André Bernardo e a centralização dos direitos televisivos: «Temos de cooperar cá fora para haver coisas positivas»

🗓️ 2026-09-25 📁 sports 📝 ⏱️ 👁️ : -

Ainda no que diz respeito ao painel denominado 'O Novo Mundo dos Direitos Comerciais', no qual participou à margem do 'Portugal Football Summit', o vice-presidente do Sporting, André Bernardo, não deixou de analisar a questão em torno da centralização dos direitos televisivos da Liga portuguesa. Mais concretamente, o dirigente dos verdes e brancos apelou a um esforço coletivo por parte dos clubes das divisões profissionais.

"Temos de ter uma abordagem sistémica e compreender que o todo é mais do que a soma das partes. Se olharmos para o exemplo de outras ligas, podemos concluir que há um caminho que diz que temos de competir em campo, mas cooperar cá fora para haver coisas positivas. Coletivamente é o que temos de fazer. É assim que vamos aumentar o nosso valor", frisou o 'vice' leonino, defendendo o peso do Sporting como entidade.

"O Sporting já provou que tem talento, metodologia e condições para ser, tal como Portugal num todo, um ponto de grande desenvolvimento nesta cadeia de valor. Somos muito bons a formar jogadores, temos o lado cultural, de conhecimento. Fazemos parte de um ecossistema maior, temos o papel de formar e vender e já mostrámos que sabemos lucrar com isso. Podemos fazer isso enquanto liga, se trabalharmos juntos e deixarmos a competição para dentro do campo", apontou.

Recorde-se que, a respeito da centralização dos direitos televisivos, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) garantiu ainda em agosto passado que continuará a cumprir o decreto-lei que determina a centralização dos direitos a partir de 2028/29, isto mesmo após o Benfica ter submetido ao parlamento uma petição para o suspender.

A centralização dos direitos televisivos no futebol português prevê que os clubes da 1.ª e 2.ª Ligas passem a vender os direitos audiovisuais em conjunto, em vez de negociarem individualmente, a partir da época 2028/29. Em junho passado, as SAD aprovaram por maioria o modelo de comercialização dos direitos audiovisuais, numa Assembleia Geral, com voto contra do Benfica e uma abstenção. A proposta da Liga para a distribuição dos valores decorrentes da venda centralizada direitos audiovisuais, a partir de 2028/29, vai atribuir 90% ao escalão principal e o remanescente (10%) aos conjuntos do segundo escalão.

Ainda no âmbito do 'Portugal Football Summit', no primeiro dia do colóquio, Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, apontou prazos para o efeito, garantindo que espera ter a centralização resolvida até à fase inicial do ano de 2027.

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