Ministério Público quer Julio Iglesias investigado por crimes sexuais

🗓️ 2026-10-15 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

O Ministério Público espanhol quer que Julio Iglesias seja investigado por suposta agressão sexual a duas ex-funcionárias. Numa clara mudança de posicionamento, aquele organismo quer mesmo que seja a Audiência Nacional (tribunal com sede em Madrid, especializado na via penal numa série de delitos) a conduzir essa investigação. A propósito, o promotor Vicente González Mota já enviou um documento ao juiz instrutor Antonio Piña a informar que, em sua avaliação, o tribunal tem competência para abrir um processo contra o artista. A notícia foi avançada pelo Eldiário. 

Os alegados crimes terão sido cometidos em 2021, em duas propriedades de Julio Iglesias, situadas nas Bahamas e na República Dominicana. Uma ex-funcionária doméstica contou que foi pressionada a manter relações sexuais, e uma fisioterapeuta afirmou ter sofrido toques indesejados. O cantor sempre negou todas as acusações e insistiu na "absoluta falsidade dos fatos denunciados". Agora, o magistrado deverá decidir nos próximos dias se dará início às investigações.

Foi através da organização Women’s Link Worldwide, que as duas ex-funcionárias de Julio Iglesias, apresentaram, em janeiro de 2026, uma denúncia à própria Promotoria da Audiência Nacional. Aquele órgão ainda iniciou "diligências pré-processuais", mas acabou por decidir pelo arquivamento, alegando falta de competência para investigar casos sem "vínculos relevantes" com Espanha. Defendia a promotoria que os crimes tinham ocorrido no exterior, que as queixosas não têm relação com Espanha e que o suposto autor não se encontra no país.

No entanto, em setemebro, a Women’s Link Worldwide decidiu recorrer à Audiência Nacional e apresentar uma queixa-crime diretamente contra o artista por supostos crimes de “tráfico de pessoas para fins de imposição de trabalho forçado e servidão; crimes contra a liberdade e a integridade sexual, lesões corporais, tratamento degradante; e crimes contra os direitos das trabalhadoras pela imposição de condições de trabalho abusivas”. Ora foi essa queixa que chegou, entretanto, ao juiz António Piña, que solicitou um parecer ao Ministério Público. Por seu turno, o promotor Vicente González Mota, responsável pelo caso, considerou agora que a Audiência Nacional tem, sim, competência para investigar o caso, contrariando o entendimento inicial.

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