Direito de resposta de Paulo Seco

🗓️ 2026-09-25 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

É falsa e absolutamente destituída de qualquer factualidade a alegação, insinuação ou construção narrativa de que eu tenha participado, contribuído ou de qualquer forma estado envolvido numa alegada “encenação” de assalto ao gabinete do Dr. André Ventura, no piso nobre da Assembleia da República.

Apesar disso, e bem sabendo os seus deveres éticos e de rigor jornalístico, a Revista SÁBADO avançou com o título principal “PJ NÃO DESCARTA ENCENAÇÃO”, colocando-me no centro da narrativa, ao afirmar que alterei “a rotina na noite do alegado assalto” e que “os inspetores querem saber porquê”. O artigo refere ainda, de forma destacada e reiterada, que a PJ “descobriu que o deputado foi ao gabinete de Ventura na noite do ‘assalto”, acompanhando o texto de uma fotografia minha e de legendas que me associam diretamente a possíveis “incongruências” no caso.

Apesar da gravidade das imputações e insinuações que me são feitas, não é apresentado qualquer facto ou elemento de prova que permita sequer colocar a hipótese do meu envolvimento numa “encenação” como hipótese verosímil. A informação publicada é completamente falsa, visto que, na noite de 27 de julho de 2026, nunca me desloquei do Edifício Novo, onde se situa o meu gabinete, para o piso nobre da Assembleia da República, onde é o Gabinete do Dr. André Ventura. Mais informo, que desde a minha entrada para o Grupo Parlamentar em março de 2023, sempre fui dos assessores e atualmente deputado, que mais cedo entrei nas instalações da Assembleia da República e mais tarde saí das mesmas, nunca sido colocada em causa o meu bom nome e brio profissional.

A isto acresce que a reportagem afirma que eu “não quis dar explicações sobre aquela noite” quando contactado pela SÁBADO. Tal afirmação é tendenciosa e incompleta. Como qualquer cidadão e deputado, tenho o direito de não comentar publicamente factos que se encontram sob investigação judicial, sobretudo quando já me encontro a colaborar com as autoridades competentes no âmbito do processo. O silêncio perante a imprensa não equivale a recusa de cooperação com a Justiça, nem pode ser instrumentalizado como indício de culpabilidade.

O irei cooperar plenamente com as autoridades judiciais e policiais, únicas entidades a quem devo responder, prestando todos os esclarecimentos que me forem solicitados no âmbito do inquérito.

A liberdade de imprensa e a liberdade de crítica política são essenciais numa sociedade democrática, mas isso é uma coisa, outra bem diferente é, ao invés de prestar informação de forma isenta e objetiva, criar casos, situações e narrativas especulativas para influenciar a opinião pública sobre determinado assunto ou pessoa, associando o nome de um deputado a hipóteses graves sem qualquer suporte factual.

Esclareço, assim, inequivocamente: não alterei a rotina na noite do assalto, não participei em qualquer encenação de assalto, não simulei qualquer crime, não ocultei qualquer facto e rejeito integralmente qualquer afirmação ou insinuação em sentido contrário.

Assim requer-se à Revista SÁBADO a publicação do presente texto, enquanto exercício do direito de resposta previsto no art.º 24.º da Lei da Imprensa, com o mesmo destaque que foi dado à notícia ora em causa e pelos mesmos meios e, consequentemente, que se proceda à reposição da verdade.

Sublinha-se que, atendendo a que o conteúdo objeto da resposta foi igualmente divulgado e promovido através dos canais digitais da Revista SÁBADO e do respetivo sítio da Internet, solicita-se que seja assegurada visibilidade adequada ao presente direito de resposta nos suportes em que o conteúdo objeto da resposta foi disponibilizado, na medida legalmente aplicável.

A presente comunicação é efetuada expressamente para efeitos dos artigos 24.º, 25.º e 26.º da Lei n.º 2/99, de 13 de janeiro.

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