas na Cisjordânia. Sublinha ainda que Portugal vai continuar a defender uma paz justa, abrangente e duradoura, em respeito pelo direito internacional.
Poucos dias depois de ter anunciado a decisão de vedar o Jardim do Morro, a Câmara de Gaia cedeu às críticas e Luís acabou por recuar no projeto.
Os moradores até elogiaram a medida, que vinha responder a alguns receios de insegurança, mas afinal a ideia não vai ser concretizada. O Miguel Pinheiro Correia esteve no Jardim do Morro, em Gaia, onde ouviu as opiniões de quem frequenta o jardim quase todos os dias.
A música dos artistas de rua é som de fundo habitual no Jardim do Morro. Entre as conversas dos turistas, estrangeiros ou portugueses, a polêmica sobre a vedação não é assunto.
Limpo está. Não se vê nada no chão assim de especial e acho que está airoso. Está um jardim bonito, pelo menos eu gosto.
É um sítio lindíssimo, a gente gosta de estar aqui. Hoje não está muito solinho, mas quando se está solinho é espetacular.
O espetáculo é diferente aos olhos dos moradores. Para eles, o jardim vai da noite ao dia. É que o pôr do sol, que atrai milhares, também tem desvantagens.
Eu acho que desde a pandemia começou a haver muito mais movimento e há muito turismo e não só, e muita gente que vem, sobretudo para ver o pôr do sol, mas acho que depois também fica muita gente. O que eu noto é que depois de manhã o jardim está, de facto, muito sujo.
O problema é mais à noite. Tanto que eu à noite deixei de frequentar o jardim. À noite é terrível.
Por isso, a Câmara de Gaia quis ir a jogo e prometeu vedar o espaço. O Jardim do Morro passaria a ter horário de entrada e ficaria fechado de noite. Mas apenas três dias depois do anúncio, o vice-presidente recuou.
Como foi uma ideia minha e como percebi que a polêmica se instalou e como eu não pretendo estar na política com polêmica e com a sintosidade da nossa sociedade, com a agressividade da nossa sociedade, a ideia não vai avançar.
Firmino Pereira assumiu-se como o único responsável do projeto que não chegou a comunicar aos restantes membros do executivo. Argumentou que tinha o apoio dos moradores e que só pelas críticas da oposição não foi possível avançar.
A política hoje faz agitar e crispar a sociedade e a intolerância está exponenciada ao ponto máximo. Esta ideia do Jardim do Morro, que existiu, foi exponenciada por alguns agentes políticos na tentativa de a contrariar.
A tentativa acabou por ter sucesso. A oposição criticou a falta de debate público e o projeto pessoal do vice-presidente caiu por terra. Se há consenso de que o Jardim do Morro precisa de melhorias, a solução já não passará por fechar os passos.
A reportagem do Miguel Pinheiro Correia. Para já fica tudo na mesma no Jardim do Morro, lá em Gaia.
E no desporto, o Benfica venceu ontem os dinamarqueses do Aros por 3 x 1 no Estádio da Luz e está agora mais perto do apuramento para a fase regular da Liga Europa.
Foi uma entrada vencedora das Águias na primeira mão do playoff de acesso à fase de liga da competição. O treinador do Benfica, Marco Silva, mostra-se feliz pela exibição e pela vitória. No entanto, sublinha que o volume ofensivo da equipa merecia outro resultado.
Uma vitória totalmente justa da nossa equipa e que teria que ser por números maiores, na minha opinião, com o nosso caudal ofensivo, com as oportunidades que criamos. Uma entrada muito forte, como queríamos, como pedimos aos jogadores para ter e conseguimos marcar muito cedo, por mérito nosso, da forma como conseguimos ser acutilantes desde o primeiro minuto e conseguimos marcar cedo, como hoje. Depois desse momento, com muito boas situações. A primeira parte é de muito bom nível.
Marco Silva, treinador do Benfica, na conferência de imprensa no final desse jogo que o Benfica venceu por 3 x 1 frente ao Aros. A segunda mão está marcada para a próxima quinta-feira.
E Luís Soares, o Sporting de Braga também venceu ontem, mas na Liga Conferência.
Os bracarenses venceram em casa por 2 x 0 diante do Austria de Viena. O técnico espanhol Carlos Vicens diz que preferia viajar para a segunda mão com resultado mais confortável.
Acho que, no geral, com mais um gol tínhamos ficado mais satisfeitos, mas temos que seguir em frente. Na próxima semana, temos uma batalha duríssima, porque já vimos do que são capazes. É uma equipa com muita energia, que sabe como joga e que dificulta muito. E na próxima semana ainda vai ser mais difícil, porque jogam em casa.
O treinador do Sporting de Braga, Carlos Vicens, a reagir à vitória por 2 x 0 frente ao Austria Viena. O conjunto arsenalista joga a segunda mão do playoff de acesso à Liga Conferência na próxima quinta-feira
São agora 7:11, Luís. Nesta véspera de fim de semana, que outras notícias há a destacar?
A Rússia atacou esta noite a fronteira da Ucrânia com a Moldávia, confirmam as forças de Kiev. De acordo com a imprensa ucraniana, é o segundo dia consecutivo de ataques da Rússia contra a mesma fronteira e acontece após notícias darem conta de que Vladimir Putin pretende recuperar a influência na Moldávia. O ataque terá sido feito com recurso a drones. A passagem de passageiros e viaturas pelo posto fronteiriço foi, entretanto, interrompida. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, insiste que Washington vai impor as sanções mais severas da história para derrubar o governo iraniano. Refere-se ao dia D econômico anunciado por Donald Trump com o objetivo de forçar o Irão a ceder às exigências de Washington relativamente ao programa nuclear e ao estreito de Ormuz. Bessent deixa ainda a ameaça de enormes consequências para qualquer país que mantenha ligações econômicas com Teerão. A China critica a iniciativa dos Estados Unidos e deixou o alerta de que sanções adicionais não irão resolver os conflitos em curso. O Ministério dos Negócios de Relações do Irão reagiu às ameaças e descreve as medidas como ilegais e desumanas. Três dos quatro bombeiros feridos no incêndio de Arouca estão em estado crítico. Foi o que revelou ontem à Agência Luz o Hospital de Santa Maria da Feira, que recebeu estes operacionais. Estão os três internados na Unidade de Cuidados Intensivos. Um dos bombeiros foi submetido a uma intervenção cirúrgica, está com prognóstico muito reservado. De resto, não há nesta altura qualquer incêndio ativo em Portugal continental. E se não tiverem planos para os próximos dias, fica esta sugestão: a Feira do Livro do Porto arranca já hoje nos Jardins do Palácio de Cristal.
Olha, Paulo, fica a caminho de Viseu, portanto.
Tudo fica a caminho.
Fica a caminho.
Ainda bem. Vou fazer um saltinho lá.
É, está bem. O que temos no programa, Luís?
Olha, temos mais de 200 iniciativas espalhadas por 144 stands, onde não vai faltar teatro, concertos, dança, cinema, artes visuais, enfim, muita coisa durante 17 dias. A Feira do Livro abre as portas hoje ao meio-dia. Nesta edição 13, há uma homenagem à poeta portuense Inês Lourenço, de 83 anos, com diferentes leituras da obra e também do percurso desta escritora. Certo é que a entrada é gratuita e, portanto, a partir de hoje, Feira do Livro do Porto, nos Jardins do Palácio de Cristal.
17 dias.
É verdade.
Muita coisa a acontecer, Paulo.
É verdade.
Fica a dica.
Tá.