Bélgica troca técnico francês por ex-jogador e ídolo holandês
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Após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo e a saída de Rudi Garcia, a seleção belga encontrou em um velho conhecido a promessa de estabilidade e vitórias. O holandês Mark van Bommel, recém-anunciado como técnico dos Diabos Vermelhos com um contrato de dois anos válido até a Eurocopa de 2028, desponta como o substituto ideal. Ele chega com a missão de resgatar a potência tática da equipe, amparado por uma reputação de liderança incontestável e um histórico extremamente vitorioso no futebol da Bélgica.
A transição de comando tornou-se inevitável após a decisão da Real Federação Belga de Futebol (RBFA) de não renovar o contrato de Rudi Garcia. O ex-treinador francês encerrou seu ciclo sob fortes críticas, não apenas pela dura eliminação por 2 a 1 diante da campeã Espanha, mas principalmente devido a atritos constantes com diversos jogadores e com o diretor técnico Vincent Mannaert. A equipe demonstrou instabilidade tática durante a fase de grupos do Mundial, protagonizando atuações pouco convincentes em empates contra o Egito (1 a 1) e o Irã (0 a 0).
Diante desse diagnóstico, Van Bommel foi escolhido exatamente por oferecer o contraponto perfeito à gestão anterior. O ex-meio-campista de 49 anos é reconhecido por sua solidez tática e capacidade de gestão de pessoas, atributos avaliados por Mannaert como essenciais para lidar com o talentoso elenco belga. Para fortalecer o projeto e a convivência interna, o novo comandante trará consigo uma comissão técnica de peso, que inclui o ex-companheiro de seleção holandesa Boudewijn Zenden e o ex-jogador belga Maarten Martens.
O grande trunfo da federação belga, no entanto, é o sucesso irrefutável e a reputação que Van Bommel já possui no país. Entre 2022 e 2024, ele comandou o Royal Antwerp em uma campanha histórica, conquistando a sonhada “dobradinha” na temporada 2022/23. Sob sua batuta, o clube não apenas venceu a Copa da Bélgica, como ergueu o troféu do Campeonato Belga pela primeira vez desde 1957, faturando também a Supercopa logo no início da temporada seguinte.
Curiosamente, o rápido e certeiro movimento da Bélgica gerou certa ironia e perplexidade do outro lado da fronteira. Na Holanda, a imprensa e ex-treinadores, como Robert Maaskant, expressaram total incompreensão pelo fato de a federação holandesa (KNVB) sequer ter cogitado o nome de Van Bommel, preferindo focar suas atenções em nomes como Arne Slot para suceder Ronald Koeman. Ignorado em sua terra natal, Van Bommel assume a Bélgica valorizado e ciente do desafio, prometendo publicamente que, embora o sucesso nunca seja garantido, a equipe terá “trabalho duro, honestidade e comprometimento” para voltar a evoluir e orgulhar o povo belga no ciclo rumo à Euro 2028.
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