Borja Sainz luta contra a "dor" no FC Porto: "Quando há muito ruído..."

🗓️ 2026-09-16 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Adquirido ao Norwich City, há pouco mais de um ano, a troco de uma verba na ordem dos 13,3 milhões de euros (que pode vir a ascender aos 15,3 milhões de euros, mediante o cumprimento de objetivos), Borja Sainz passou de titular indiscutível a opção de recurso, face à ascensão da parceria entre Pepê e William Gomes, mas nem por isso está disposto a 'atirar a toalha ao chão'.

Ainda que com espaço reduzido (foi aposta de Francesco Farioli em todos os oito jogos disputados desde o arranque da nova temporada desportiva de 2026/27, mas sempre na qualidade de suplente utilizado), o avançado espanhol continua a retribuir com golos (já lá vão três), e quem o conhece garante que ainda há mais a caminho.

É o caso de José Cordoba, internacional panamenho que com ele partilhou balneário, durante a passagem por Carrow Road, que não tem dúvidas: "O Borja, estando confiante, marca as diferenças e desequilibra pela rapidez e capacidade para tirar adversários do caminho. Faz isso muito bem e até deixa a impressão de que parece fácil".

Em entrevista concedida à edição desta quarta-feira do jornal O Jogo, o defesa-central disse estar "a par do que o FC Porto está a fazer", em grande parte, fruto da boa relação que mantém com o antigo companheiro de equipa: "Começou muito bem, procuro sempre ver os jogos pela televisão, e, de fora, vejo o Borja muito adaptado e feliz. Isso é o mais importante".

"Era incrível o que fazia. Era muito fácil jogar com ele, porque estava sempre no lugar certo para fazer dano ao adversário (...). "A mim, encantava-me sempre vê-lo como extremo, porque é capaz de devorar o corredor e os laterais. Depois, tem a criatividade certa para se associar aos avançados e ser fundamental para municiá-los", acrescentou.

"É sempre muito difícil estar a 100% quando, fora do campo, há muito ruído ou dor"

José Cordoba aproveitou, ainda, a ocasião para enaltecer a faceta pessoal de Borja Sainz: "Quando cheguei, ele recebeu-me prontamente com o Marcelino Nuñez. Era muito brincalhão, porque tinha experiência de ter jogado com outro panamenho, no Alavés, o Puma Rodríguez. Também soube duto dele, das suas caraterísticas, por essa amizade comum. Guardo um Borja extrovertido, dentro e fora do campo".

Nesse plano, o internacional panamenho assumiu que pode não estar a ser fácil para Borja Sainz lidar com a morte da mãe, Maria Begoña Egusquiza, no passado dia 26 de fevereiro, a destinatária da homenagem que o próprio tem levado a cabo em todos os golos que marcou, desde então.

"É sempre muito difícil estar a 100% quando, fora do campo, há muito ruído ou dor. Mas estamos perante um caso de resiliência, no qual foi ajudado pelo pai e família", completou o defesa-central, a propósito do antigo companheiro de equipa, que, recorde-se, tem contrato válido com os campeões nacionais em título até junho de 2030, e está 'blindado' por uma cláusula de rescisão no valor de 100 milhões de euros.

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