Bicampeão! Turquia conquista VNL em vitória de virada sob o Brasil – Surto Olímpico
A seleção turca de vôlei feminino ganhou sua segunda VNL nessa manhã de domingo (26/07), no Japão, a Turquia venceu a equipe brasileira pela final da Liga das Nações. As turcas obtiveram um resultado de 3×1 com parciais de 23×25 , 25×23, 26×24 e 25×21. Além disso, a maior pontuadora da partida e a MVP da competição foi a oposta turca Melissa Vargas com 33 pontos, sendo 3 de bloqueio e 3 aces, saindo como a maior pontuadora na maior parte dos jogos turcos na competição.
O time brasileiro veio com a escalação titular composta por Ana Cristina , Rosamaria , Diana , Luzia, Roberta , Julia Bergmann e Marcelle, além do técnico Zé Roberto. Do outro lado, a equipe turca veio com Vargas, Aydin, Kisal, Gunes, E. Sahin e Baladin e com o técnico D. Santarelli. As disputas Brasil e Turquia protagonizam uma das rivalidades mais fortes do voleibol feminino atual. Na VNL, as seleções já se enfrentaram nove vezes, com vantagem brasileira: seis vitórias contra três da Turquia. Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o Brasil levou a melhor ao vencer por 3×1 na disputa pela medalha de bronze
Ademais, a seleção brasileira contou com desfalques importantes, a capitã Gabi ficou fora durante todo o campeonato se recuperando fisicamente para focar no Sul-americano, a líbero Nyeme jogou apenas a primeira semana devido a maternidade, a oposta Tainara lesionou o tendão quadriciptal durante os treinamentos para a competição e a central Julia Kudiess, maior bloqueadora da Liga durante a fase classificatória, sofreu uma lesão no LCA (ligamento cruzado anterior) do joelho esquerdo. Do lado turco, a falta veio da oposta Karakurt que precisou se recuperar de queixas de dor nas costas e no quadril.
A última partida da seleção europeia havia sido a qual garantiu a classificação para a final da Liga das Nações após uma atuação dominante diante da China. A equipe venceu por 3×0, controlando a partida do início ao fim e confirmando a vaga na decisão sem grandes dificuldades.
Além do mais, A Liga das Nações (VNL) é a principal competição anual de seleções do voleibol feminino e, desde 2018, substitui o antigo Grand Prix, o qual , o Brasil fez história ao conquistar 12 títulos, tornando-se o maior campeão da competição. Desde a criação do campeonato, o Brasil chegou à decisão cinco vezes. Nas quatro primeiras finais, ficou com o vice-campeonato: perdeu para os Estados Unidos em 2019 e 2021, e para a Itália em 2022 e 2025. Mais uma vez, as brasileiras caem na final e ficam com a prata na VNL 2026
Ainda, Ana Cristina e Melissa Vargas chegam à final como companheiras de clube no Fenerbahçe, da Turquia. A brasileira atua como ponteira, enquanto Vargas, naturalizada turca, é a principal oposta da equipe. Juntas, formam uma das duplas mais fortes do voleibol europeu e já conquistaram diversos títulos pelo clube. Nessa decisão , porém, a parceria fica de lado: as duas líderes em pontuação lados opostos entraram em busca do novo título para o Brasil e da segunda conquista da Turquia.
O jogo
O primeiro set foi iniciado com o Brasil recebendo o saque e abrindo o placar com um contra-ataque de Rosamaria. A seleção brasileira também contou com um bloqueio eficiente no início, anotando dois pontos consecutivos no fundamento. O set foi marcado pelo equilíbrio, com as equipes alternando a liderança. A Turquia assumiu a frente pela primeira vez após uma sequência de bons saques e erros brasileiros, mas o Brasil reagiu rapidamente com um ace de Ana Cristina e um bloqueio sobre a oposta Vargas. Bem marcada durante boa parte da parcial, a ponteira Julia Bergmann apareceu em um longo rally para fechar o ponto. Em um duelo de muitos bloqueios e defesas, Santarelli fez uma troca simples de levantadora e trouxe Özbay do banco. Ana Cristina seguiu decisiva nos momentos importantes, mas o Brasil desperdiçou uma vantagem de quatro pontos, deixando o fim do set em aberto. No momento decisivo, um bloqueio triplo sobre Vargas recolocou a seleção em vantagem. Assim, após pedido de tempo de Zé Roberto e uma inversão com Macris e Kisy, a oposta definiu a parcial em um contra-ataque, fechando em 25×23 para o Brasil.
No segundo set, o Brasil começou melhor, abrindo vantagem com um contra-ataque de Ana Cristina, forte atuação no bloqueio e boa distribuição ofensiva. A Turquia respondeu com eficiência nas bolas de Sahin e chegou à virada na metade da parcial, mas a seleção brasileira retomou a liderança explorando os bloqueios adversários e impondo força nos ataques. Ana Cristina passou a ser bastante pressionada no saque, enquanto Vargas aproveitou as oportunidades no ataque e liderou uma reação turca. Com um sistema de bloqueio eficiente, a Turquia abriu vantagem, mas o Brasil voltou a encostar após uma sequência com bloqueio e ace. Na reta final, a líbero Orge cresceu nas defesas e Vargas voltou a pontuar com um ace.A ponteira Baladın também apareceu brilhando nos últimos pontos, e o bloqueio turco fez a diferença. O Brasil ainda venceu um longo rally, mas, na sequência, Vargas definiu o set em um contra-ataque, fechando a parcial em 25×23 para a Turquia.
No terceiro set, o Brasil começou explorando bem o bloqueio com Rosamaria, mas a Turquia abriu vantagem nos primeiros pontos. A seleção brasileira reagiu rapidamente com uma sequência de bons ataques e bloqueios consecutivos para assumir a liderança. A parcial seguiu equilibrada, com as duas equipes distribuindo bem o jogo, protagonizando grandes defesas e mantendo o placar sempre apertado. Pelo lado turco, Vargas e Baladın viveram um grande momento ofensivo, convertendo ataques com frequência e mantendo a equipe viva na disputa. Em uma reta final marcada pelo equilíbrio e por trocas de pontos constantes, o Brasil chegou a levar a dois, mas a Turquia reagiu e fechou o set após um ataque para fora de Ana Cristina, vencendo por 26×24.
O quarto set começou com erro de saque de Roberta, permitindo que a Turquia abrisse 3 a 0 antes de Rosamaria marcar o primeiro ponto brasileiro. Com muitos erros da seleção brasileira, as turcas chegaram a abrir seis pontos de vantagem e controlaram o início da parcial. O Brasil reagiu gradualmente, reduzindo a diferença com bons contra-ataques, principalmente de Ana Cristina, enquanto Baladın e Aydın mantinham a eficiência ofensiva da Turquia. Após uma sequência de longos rallys, finalizados por Ana Cristina e Rosamaria, a equipe brasileira conseguiu a virada no placar. Apesar da reação, a Turquia voltou a assumir o controle, explorando bem as jogadas pelas extremidades, com destaque para Aydın, que converteu praticamente todas as bolas recebidas. No fim, a levantadora turca surpreendeu com uma bola de segunda para fechar o set em 25×21.