Autoridades brasileiras e americanas se reúnem para negociar tarifaço imposto pelos Estados Unidos | G1
Os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, se reuniram com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, por cerca de 50 minutos.
Depois, em nota conjunta, os dois ministérios afirmaram que a reunião transcorreu de forma construtiva e que o governo americano deverá encaminhar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta contemplando questões tarifárias e não tarifárias. A nota disse ainda que os dois lados concordaram com a criação de um grupo de trabalho para discutir um possível acordo.
O ministro Márcio Elias Rosa disse que espera receber a proposta do governo americano dentro de quatro semanas e que a expectativa é avançar em um acordo ou em isenções tarifárias para setores específicos até o fim de 2026.
“Nós estamos construindo esse caminho com os propósitos muito claros e com os limites muito bem definidos e que eles agora vêm respeitando. É óbvio, uma negociação que não abranja e nem abarque, obviamente, nada que possa significar prejuízo para o Brasil, comprometer interesses do Brasil”.
Autoridades brasileiras e americanas se reúnem para negociar tarifaço imposto pelos Estados Unidos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
A reunião aconteceu na cidade americana de Milwaukee, durante o encontro de ministros do Comércio do G20. Foi a primeira reunião presencial entre autoridades dos dois países desde o telefonema entre Donald Trump e Lula, em agosto. Na ocasião, os presidentes instruíram as equipes deles a voltarem a se reunir para negociar o tarifaço.
O Brasil foi alvo de duas rodadas de tarifas americanas em julho. Somadas, as sobretaxas chegam a 37,5%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, 23% das exportações brasileiras estão sujeitas a pelo menos uma das tarifas.
O governo brasileiro afirma que as tarifas são infundadas e que o Brasil tem déficit comercial com os Estados Unidos, ou seja, compra mais do que vende para os americanos.
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