CCB inicia "três dias de festa" que abrem a nova temporada
O Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, inicia esta sexta-feira “três dias de festa”, que incluem espetáculos de teatro, dança, música, instalação e performance em vários espaços, assinalando assim a abertura da nova temporada.
A programação, desta sexta-feira, de sábado e de domingo, inclui espetáculos pagos nos auditórios e propostas de entrada livre, mediante levantamento prévio de bilhete, além de iniciativas ao ar livre, segundo o CCB, em comunicado.
Esta sexta-feira, no Grande Auditório, o coreógrafo Victor Hugo Pontes apresenta Falsas Histórias Verdadeiras: Uma Pina Colagem, espetáculo criado a partir da obra do escritor Manuel António Pina, com música de A Garota Não, e estreado no Teatro Nacional de São João, no Porto.
No Pequeno Auditório é apresentada The Disappearing Act, criação a solo de Yinka Esi Graves que cruza dança, música ao vivo, texto e vídeo para explorar questões de invisibilidade, ausência e representação.
O primeiro dia termina na Praça CCB com C’est Pas Là, C’est Par Là, da companhia Galmae e de Juhyung Lee, uma instalação interativa em que o público é convidado a desembaraçar coletivamente uma corda enrolada em torno de uma pedra, tornando-se parte da obra.
Falsas Histórias Verdadeiras: Uma Pina Colagem e The Disappearing Act voltam a cena no sábado.
A programação para sábado inclui também Please Do Not Touch, de Nuna, no Museu de Arte Contemporânea (MAC) do CCB.
Nesta criação, que é também apresentada no domingo, a artista propõe um monólogo afrofuturista sobre o papel dos museus no colonialismo, as consequências das pilhagens culturais e a representatividade nas instituições artísticas.
Ainda no MAC/CCB, no sábado, a curadora Cindy Sissokho conduz uma visita-conversa às exposições Olhos Múltiplos, de Patricia Domínguez, Ines Doujak e Lubaina Himid, e Cloud of Confusion, de Frida Orupabo, numa proposta que tem como objetivo colocar em diálogo trabalhos que abordam questões de raça, género, memória, representação e resistência.
O museu do CCB acolhe também o espetáculo de dança Krump Session, com direção artística de Dougie Knight e produção da Associação Cultural e Artística Via Urbana, que apresenta o krump, estilo de dança urbana que surgiu no início dos anos 2000 nos bairros periféricos de Los Angeles, como “prática de libertação, resistência e transformação coletiva”.
Krump Session tem sessões no sábado e no domingo.
Nos mesmos dias haverá música no Jardim das Oliveiras com Cantar Juntos pelo Mundo, proposta da Associação A PAR dirigida a famílias, que reúne oito músicos, artistas convidados de diferentes origens, e o Coro Preparatório do Coro Infantil da Universidade de Lisboa, juntando culturas, histórias e identidades.
A programação inclui ainda, entre outros, o Mercado CCB, uma conversa com os programadores da nova temporada, DJ sets, uma performance participativa inspirada na música de Johann Strauss II que combina música, dança e interação com o público e um concerto do Noa Noa Ensemble.
A nova temporada das artes performativas do CCB foi apresentada em junho e prolonga-se até 2027, com programação nas áreas da música, teatro, dança, criação artística e propostas para diferentes públicos.