Câmera de calor: pai e filho que ficaram um ano foragidos por morte de cobradores no Paraná tentaram fugir de operação | G1

🗓️ 2026-08-18 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

As imagens foram gravadas pela polícia com um drone com câmera termal. Segundo a corporação, a gravação mostra o momento em que os dois tentaram sair do sítio, na zona rural de Rio das Pedras (SP), onde foram encontrados.

Eles são os principais suspeitos de envolvimento nas mortes de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza em Icaraíma, no Noroeste do Paraná. No dia 4 de agosto de 2025, os quatro foram cobrar uma dívida de R$ 255 mil da família Buscariollo e, depois, passaram a ser considerados desaparecidos. Os corpos foram encontrados mais de um mês depois, enterrados em um bunker.

Pai e filho tentaram fugir durante operação. — Foto: PC-PR

“Com a identificação de seu paradeiro, realizamos o monitoramento e planejamos o melhor momento para a captura. Durante a ação em Rio das Pedras, pai e filho tentaram empreender fuga e foram capturados em meio à mata”, disse o delegado da PCPR Thiago Teixeira, por meio de nota.

Carlos Henrique Buscariollo, filho de Antônio, também foi preso em Santa Bárbara do Oeste (SP). Um quarto homem envolvido no crime foi identificado pela polícia e já estava preso por outro crime no momento da operação. O nome dele não foi divulgado.

Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo ficaram foragidos por um ano — Foto: Polícia Civil do Paraná

Segundo a Polícia Civil, os foragidos foram localizados após diversos levantamentos de inteligência policial e monitoramento realizado pela PC-PR. Confira abaixo imagens da propriedade em que eles estavam:

Propriedade Buscariollo 5 — Foto: PC-PR

Propriedade Buscariollo 3 — Foto: PC-PR

Propriedade Buscariollo 4 — Foto: PC-PR

Propriedade em que os Buscariollo foram encontrados. — Foto: PC-PR

O delegado Thiago Teixeira informou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que os quatro serão encaminhados a Umuarama.

A defesa dos suspeitos disse ao g1 que aguarda a audiência de custódia dos suspeitos e que possui provas de que Carlos Henrique Buscariollo não teve envolvimento com o caso. Abaixo, leia na íntegra.

Relembre o caso:

A dívida

Diego Henrique Da esqueda para a direita, Afonso, Robishley, Rafael e Alencar. — Foto: Reprodução

A polícia apurou que as quatro vítimas fariam uma cobrança relacionada à venda de uma propriedade rural por Alencar à família Buscariollo.

O pagamento foi dividido em dez notas promissórias de R$ 25 mil cada, mas nenhuma parcela foi paga. Caso os cobradores conseguissem o pagamento, receberiam metade do valor arrecadado.

Ainda no dia 4 de agosto, todos foram até o distrito de Vila Rica para fazer o primeiro contato com Antônio e Paulo. Nesta ocasião, a polícia apurou que os Buscariollo tentaram ceder uma casa na área urbana da cidade, mas as partes não chegaram a um acordo.

A câmera de segurança de uma panificadora de Icaraíma fez o último registro dos quatro com vida na manhã do dia 5 de agosto. Veja abaixo:

Vitimas foram vistas pela última vez em uma padaria em Icaraíma. — Foto: Polícia Civil (PC-PR)

Em 6 de agosto de 2025, a esposa de Robishley procurou a polícia do estado de São Paulo para registrar o desaparecimento do marido e dos amigos dele, sem saber dos homicídios.

O que a defesa diz

A defesa dos suspeitos diz aguardar a audiência de custódia e que possui provas de que Carlos Henrique Buscariolo não teve envolvimento com o caso. Leia na íntegra:

"A qualidade de advogado de Paulo e Antônio Buscariolo vem esclarecer que eles foram presos e passarão agora pela chamada audiência de custódia. É importante explicar que a audiência de custódia não é um julgamento e não serve para declarar alguém culpado ou inocente. É o momento em que o Poder Judiciário analisa a legalidade da prisão e, principalmente, se existia efetiva necessidade de que essas pessoas permaneçam presas durante o andamento do processo.

Também foi preso Carlos Henrique Buscariolo, outro integrante da família. E em relação a este, existe uma circunstância extremamente relevante, que será demonstrada pela defesa. Carlos Henrique sequer se encontrava na cidade na época dos fatos criminosos que estão sendo imputados à família. A defesa possui elementos para demonstrar essa circunstância, e ela será apresentada e comprovada no momento processual adequado.

Nesse momento, o nosso trabalho é assegurar que todos tenham suas garantias constitucionais respeitadas, que as prisões sejam analisadas individualmente e que nenhuma conclusão antecipada seja construída simplesmente em razão da repercussão do caso.

A defesa confia na análise técnica do Poder Judiciário e prestará os demais esclarecimentos, conforme o processo avançar.

Agora não tem mais desculpa para nós termos acesso integral ao processo, uma vez que já foram presos e não tem mais motivo para a defesa saber por que foram e quais circunstâncias, quais provas, trouxeram a sua prisão. Sem mais."

VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná