Cabo Verde/Acidente: PR cabo-verdiano quer investigação a causas de acidente na ilha do Fogo
O Presidente cabo-verdiano defendeu hoje a investigação às causas do acidente com um autocarro na ilha do Fogo, que provocou pelo menos 25 mortos, sem descurar a assistência às dezenas de famílias afetadas pela tragédia.
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“É preciso dar conforto e apoio psicológico a todas as famílias, já há 25 mortes. Isso constitui uma imensa tragédia, sobretudo porque são jovens e adolescentes que acabam por perder a vida na força da idade e também porque há dezenas de famílias afetadas por esta catástrofe”, afirmou José Maria Neves, defendendo a necessidade de investigar as causas do acidente para “ver como tomar medidas e pôr cobro às situações desta natureza”.
O chefe de Estado falava no aeroporto Nelson Mandela, na cidade da Praia, à partida para a ilha do Fogo.
O Presidente defendeu também que deve ser assegurada assistência aos familiares e a todas as pessoas afetadas pelo acidente, que ocorreu na noite de sábado, quando um autocarro saiu da estrada e caiu de uma altura de cerca de 30 metros, na localidade de Campanas de Cima, no município de Santa Catarina do Fogo.
A Cruz Vermelha de Cabo Verde anunciou a mobilização de uma equipa de emergência pré-hospitalar, constituída por médicos, enfermeiros e tripulantes, para apoiar as operações de resposta e prestar assistência às pessoas afetadas.
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A organização mobilizou também um psicólogo, que seguirá no voo seguinte para a ilha, para prestar apoio psicossocial às pessoas afetadas e às famílias.
Esta mobilização junta-se ao acompanhamento realizado pelo Conselho Local da Cruz Vermelha em São Filipe, que se encontra no terreno desde o início da situação.
De acordo com a Câmara Municipal de São Filipe, o “autocarro transportava alunos num passeio” quando saiu da estrada e caiu de uma altura de cerca de 30 metros, na localidade de Campanas de Cima, no município de Santa Catarina do Fogo.
O delegado do Ministério da Educação em São Filipe, José Pedro Gonçalves, esclareceu à Agência Cabo-verdiana de Notícias (Inforpress) que o passeio não foi organizado no âmbito das escolas.
Segundo explicou, tratava-se de uma atividade que o condutor habitualmente organizava todos os anos com alunos que transportava durante o período letivo, geralmente no final do ano escolar ou antes do início de um novo ano letivo.
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O município declarou dois dias de luto municipal e anunciou uma reunião extraordinária para hoje, para deliberar sobre os apoios aos familiares das vítimas.
O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, manifestou o pesar do Governo pela perda de vidas no acidente e apresentou as condolências às famílias das vítimas, estendendo a solidariedade aos feridos e à população do Fogo.
O chefe do Governo desejou ainda uma pronta recuperação aos feridos e reconheceu o trabalho dos profissionais de saúde, das equipas de socorro e de todos os que estão a prestar auxílio às vítimas.