Bruxelas quer reduzir diferença de preço entre fósseis e eletricidade para incentivar eletrificação
A Comissão Europeia quer duplicar a taxa de eletrificação do Velho Continente até 2040. Para isso, o Executivo europeu lançou um Plano da Ação para a Eletrificação, no qual propõe “reduzir a diferença de preço entre a eletricidade e da energia fóssil”. A ideia é fazê-lo garantindo que os impostos não pesem mais sobre os eletrões do que sobre o gás natural, e apresentando um plano para eliminar “progressivamente” os subsídios aos combustíveis fósseis.
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EscolherO Comissário Europeu da Energia, Dan Jorgensen, assinalou que há “vários Estados membros” nos quais os impostos sobre a eletricidade são superiores aos aplicados ao gás. “Temos de alterar isto”, disse. O plano agora lançado “encoraja” os Estados membros a agir para que os custos da eletricidade não ultrapassem em mais de duas vezes e meia os preços do gás, no caso dos consumidores domésticos, e nunca mais de duas vezes para a indústria.
Em paralelo, Jorgensen alertou para a larga quantia despendida ao nível da União Europeia em subsídios aos combustíveis fósseis. “Temos de parar com estes subsídios”, defendeu, para concluir: “Ainda este ano, vamos propor medidas para eliminar progressivamente os subsídios aos combustíveis fósseis.”
O que propõe Bruxelas
A Comissão propõe uma meta de 46% de eletrificação nos países do bloco até 2040, o que significa duplicar a taxa atual em 14 anos. Desta forma, Bruxelas espera cortar as despesas com combustíveis fósseis em 260 mil milhões de euros ao ano até essa data. A Comissão considera que é necessário acelerar a eletrificação em setores como a indústria, transportes e edificado.
“A diferença de preço [eletricidade e combustíveis fósseis] frequentemente desencoraja a mudança para opções mais limpas como bombas de calor, veículos elétricos e processos industriais”, aponta a Comissão, num comunicado lançado esta sexta-feira de manhã.
Bruxelas pretende duplicar, até 2030, a instalação de bombas de calor, em comparação com o nível de 2025, e avança que poderá ser introduzido um “mecanismo de mercado” que encoraje as vendas.
Além disto, para permitir penetração mais rápida de energia limpa, a Comissão quer garantir mais flexibilidade no consumo, propondo que, pelo menos, 50% dos clientes finais tenham contadores inteligentes nas suas casas até 2030. Em Portugal, esta já é uma realidade em todo o país.
No que diz respeito à mobilidade, o Comissário destacou os regimes de leasing sociais, que “já são um êxito” em vários Estados membros, como uma ideia a escalar. “Chegou o momento de tornar este um sucesso em toda a Europa”.
O pacote de eletrificação vai também “facilitar” apoio financeiro para expandir a infraestrutura de carregamento para veículos rodoviários pesados.
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