Newsletter/ A segurança no Parlamento, as joias desaparecidas, o atrelado que mudou de sítio e as conversas de Proença
Enquanto dormia… |
… O Observador reconstituia a linha do tempo do assalto ao gabinete de André Ventura. O deputado e líder do Chega revelou que o seu gabinete na Assembleia da República tinha sido vandalizado, relatando o desaparecimento de documentação relacionada com Luís Neves, ex-diretor nacional da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna, a quem o Chega quer que o Parlamento faça uma inquérito. Uma funcionária da limpeza deparou-se com o cenário por volta das 7 horas, praticamente à mesma hora a que chegava o deputado do Chega, Francisco Gomes, para gravar um Tik Tok. Dias antes a Assembleia da República tinha aprovado o reforço das regras de funcionamento do Parlamento, nomeadamente para a permanência no edifício fora do horário normal. José Luís Carneiro acabou a recomendar aos deputados que fechem os gabinetes à chave e a dúvida foi levantada (e serve de pista à História do Dia): crime ou encenação? A investigação foi entregue à Polícia Judiciária. |
Luís Neves continua sem dar as explicações sobre as ligações ao empreiteiro João Carvalho — e a sua audição no Parlamento ficou pelo caminho — e como foi um atrelado com químicos apreendido num processo de investigação parar à empresa deste empresário (e seu amigo) de Barcelos. Ontem a CNN revelou que o diretor financeiro da PJ, Álvaro Pires, terá assumido ter sido o responsável pela transferência para a Construbarcelos do atrelado e Luís Neves terá validado a decisão devido à falta de alternativas existentes. |
A estratégia que estará a ser delineada pelo Governo é a de esperar que as notícias se esgotem ou se tornem repetitivas só aí pôr Luís Neves a falar — Montenegro ontem disse acreditar que Luís Neves “continuará a ser um ministro muitíssimo competente” depois dessas explicações. A expectativa no Governo é a de que, dados os esclarecimentos, a pressão da opinião pública vai diminuir. Uma tática como a que Luís Montenegro usou na Spinumviva. À espera dessas explicações, o líder do PS já pediu ao primeiro-ministro uma reunião para falar sobre o caso do ministro da Administração Interna, esperando que ainda possa decorrer esta semana. |
Mais um caso de polícia era revelado pelo Observador. Após uma gala do The Voice em janeiro, desapareceram joias avaliadas em mais de 86 mil euros. Um caso com duas versões mas que levantou o véu sobre o mundo dos stylists, que medeiam empréstimos de roupas e acessórios a figuras públicas para eventos. |
E ainda um outro caso. Foram divulgados três áudios de conversas de Pedro Proença, atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, sobre árbitros. As conversas terão sido gravadas há cerca de dois anos, quando Proença era presidente da Liga de Clubes mas já a pensar na Federação. “Os árbitros são fracos, são todos muito fracos”, ouve-se Proença dizer num desses vídeos. Num outro fala do Benfica, dizendo a alguém chamado Seara (que se admite ser Fernando Seara) que “das 32 vezes em que fui chamado à Polícia Judiciária, 27 foram processos do Benfica”. Pedro Proença e a Federação não comentaram este vazamento. Os árbitros pedem explicações. |
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