Balaclava Fest traz DIIV e mais nomes quentes do rock - 19/09/2026 - Ilustrada - Folha

🗓️ 2026-09-19 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

O quarteto norte-americano DIIV retorna ao Brasil para uma apresentação no Balaclava Fest, em São Paulo, às vésperas do lançamento de seu quinto álbum, "Zirp!". Produzido por Alex AG Cook, colaborador de Charli XCX e que trabalhou com Beyoncé, o novo disco traz uma sonoridade mais pop e acessível que periga levar o DIIV a níveis de popularidade inéditos para a banda.

Nascido Dive em 2011, o grupo foi fundado por Zachary Cole Smith, um modelo que desfilou e fotografou para marcas como Saint Laurent ao mesmo tempo que fazia parte de uma cena alternativa de bandas do underground nova-iorquino que incluía nomes como Beach Fossils.

Smith mudou o nome da banda para DIIV em respeito ao pioneiro grupo belga de som industrial Dive, formado em 1990. A formação atual do DIIV tem, além de Smith nos vocais e na guitarra, Colin Caulfield no baixo e teclados, Ben Newman na bateria e Andrew Bailey na guitarra.

Influenciado pelo rock alemão dos anos 1960 e 1970 de bandas como Faust e Neu! e pelo "shoegaze" britânico de My Bloody Valentine e Slowdive, o DIIV lançou quatro discos —"Oshin", em 2012, "Is the Is Are", em 2016, "Deceiver", em 2019, e "Frog in Boiling Water", em 2024— e fez sucesso na cena de rock alternativo com uma música etérea e densa, com camadas de guitarras distorcidas que lembravam bandas como The Jesus and Mary Chain.

Mas "Zirp!" deve surpreender os fãs. "É um disco diferente", diz Smith, de 41 anos. "Foi ótimo trabalhar com Alex e tentar fazer uma música mais divertida."

Divertida não é uma palavra normalmente associada à música intensa do DIIV, mas as novas canções têm uma clara pegada pop e radiofônica, embora o tema central do novo disco seja bastante sério e atual —o capitalismo moderno e suas mazelas.

As letras das novas canções falam de um "cenário de inferno pós-capitalista", de bilionários jogados em fossos com crocodilos, e trazem versos como "Eu sei que ele já não existe/ onde está o mundo são que eu conheci?". "Zirp!" sai dia 30 de outubro.

"Estamos muito animados com o disco", diz o baixista Colin Caulfield. "Já tocamos as novas músicas ao vivo há algum tempo e vai ser muito legal ver a reação do público brasileiro". Será a quarta passagem da banda pelo Brasil, numa relação que inclui até um show em Belém.

A ascensão do DIIV nos últimos anos foi marcada por uma turnê memorável com um grupo que sempre foi inspiração para eles, o Depeche Mode. "Até hoje não acreditamos que aquilo realmente aconteceu", diz Smith, em tom de brincadeira. "Parece que a filha do Dave Gahan [cantor do Depeche Mode] era nossa fã e mostrou nossos discos para o pai, ele gostou e nos convidou para a turnê. A banda foi muito gentil com a gente e era emocionante vê-los toda noite nos shows".

E a reação dos fãs do Depeche Mode ao som do DIIV? "Foi surpreendente", diz Caulfield, "O Depeche Mode é uma banda conhecida por sempre convidar nomes novos e atuais para abrir os shows, então o público já se acostumou a ver coisas novas. As plateias foram incrivelmente generosas com a gente".

Smith afirma que o Brasil é um dos países favoritos da banda e que os fãs brasileiros estão entre os mais animados do mundo. "É sempre muito bom tocar aí, sentimos uma conexão muito forte com o público e os shows são muito intensos. Parecido com o Brasil, para nós, só a Indonésia."

O DIIV é a atração principal do segundo dia do Balaclava Fest, que ocorre em 26 e 27 de fevereiro no Tokio Marine Hall e traz bandas internacionais como Blonde Redhead , Dry Cleaning, Beach Fossils, Pedro The Lion, Wednesday, Bar Italia, Sudan Archives, Winona Riders, Wishy, Sharp Pins, Liv.e e High Vis, além das brasileiras Budang, Ludovic e Adorável Clichê.