Cardinalidade de Conjuntos
Aprenda os conceitos essenciais sobre cardinalidade de conjuntos com um resumo para as principais provas de concursos.

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?
A cardinalidade de conjuntos é um dos assuntos mais cobrados em questões de conjuntos e raciocínio lógico para concursos públicos. Ela permite determinar a quantidade de elementos pertencentes a um conjunto e resolver problemas envolvendo união, interseção e diferenças entre grupos. Embora o conceito seja simples, muitas questões exigem atenção à interpretação do enunciado e ao correto relacionamento entre os conjuntos.
Em provas de bancas como FGV, FCC e Cebraspe, é comum encontrar questões sobre pesquisas, preferências, idiomas, esportes, disciplinas estudadas ou qualquer situação em que um mesmo elemento possa pertencer a mais de um grupo. O candidato que domina a cardinalidade dos conjuntos consegue resolver essas questões rapidamente, mesmo sem recorrer a diagramas.
Neste artigo, você aprenderá o conceito de cardinalidade, conhecerá as principais fórmulas utilizadas em concursos e verá exemplos comentados no estilo das principais bancas examinadoras.
Confira os tópicos que serão abordados:
- Conjuntos numéricos;
- Cardinalidade de conjuntos;
- Exemplos resolvidos;
- Resumo.
Conjuntos Numéricos
Antes de estudar cardinalidade de conjuntos, é importante lembrar o conceito de conjunto.
Um conjunto é uma coleção de elementos que possuem alguma característica em comum.
Exemplos:
- A = {2, 4, 6, 8}
- B = {a, e, i, o, u}
- C = {Brasil, Argentina, Chile}
Os elementos pertencem ao conjunto utilizando o símbolo ∈.
Por exemplo:
4 ∈ A
Já quando um elemento não pertence ao conjunto, utiliza-se o símbolo ∉.
Exemplo:
5 ∉ A
Cardinalidade de Conjuntos
A cardinalidade dos conjuntos representa a quantidade de elementos de um conjunto.
Ela é normalmente indicada por:
n(A)
ou
|A|
As duas notações são aceitas e aparecem em livros e concursos.
Por exemplo:
A = {3, 5, 7, 9}
Logo:
n(A) = 4
Conjunto vazio
O conjunto vazio não possui elementos.
Representação:
∅
Portanto, a cardinalidade do conjunto vazio é:
n(∅) = 0
Cardinalidade da união
Quando queremos saber a cardinalidade da união de dois conjuntos, ou seja, quantos elementos pertencem a pelo menos um dos conjuntos, utilizamos a união.
Representação:
A ∪ B
Entretanto, devemos tomar cuidado com os elementos que pertencem aos dois conjuntos.
A fórmula é:
n(A ∪ B) = n(A) + n(B) − n(A ∩ B)
Observe que a interseção é subtraída porque foi contada duas vezes.
Por exemplo:
Em uma turma:
- 25 alunos estudam Matemática.
- 18 estudam Física.
- 10 estudam ambas.
Quantos estudam pelo menos uma das disciplinas?
Aplicando a fórmula:
n(Matemática ∪ Física) = n(Matemática) + n(Física) − n(Matemática ∩ Física)
n(Matemática ∪ Física) = 25 + 18 − 10
= 33
Resposta: 33 alunos.
Cardinalidade da interseção
A interseção representa os elementos comuns aos conjuntos.
Representação:
A ∩ B
Por exemplo:
Conjunto dos alunos que estudam:
- Física: {Carlos, Diego, Elisa}
- Matemática: {Ana, Bruno, Carlos, Diego}
Interseção: {Carlos, Diego}
Logo:
n(A ∩ B) = 2
Cardinalidade da diferença
A diferença representa os elementos que pertencem a um conjunto, mas não ao outro.
Representação:
A − B
Por exemplo:
- A = {1, 2, 3, 4}
- B = {3, 4, 5}
A – B = {1, 2}
Logo:
n(A − B) = 2
Cardinalidade do complemento
O complemento corresponde aos elementos que pertencem ao conjunto universo, mas não pertencem ao conjunto considerado.
Representação:
Aᶜ
Por exemplo:
- Universo: 50 alunos.
- Matemática: 18 alunos.
Complemento:
50 − 18
= 32 alunos.
Três conjuntos
Quando o problema envolve três conjuntos, aplica-se o Princípio da Inclusão-Exclusão para determinar a cardinalidade dos conjuntos.
A fórmula é:
n(A ∪ B ∪ C) = n(A) + n(B) + n(C) − n(A ∩ B) − n(A ∩ C) − n(B ∩ C) + n(A ∩ B ∩ C)
Embora pareça extensa, ela segue uma lógica simples:
- somamos os conjuntos individuais;
- subtraímos as interseções contadas duas vezes;
- adicionamos novamente a interseção dos três conjuntos, que foi retirada em excesso.
Esse modelo aparece com frequência em concursos envolvendo pesquisas e preferências.
Exemplos Resolvidos – Cardinalidade de Conjuntos
Exemplo 1 – cardinalidade de conjuntos
Uma pesquisa revelou que:
- 60 pessoas gostam de café;
- 40 gostam de chá;
- 25 gostam dos dois.
Quantas gostam de pelo menos uma dessas bebidas?
Resolução:
Como os apreciadores das duas bebidas foram contados duas vezes, a interseção deve ser subtraída.
Aplicando a cardinalidade da união de conjuntos:
60 + 40 − 25
= 75
Resposta: 75 pessoas.
Exemplo 2
Em uma pesquisa com 200 pessoas:
- 110 assistem ao canal A;
- 90 assistem ao canal B;
- 40 assistem aos dois canais.
Quantas pessoas não assistem a nenhum dos canais?
Resolução:
Primeiro calculamos quem assiste a pelo menos um canal:
110 + 90 − 40
= 160
Agora:
200 − 160
= 40
Resposta: 40 pessoas.
Questões desse tipo costumam exigir duas etapas: calcular a união e, depois, o complemento.
Exemplo 3
Uma pesquisa foi realizada com 150 estudantes sobre três idiomas.
Os resultados foram:
- 80 estudam inglês;
- 60 estudam espanhol;
- 50 estudam francês;
- 30 estudam inglês e espanhol;
- 20 estudam inglês e francês;
- 15 estudam espanhol e francês;
- 10 estudam os três idiomas.
Quantos estudantes estudam pelo menos um dos idiomas?
Resolução
Aplicando o Princípio da Inclusão-Exclusão:
80 + 60 + 50
− 30 − 20 − 15
+ 10
= 135
Resposta: 135 estudantes.
Resumo – Cardinalidade de Conjuntos
Para te ajudar a revisar, de forma rápida e estratégia, tudo o que vimos até aqui, preparamos um resumo.
| Situação | Fórmula | Palavras-chave |
| Cardinalidade de um conjunto | n(A) | quantidade de elementos |
| União de dois conjuntos | n(A ∪ B) = n(A) + n(B) − n(A ∩ B) | pelo menos um, total |
| Interseção | n(A ∩ B) | ambos, simultaneamente |
| Diferença | n(A − B) = n(A) − n(A ∩ B) | apenas, somente |
| Complemento | n(Aᶜ) = n(U) − n(A) | nenhum, não pertencem |
| Três conjuntos | Princípio da Inclusão-Exclusão | três pesquisas, três grupos |
Finalizando – Cardinalidade de Conjuntos
A cardinalidade de conjuntos é um tema fundamental para resolver problemas envolvendo pesquisas, classificações e agrupamentos. Embora as fórmulas sejam relativamente simples, o sucesso nas provas depende principalmente da correta interpretação do enunciado e da identificação da operação de conjuntos envolvida.
Com prática, torna-se natural identificar o tipo de operação necessária e aplicar as fórmulas de forma rápida e segura. Esse domínio permite resolver um tema bastante recorrente em concursos públicos e ainda serve de base para diversos outros assuntos de raciocínio lógico e matemática.
É importante reforçar que este conteúdo deve ser utilizado como complemento ao material em PDF, onde a abordagem é aprofundada e completa. Além disso, é fundamental praticar com muitas questões, preferencialmente separadas por banca, para entender as diferentes formas de cobrança.
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Bons estudos e até a próxima!
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