Como um sorvete no coco virou negócio de R$ 60 mil em Natal | G1

🗓️ 2026-07-12 📁 business-finance 📝 ⏱️ 👁️ : -

A fila no calçadão de Ponta Negra, em Natal (RN), já virou parte da paisagem. Turistas e moradores se reúnem diariamente para provar um sorvete artesanal servido dentro do próprio coco — combinação que transformou um carrinho de praia em um negócio com faturamento médio de R$ 60 mil por mês.

Por trás da ideia está Leo Fernandes, empreendedor que começou trabalhando apenas com açaí e cremes na praia há sete anos. Formado em gestão de negócios, ele sempre teve o objetivo de empreender e encontrou no sorvete de coco a oportunidade para dar um salto nas vendas.

A inspiração veio de fora do país. Após ouvir de um amigo que havia visitado a Tailândia sobre sobremesas servidas no coco, Leo decidiu adaptar o conceito para o público brasileiro. O investimento inicial foi de R$ 10 mil.

“Quando fez a mistura do sorvete com a polpa do coco ficou melhor ainda”, afirma o empreendedor.

Sorvete no coco vira febre e faz empreendedor faturar R$ 60 mil em Natal — Foto: Reprodução/PEGN

O diferencial do produto está na experiência: o coco é aberto na hora, a polpa é retirada na frente do cliente e a água da fruta é oferecida gratuitamente como cortesia. “Foi uma estratégia também de negócio. Acho que foi buscar uma estratégia pra chamar mais o cliente”, diz Leo.

As redes sociais ajudaram a impulsionar o negócio. O empreendedor começou divulgando vídeos gravados pelo próprio celular e contou com o apoio espontâneo de influenciadores digitais.

“Vieram pessoas de fora que viram uma influenciadora muito forte e acabou divulgando. Então isso foi atraindo mais clientes ainda”, conta.

Sorvete no coco vira febre e faz empreendedor faturar R$ 60 mil em Natal — Foto: Reprodução/PEGN

Hoje, a operação é familiar. As irmãs de Leo participam da produção, do atendimento e da logística do carrinho, enquanto fornecedores locais garantem a entrega diária dos cocos frescos. “Quanto mais eu vendo, mais eles ganham”, afirma o empreendedor sobre o trabalho em família.

Com ticket médio de R$ 20, o negócio permitiu que Leo deixasse de atuar como microempreendedor Individual (MEI) e migrasse para microempresa (ME). Agora, ele estuda abrir novos pontos em outras praias do Rio Grande do Norte e até levar a marca para outros estados.

“Coragem, persistência e muita resiliência em altos e baixos”, resume o empreendedor ao falar sobre os desafios do negócio.

Empório Ponta Negra