Ataque russo mata pelo menos nove pessoas na Ucrânia - 24 Notícias
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Pelo menos nove pessoas morreram e 33 ficaram feridas na sequência de um bombardeamento russo contra a capital ucraniana Kiev e arredores, segundo as autoridades locais, citadas pelo The Guardian.
O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que os ataques com mísseis atingiram zonas residenciais e armazéns. As autoridades militares da cidade indicaram que foram danificados edifícios habitacionais, uma unidade de saúde e uma instituição de ensino.
Na região de Kiev, um homem morreu e outro ficou ferido num ataque no distrito de Brovary, informou o governador regional, Tymur Tkachenko. Uma instalação industrial foi atingida e deflagrou um incêndio, tendo sido mobilizadas equipas de emergência para o local.
A Força Aérea ucraniana tinha alertado para a presença de mísseis de cruzeiro Kalibr a sobrevoar a região de Kiev. Segundo as autoridades, os projéteis dirigiam-se para a capital.
A ofensiva teve também repercussões nos países vizinhos. O comando militar polaco anunciou a mobilização de aeronaves e a ativação dos sistemas de defesa aérea para proteger o espaço aéreo do país, sobretudo nas zonas próximas da fronteira com a Ucrânia.
Na Roménia, o Ministério da Defesa informou ter detetado alvos aéreos junto à fronteira ucraniana. Dois caças espanhóis destacados para missões da NATO e um helicóptero da Força Aérea romena foram mobilizados. Um drone entrou ainda no espaço aéreo romeno, perto de Galați, antes de cair numa zona desabitada no condado de Tulcea.
A Rússia também denunciou uma vaga de ataques de drones ucranianos. O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, afirmou que cerca de 250 drones voaram em direção à região de Moscovo entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira, embora a maioria tenha sido destruída a uma distância considerável da capital russa.
Kiev tem sido alvo de ataques russos praticamente todas as noites, enquanto a Ucrânia tem intensificado os ataques de longo alcance contra alvos na Rússia, numa tentativa de aumentar a pressão sobre Moscovo e conduzi-lo de volta à mesa das negociações, após quase quatro anos e meio de guerra.
A nova vaga de ataques ocorre ainda num momento politicamente delicado para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Na quarta-feira, o chefe de Estado demitiu uma das principais assessoras, Iryna Mudra, na sequência de relatos sobre uma investigação relacionada com um alegado esquema de branqueamento de capitais.
A agência ucraniana de combate à corrupção, NABU, anunciou estar a investigar uma alegada conspiração criminosa que envolveria altos funcionários do gabinete presidencial. O caso surge no âmbito de um escândalo de corrupção de grandes dimensões que, nos últimos meses, tem atingido membros do Governo e figuras influentes do país.
Do lado russo, os ataques ucranianos de longo alcance têm também provocado danos em infraestruturas e afetado o abastecimento de combustíveis. Moscovo confirmou que a Rússia começou a importar produtos petrolíferos refinados para ajudar a estabilizar o mercado interno, depois de ataques contra refinarias e depósitos de combustível terem contribuído para a escassez de gasolina.
A situação representa uma inversão significativa nos fluxos energéticos da região. A Índia tem sido um dos principais compradores de petróleo russo, mas, perante as dificuldades no abastecimento interno, a Rússia recorre agora a importações de combustíveis refinados provenientes de outros mercados asiáticos.
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